IPEA: Desemprego ocorre de forma desigual e atinge severamente os mais pobres

Desemprego é menor, mas taxas ainda são altas entre os mais pobres

“Pobreza passa a ser cada vez mais relacionada ao desemprego”, aponta IPEA
Os crescimentos da taxa de emprego e da renda média dos últimos anos no Brasil fazem com que o trabalho remunerado passe a ser cada vez mais determinante para livrar famílias da pobreza. Por outro lado, isso não tem valido para os mais pobres, cujas taxas de desemprego têm aumentado. Ou seja, os que não têm qualificação para aproveitar as oportunidades que crescem no país estão ficando para trás.

“(A) pobreza passa a ser cada vez mais relacionada com o desemprego”, aponta comunicado do IPEA, que estuda a desigualdade do emprego no país com base em dados do IBGE nas seis principais regiões metropolitanas do país (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador), entre dezembro de 2005 e dezembro de 2010.

De acordo com o comunicado, o desemprego caiu 31,4% nestas capitais entre 2005 e 2010. Porém a queda não foi homogênea, pois caiu para os 80% de maior renda e aumentou para os 20% mais pobres. Entre os 10% mais pobres, o desemprego passou de 23,1% para 33,3% — um aumento de 44,2%. Entre o segundo decil (*) mais pobre, o desemprego passou de 15,4% para 15,8%, crescimento de 2,6%. Hoje, estes 20% mais pobres das metrópoles correspondem a 45% dos desempregados nestas regiões.

 
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