Militares perpetuam o crime de lesa-pátria bolsonarista, diz colunista

“Militares deixando o governo com ares de democratas ofendidos? Nada mais falso", analisa Cristina Serra

Reprodução

Jornal GGN –  O jogo político entre Jair Bolsonaro e os militares é questionado pela jornalista Cristina Serra, em sua coluna publicada na Folha de S. Paulo neste sábado, 3 de abril.

No início desta semana, os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica se demitiram em protesto à dispensa do então ministro da Defesa, o general Fernando Azevedo. Manchetes dos jornalões afirmaram que a decisão era um manifesto contra o golpismo de Bolsonaro que estava por vir.

“Militares deixando o governo com ares de democratas ofendidos? Nada mais falso. A coesão pode até ter levado uma sacudida, mas os generais estão unidos pelo amálgama do projeto antiesquerda, além, claro, de desfrutarem das benesses do poder. Julgam ter papel de tutela sobre os civis. Nunca engoliram a Comissão Nacional da Verdade”, afirmou Serra. “Até hoje celebram (agora com autorização do Judiciário) a ditadura que torturou, matou e escondeu corpos. Os fardados viram no golpe contra Dilma Rousseff a chance de voltar ao poder na carona de um extremista. Ajudaram a elegê-lo sabendo que tudo nele é extremo: autoritarismo, ignorância, maldade, desprezo à vida, culto à morte”, continuou a colunista.

“O Brasil está em marcha célere para 400 mil mortos pela pandemia. O colapso funerário se aproxima. O genocídio é obra coletiva de Bolsonaro e de todos os que estão com ele. Nessa guerra, os militares que o apoiam decidiram cerrar fileiras nas legiões do vírus. São avalistas e fiadores, cúmplices e co-autores dessa tragédia. Tratam o povo como inimigo a ser derrotado, deixando-o morrer de doença e fome. Isso é crime de lesa-pátria. A história vai nos cobrar uma Comissão Nacional da Verdade para o genocídio brasileiro”, completou.

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