O efeito da crise do coronavírus sobre a sociedade, por Luís Roberto Barroso

Em live realizada pela XP Investimentos, ministro do Supremo Tribunal Federal diz que é preciso “ter medidas para fazer com que as pessoas permaneçam vivas”

Luis Roberto Barroso, ministro do STF. Foto: Reprodução

Jornal GGN – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, recém-empossado presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), participou de uma live realizada pela XP Investimentos para discutir o papel do Poder Judiciário no cenário atual.

Barroso discorreu sobre o cenário econômico, a crise sanitária gerada pela pandemia e temas jurídicos, além da incerteza sobre a retomada da normalidade.

Em transmissão que durou cerca de 1 hora e 10 minutos, Barroso discorreu sobre os efeitos da crise sobre a vida mundial, brasileira e sobre os interesses dos cidadãos e dos investidores em geral. “Eu diria que ainda é difícil enxergar com clareza o horizonte no meio dessa fumaça, dessa gritaria”, diz o ministro do STF. “Além da crise econômica, sanitária, humanitária, uma coisa parece certa: nós vamos demorar a voltar ao normal, se é que vamos voltar ao normal”.

Sobre as questões sanitárias relacionadas ao novo coronavírus, Barroso diz que “a primeira coisa a fazer é permanecer vivo” e, para isso “a gente tem que ter medidas para fazer com que as pessoas permaneçam vivas. Se não sobreviverem, não há recuperação futura que possa servir para elas. E os especialistas até agora não encontraram uma solução melhor que não fosse o isolamento social”.

Neste caso, o ministro do STF explica que o quadro em torno do coronavírus ainda está se desenvolvendo, e não se sabe ao certo quando isso vai terminar, e o mundo está debatendo “como manter o isolamento social sem destruir a economia e a vida das pessoas e, sobretudo, como sair gradualmente deste isolamento social em um mundo que ainda vai conviver com o vírus por mais algum tempo (…). Sou uma pessoa que tem uma visão positiva e otimista da vida, mas a gente deve ser realista nos diagnósticos”.

 

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