O fantástico Pai Uzeda, por Luis Nassif

Foto Folha Pernambuco

O pai-de-santo Pai Uzeda, que benzeu Michel Temer, é um craque.

Tive três encontros com ele. O primeiro em um hotel de Brasilia, ainda no governo Dilma, em um encontro com a religião afro. O sujeito veio na minha direção, conversou daqui, conversou dali e, de repente, dei 50 mangos para ele, espontaneamente.  Só quando ele saiu que me dei conta de que tinha me levado no bico.

O segundo encontro foi no Aeroporto. Tinha me esquecido dele. Mais um papo fantástico, pediu 200 mangos emprestados, acabei estendendo nova nota de 50 reais. Só caiu a ficha quando virou as costas.

O terceiro encontro foi no fim de semana em Brasilia. Estava entrando no hotel, o Pai Uzeda saindo. Me viu e me perguntou:

– Você é do PMDB? Veio para a Convenção?

Disse que não era.

– É de algum partido?

Disse que não era político, mas jornalista.

Imediatamente começou a contar que ia participar da convenção do PMDB, benzer – “a pedido do Nizan Guanaes” — e ai me esticou seu cartão de visitas. Quando vi o nome, caiu minha ficha.

Me afastei dizendo:

– Você já me levou na conversa duas vezes. Três vezes, não.

E ele gritando, enquanto eu me afastava:

– E se o que eu disser estiver certo?

Um craque, que conseguiu até benzer vampiros.

 

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