O papel do novo assessor de imprensa do Palácio

O governo Itamar Franco era uma trapalhada atrás da outra.

O bravo Ministro Paulo Haddad, da Fazenda, tentava se equilibrar, garantir um mínimo de racionalidade, mas levava tiros diários da tropa itamarina, Hargreaves, Maurício Correa, José de Castro e companhia. Cada dia era um off visando desestabilizar Haddad, repercutidos acriticamente pela mídia, mesmo os mais inverossímeis.

Haddad conseguiu se manter no nevoeiro graças a um filtro potente de seu assessor de imprensa Rubens Pontes. Rubinho criou relações de absoluta confiança com a mídia. Passava informações seguras com discernimento.

Quando a maré de futricas chegava na área econômica, bastava ligar para Rubinho para clarear o jogo.

A ida de Rodrigo de Almeida para a imprensa do Palácio poderá ter um resultado idêntico.

Hoje em dia o Palácio se assemelha a um grupo de náufragos em um barco, cada qual tentando derrubar o companheiro e pretendendo salvar a própria pele. O festival de offs tem sido um prato cheio para os especuladores. Hoje em dia qualquer boato, em se plantando dá.

Rodrigo é jornalista de alto nível, com formação acadêmica, se dá bem com o Ministro da Fazenda Joaquim Levy – a quem assessorava – e com o Ministro do Planejamento Nelson Barbosa, tem uma boa carreira jornalística que lhe garante contatos com a imprensa de Brasilia, São Paulo e Rio. Principalmente, por ser neófito em Brasilia, não pertence a nenhuma panelinha jornalística ou partidária.

Não conseguirá colocar ordem na barafunda de informações que jorra do Palácio, mas pelo menos blindará a área econômica do jogo de intrigas atual.

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