Lava Jato planejou ataques até Lula deixar de ser “a esperança de alguns” brasileiros

Lava Jato em Curitiba lançou mão de delação premiada sem provas para "detonar um pouquinho mais a imagem" de Lula na imprensa

Ex-Presidente Lula da Silva durante reunão com parlamentares do PT, no hotel San Marco, em Brasília.| Foto: Sérgio Lima/Poder360 18.02.2020

Jornal GGN – Mensagens hackeadas da Lava Jato, apreendidas pela Polícia Federal na Operação Spoofing, mostram que a Lava Jato em Curitiba lançou mão de delação premiada sem provas para “detonar um pouquinho mais a imagem” de Lula na imprensa. Em comunicado ao Supremo Tribunal Federal, a defesa do ex-presidente ainda enviou uma seleção de diálogos indicando a existência de um “plano” para, toda semana, apresentar uma acusação nova contra o petista. O objetivo dos procuradores era ver a “moral” de Lula ser “consumida aos poucos”, até que ele deixasse de ser uma “esperança” para parte da população brasileira.

A delação sem provas usada contra Lula foi feita pelo ex-ministro Antonio Palocci. Em mensagem divulgada no chat de Telegram, a procuradora Laura Tessler admite que o depoimento do ex-petista “não tem corroboração nenhuma.” Mas, para ela, seria “divertido” usar a delação para “detonar um pouquinho mais a imagem do 9.”

Em outra mensagem, disparada em setembro de 2016 por Deltan Dallagnol, depois que a acusação do triplex fora apresentada ao então juiz Sergio Moro, um “plano do LULA” vem à tona. Deltan mostra a existência de um planejamento semanal para atacar Lula na imprensa mobilizando instrumentos jurídicos. A cada semana, um novo ângulo das narrativas criadas pela Lava Jato contra o ex-presidente seria apresentado.

Sete meses depois, um procurador deixa claro, no chat, qual era o objetivo da overdose de acusações contra Lula: “desmascarar” o petista perante a opinião público, deixá-lo fraco antes de ser preso. A Lava Jato queria que a “moral” do ex-presidente fosse “consumida aos poucos”, até que ele deixasse de “ser a esperança de alguns”.

Todas as mensagens foram enviadas ao Supremo Tribunal Federal pela defesa de Lula, no dia 26 de setembro.

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