Maia, FHC e Rossi apoiam Dilma, após ataques de Bolsonaro sobre tortura

"Bolsonaro não tem dimensão humana. Tortura é debochar da dor do outro", escreveu Rodrigo Maia

Foto: Divulgação

Jornal GGN – O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o recém lançado candidato à presidência da Câmara, Baleia Rossi (MDB-SP), e o ex-presidente Fernando Hernique Cardoso criticaram os ataques de Jair Bolsonaro sobre a tortura sofrida pela ex-presidente Dilma Rousseff durante a ditadura.

Bolsonaro debochou, nesta segunda (28), da tortura sofrida pela ex-presidente, quando foi presa, em 1970, pela ditadura do regime militar no Brasil. “”Dizem que a Dilma foi torturada e fraturaram a mandíbula dela. Traz o raio X para a gente ver o calo ósseo. Olha que eu não sou médico, mas até hoje estou aguardando o raio X”, disse, a apoiadores.

Na manhã de hoje (29), Maia escreveu em suas redes sociais que o presidente brasileiro “não tem dimensão humana”. “Tortura é debochar da dor do outro”, afirmou, e dedicou solidariedade à ex-presidente Dilma.

“Bolsonaro não tem dimensão humana. Tortura é debochar da dor do outro. Falo isso porque sou filho de um ex-exilado e torturado pela ditadura. Minha solidariedade à ex-presidente Dilma. Tenho diferenças com a ex-presidente, mas tenho a dimensão do respeito e da dignidade humana”, afirmou Maia.

Mais cedo, o recém-lançado candidato à Presidência na Câmara, Baleia Rossi (MDB-SP), sinalizou um apoio ao PT e partidos de esquerda, ao também mostrar solidariedade e criticar o comentário do presidente. “É sobre a dignidade humana”, disse, completando: “Tortura nunca mais”.

“Não é sobre esquerda, centro ou direta. É sobre a dignidade humana, é disso que se trata. Nossa solidariedade à ex-presidente Dilma Rousseff. Tortura nunca mais”, postou nas redes.

Também nas redes, FHC (PSDB) se solidarizou com Dilma e afirmou que “brincar com a tortura dela é inaicetável”.

“Brincar com a tortura dela — ou de qualquer pessoa — é inaceitável. Concorde-de ou não com as atitudes políticas das vítimas. Passa dos limites”, escreveu o ex-presidente.

 

 

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