Estados Unidos “oferece” sua política externa à Líbia

Não sei o que é pior, se a morte de tantos civis na Líbia ou se a entrada da força militar americana no país. Obviamente que a morte de civis é de longe uma tragédia, mas conceber a idéia de que Estados Unidos estaria “novamente” se infiltrando em país alheio é uma situação das mais dramáticas.
Preocupados com a força e resistência de Gaddafi e seus aliados, oposição analisou hoje se aceita ou não a “ajuda” de países estrangeiros (Estados Unidos) para atacar Trípoli. O que se discute é que Gaddafi possui força militar maior que seus opositores e isso poderá causar a morte de mais centenas de milhares de pessoas caso a oposição se encoraje a enfrentá-lo.
O papel que a ONU deveria fazer seria exatamente esse. Em caso de extrema necessidade, em que o direito humano esteja sendo indiscriminadamente violado, a “força militar” das nações unidas deveria entrar em cena. Mas não! Isso não acontece. Até porque a ONU não possui efetivo preparado e direcionado para tal empreitada. Porque será? Não seria mais justo se houvesse um comitê de segurança que pudesse oferecer ajuda militar a qualquer país que se encontrasse numa crise, como é o caso da Líbia? Alguém já se perguntou que “alguns países” com suas políticas dominantes não poderiam aprovar essa idéia? Eu já. Pra mim, isso não é interessante para os Estados Unidos.
Para quê uma força militar mundial unificada uma vez que Estados Unidos pode ser capaz de enviar seu exército para onde quiser? Enviar seria um modo de falar, já que Estados Unidos possui bases militares em mais de 50 países distribuídos pelo mundo, inclusive nas proximidades do país Líbio. Essa é a política externa estadunidense. Atingir o mundo todo com o seu poderio para obter controle, e claro, benefícios e vantagens econômicas.
Bases militares americanas pelo mundo
Se engana aquele que pensa que Estados Unidos está empenhado em ajudar países em conflito, tudo pela justiça e pela democracia. Nada disso! Se assim fosse, não teria vetado a proposta de resolução da ONU que previa a paralisação da construção de assentamentos israelenses em território palestino. Se Estados Unidos tivesse preocupado com a justiça e com a liberdade dos povos, como gostam de mencionar, teriam então tido a “iniciativa” de entrar em Gaza em 2009 com o seu “poderio militar”, na ocasião em que Israel matou mais de 1.400 palestinos.
Desse modo, é com esse espírito que apresento a visão que Estados Unidos tem do mundo.
O mundo visto pelos Estados Unidos

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