Nos EUA, Hawilla narra propinas a Teixeira, Grondona e Leoz


Foto: Spencer Platt/Getty Images
 
Jornal GGN – A Suprema Corte do Brooklyn, em Nova York, voltou a ouvir testemunhas no julgamento do escândalo de corrupção na FIFA. Nesta segunda-feira (04), os depoimentos são do empresário brasileiro J. Hawilla, proprietário do grupo Traffic.
 
Nas primeiras horas da audiência de hoje na Justiça norte-americana, Hawilla anunciou que pagou propina ao ex-presidente da Conmebol, Nicolas Leoz, ao ex-presidente da Associação de Futebol Argentino, Julio Grondona, e ao ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira.
 
Narrou que a primeira vez que pagou suborno, fora dos termos do contrato, foi de 400 a 600 mil dólares para Nicolas Leoz ainda em 1991, durante a negociação dos direitos de transmissão da Copa América, cubrindo os torneios de 1993, 1995 e 1997. 
 
“Não lembro o valor total, mas foi entre US$ 400 mil e US$ 600 mil. Foi um erro. Eu não devia ter pago, eu me arrependo muito, mas se não pagasse eu poderia perder os direitos”, afirmou.
 
Segundo Hawilla, aquela propina a Leoz, no contrato assinado no dia 23 de janeiro de 1991, desde então, “deu direito para ele [ex-presidente da Conmebol] pedir dinheiro cada vez que se renovava o contrato”.
 
Contou que o primeiro contrato de direitos de transmissão dos jogos da Copa América, firmado no dim de 1986 e que contemplaria as partidas de 1987 e 1989, não envolveu o pagamento de propinas. 
 
Já ao ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, Hawilla narrou ter pago propina para o contrato da Copa América usando doleiros. Começou pagando US$ 1 milhão, depois US$ 1,2 milhão, US$ 1,5 milhão, US$ 2 milhões, US$ 2,5 milhões e, finalmente, alcançando os US$ 3 milhões.
 
Já ao argentino Grondona, detalhou que os subornos foram transferidos por meio de contas da instituição financeira Alhec Tours. Em julho de 2004, por exemplo, transferiu US$ 400 mil a uma conta no Bank of America da AFA (Asociación del Fútbol Argentino), com a referência “Copa América 2004”.
 
Em outro caso, em fevereiro de 2011, transferiu US$ 1 milhão a uma conta da Alhec no Banco de la Nacion Argentina, também como destinatário a AFA e com a descrição “Copa America 2011”. O dinheiro, completou Hawilla, era destinado a Grondona. 
 
 
 

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