Artigo de 29 de setembro e editada dia 5 de outubro para acrescentar Direito de Resposta de José Seripieri Filho

Quem achava que a Lava Jato morreu, se enganou. Ontem, mídia, parlamentares e o distinto público experimentaram novamente o gozo supremo da unanimidade, de poder malhar Judas, no caso a Prevent Senior na CPI da Covid. Repete-se pela enésima vez o ritual do linchamento, da mesma natureza do que atingiu, em outros tempos, Fernando Collor, Escola Base, Lula, Dilma Rousseff,  Renan Calheiros – sim, Renan Calheiros, alvo do mesmo padrão -, Chico Lopes, Clinica Santé, alguns culpados, alguns inocentes, todos injustiçados, pois despertando na turba a mesma selvageria que atropela princípios, procedimentos duramente construídos em um processo civilizatório incompleto que sempre marcou o país. É o país dos linchamentos.

Há 30 anos enfrento esse espírito de linchamento. Investi contra ele até no caso Fernando Collor, apesar dele ter tirado meu programa do ar na TV Gazeta, Educativa e Nacional. Porque não importa a pessoa: importa o jornalismo e a defesa de princípios. Convalidar a campanha do impeachment de Collor – assim como a de Dilma – seria aceitar a desmoralização da profissão que adotei para toda vida e, mais que isso, aceitar a quebra de valores duramente conquistados na luta pela redemocratização.

Depois das acusações devidamente apuradas, que os responsáveis recebam as punições devidas, e poupe-se a empresa. Mas o que se viu ontem, na CPI, foi uma pantomima de dar engulhos, especialmente do senador Randolfe Rodrigues, que, nos tempos da Lava Jato, costumava exibir orgasmos múltiplos diários de celebração da violência institucional.

Sempre fui tomado de alergia invencível pelos Catões, os linchadores da legalidade, fossem Pedro Simon, Demóstenes Torres – o campeão moral da Veja (lembram?) -, Roberto Gurgel, Luis Roberto Barroso, os que surfam no sentimento de ódio e na falta de discernimento dos movimentos de manada e escandalizam qualquer fato banal porque estão em campanha.

Por exemplo, questionada, a advogada depoente disse que a Prevent utilizava o tratamento alternativo para economizar com internações. Imediatamente foi interrompida por Randolfe, que taxou o procedimento de escabroso e , mais que isso – depois repetiu várias vezes – que foi o mais escabroso episódio que já presenciou na vida. Isso em uma pandemia em que dezenas de pessoas morreram nos corredores dos hospitais da vida, em que covas coletivas foram abertas para esconder corpos em valas comuns. Mas o episódio mais escabroso foi a advogada ter dito que o tratamento alternativo visava economizar custos com internação.

O escabroso pegou, foi repetido por todos os jornalistas e passou a ser aplicado a qualquer procedimento, mesmo procedimentos padrões. Tudo é escabroso, tudo é divino, maravilhoso para jogar holofotes nos Catões.

Reduzir internação através de tratamentos preventivos é norma consagrada de gestão de saúde, que não apenas barateia o tratamento como é sinal de respeito para com o paciente, impedindo sacrifícios maiores. 

Depois dos engulhos de Randolfe, a advogada lançou a suspeita de que a Prevent poderia abreviar o tempo de internação nas UTIs, retirando pacientes antes que a doença estivesse sob controle. Agora, sim, lançou uma suspeita de crime – que terá que ser devidamente apurada. Por enquanto é uma prova testemunhal. Aliás, nem testemunhal é, porque não foi a advogada que presenciou o suposto crime. Mas a suspeita foi transformada em condenação sumária, tal e qual na Lava Jato.

Para Randolfe, o teatro prescinde de roteiro. O tom de indignação vale para qualquer informação sobre a empresa, banal ou suspeita de crime. O simples fato de afirmar que o tratamento preventivo visava reduzir custos já bastou para que o adjetivo escabroso brotasse da boca de Randolfe, ecoasse pela CPI e fosse repetido por todo o país.

Não apenas nisso. Os dois proprietários da Prevent são músicos e compuseram um hino para a empresa. Nas reuniões gerais, funcionários cantavam o hino. Escabroso!, bradou Randolfe, como se fosse a SS nazista preparando-se para executar dissidentes.

E não parou por aí. Acusou-se o Ministro Paulo Guedes de ter interesse na pesquisa, na medida em que reduziria o isolamento e prejudicaria menos a economia.

Há duas leituras para isso:

Hipótese 1 – No início, acreditava-se que a hidroxicloroquina fosse eficaz contra a doença. Nada mais natural que o Ministro da Economia se entusiasmasse pela possibilidade de abreviar o isolamento.

Hipótese 2 – Sabia-se que o tratamento era ineficaz e, mesmo assim, disseminou-se a lenda da cura para induzir o público a deixar o isolamento, com risco de vida.

É uma diferença fundamental. No primeiro caso, é uma análise incorreta; no segundo, uma ação criminosa. Para a CPI e para a cobertura lavajatista tanto faz. Sequer se importaram com essas diferenças, como se fossem apenas firulas, já que o réu está condenado de antemão.

Acusou-se a empresa de induzir e/ou obrigar os médicos a receitarem o tratamento. Ora, qualquer hospital trabalha com protocolos, definindo procedimentos para tipos de tratamento. E os médicos são obrigados a seguir.

Mais uma vez, duas hipóteses.

Hipótese 1 – a empresa adotou os protocolos antes de constatar a ineficácia do tratamento.

Hipótese 2 – a empresa manteve o protocolo mesmo depois de convencida da ineficácia do tratamento.

É outra diferença fundamental. No primeiro caso, teria sido um erro de avaliação em um momento em que o mundo não tinha clareza sobre a pandemia. No segundo caso, uma suspeita de ação oportunista e criminosa, para ser devidamente apurada.

Para a CPI e a mídia, tanto faz, tudo é japonês (lembrando a velha analogia futebolística), tudo é escabroso. E pau no Judas, antes de apurar as denúncias.

Todas as denúncias saíram de um dossiê preparado por um grupo de médicos que processa a Prevent. O fato de serem 12 médicos chama a atenção, mostrando que não se trata de aventura individual. Mas não se sabe o nome dos médicos, nada se sabe sobre o trabalho da advogada, quem são seus clientes, para quem trabalha. Qualquer questionamento, vem-se com a alegação de que estava tudo devidamente documentado no material enviado para a CPI. Quem viu? Quem analisou? Sequer apresentaram o dossiê para o principal acusado, da mesma maneira que os métodos da Lava Jato.

A Prevent diz que são dados manipulados. Pode ser que sim, pode ser que não. Mas, antes da Prevent apresentar sua defesa, como é possível o endosso a um dossiê cuja consistência, até agora, depende apenas da palavra da advogada semi-anônima e de médicos anônimos?

Até o lobby de Henrique Mandetta, no início da pandemia, foi apontado como parte de uma teoria conspiratória do governo Bolsonaro em defesa da cloroquina. Nem se deram ao trabalho de analisar o momento em que Mandetta se manifestou. Mal se sabia da pandemia. Ela explodiu violenta nos hospitais da Prevent pelo fato óbvio de sua clientela ser de idosos. Não se falava ainda da cloroquina. Mandetta denunciou a empresa pela quantidade de infectados, pela relevante razão de que ele pertence ao lobby da Unimed e dos planos de saúde, e os preços e atendimento praticados pela Prevent expunham de forma nítida o custo exorbitante da indústria da saúde especialmente em relação ao atendimento aos idosos.

Na época, as denúncias de Mandetta mobilizaram Polícia Civil, Secretaria da Saúde, Ministério Público; mais Agência Nacional de Saúde Suplementar. Segundo a Prevent, todas as investigações concluíram pela correção no atendimento. Não sei se é ou não é, porque ela não mostrou ainda os documentos. Mas como pode um plano de Saúde, que jamais demonstrou a influência política do principal candidato aos seus despojos – a QSaúde, do notório Serapieri, candidato óbvio ao legado de clientes da Prevent – ter dobrado quatro instituições públicas e, ainda mais, em um estado governado por um antibolsonarista feroz?

Mesmo sem analisar os inquéritos, o bravo senador Randolfe afirma que todas as instituições devem explicações sobre as razões de não terem punido a Prevent. Sequer consultou os autos das investigações. A empresa é culpada e não se fala mais nisso. E tome escabroso na veia. E todas as investigações serão reabertas, com as instituições tendo nas costas a faca da mídia e da opinião pública. Qualquer morte pela pandemia será criminalizada. Plantaram em todos os familiares de pacientes mortos pela pandemia a dúvida sobre as causas da morte e o remorso por julgarem que poderiam ter evitado a morte. A exemplo da Lava Jato, que delegado, procurador, juiz ousará analisar com isenção o caso, sabendo que, indo contra a turba, será alvo de suspeitas?

Há muito a se apurar e a Prevent Senior tem muito a explicar.

Há duas acusações documentadas, de ter escondido as causas da morte da mãe de Luciano Hang e do médico Anthony Wong, maior propagador do tratamento alternativo. É falta grave, mesmo porque as causas da morte foram escondidas para não enfraquecer a luta política de Bolsonaro. 

Além dessas acusações, há uma montanha de suspeitas de temas sérios. Aparentemente, a estratégia da empresa é a de não entrar no debate, enquanto correr a CPI, sabendo que qualquer argumento será relevado. Depois, se chegará ao trabalho de apurar cada acusação. 

Se as acusações se confirmarem, a empresa terá sido punida antecipadamente. Se não se confirmarem, já foi punida. Seja qual for o resultado, no entanto, há um perdedor óbvio: o jornalismo. A notícia foi estuprada, mostrando que o jornalismo brasileiro tem seu próprio repertório de hashtags para enfrentar as hashtags do bolsonarismo. Pouco importa a análise, o contraditório, o contexto. Tudo vira lide e manchete.

Depois vamos bater no terraplanismo dos algoritmos bolsonaristas, que se impõe pelo escabroso, sabendo que no final da linha da Prevent há 550 mil idosos que serão jogados ao mar, como os estaleiros da Petrobras e os empregos destruídos pela Lava Jato.

DIREITO DE RESPOSTA DE JOSÉ SERIPIERI FILHO

José Seripieri Filho (o “Junior”) contradita enfaticamente, no que lhe diz respeito, o teor do artigo “O senador Randolfe, o espírito da Lava Jato e a mídia que não aprende, por Luis Nassif”, publicado nessa coluna em 29 de setembro passado.

Primeiro porque, inversamente ao que lá foi dito, Seripieri registra, sem qualquer receio, que a Qsaúde jamais exerceu qualquer “influência política”. Aliás, à época dos fatos ora investigados, a Qsaúde sequer existia.

Depois por transbordar indisfarçada e reiterada maledicência, já que desprovida de mínimo fundamento, a insinuação de que ele teria interesses escusos nas investigações da “CPI da Covid”, sem porém exibi-los, por ser o “candidato óbvio ao legado de clientes da Prevent”.

A livre concorrência de mercado privado não é ilegal tão pouco imoral. Ao contrário, é salutar à economia. Em resumo: exceto pelo interesse geral, que é e tem que ser franqueado a toda a sociedade brasileira, nenhum apego especial Seripieri e a Qsaúde nutrem quanto à CPI da Covid.

São Paulo, 30 de setembro de 2021.

RAUL LEITE CARDOSO

OAB-SP nº 420.431

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25 comentários

  1. Não sei até quando abusarei da vossa paciência, Nassif e leitores do GGN, mas uma vez mais venho com a minha velha lenga-lenga: Tudo é uma questão de ser capaz de vender, seja lá o que for, seja do jeito que for.

    Convidar, ou intimar (creio que ele está como investigado) um vendedor, um cara que sabe coçar queixo de cobra e vender par de sapato a saci, para uma CPI da Pandemia, caiu sobre a minha cabeça como a mais sublime das ironias.

    E não me enganei. Tive uma crise de riso, hoje, ao começar a ver a CPI. O Hang não só ostenta a marca Havan na sua máscara (tudo bem, isso não tem nada de mais), como fez exibir, sob o beneplácito dos senadores, um vídeo promocional de suas lojas, que já ia pela metade quando alguns senadores perceberam a burla e protestaram, timidamente.

    Hang 7 x 1 CPI.

    Alguns senadores da CPI, no afã de venderem uma imagem de paladinos da justiça e da ordem, caíram como patinhos na estratégia de marketing do Véio da Havan. Enquanto escrevo, a sessão está suspensa, pois os senadores perceberam onde estavam sendo colocados: no bolso do Hang (e a metáfora é a mais inocente e literal possível – nenhuma insinuação de nada).

    Parêntese: chamou-me a atenção, ontem, assistindo a TV GGN, a angústia, expressa por alguns, da espera pelo momento em que o Nassif se juntará ao rebanho e reconhecerá o nazismo mengeliano da Prevent Senior. A mídia corporativa tinha – ainda tem – muito poder. Mas nada que se compare ao poder, hoje conferido a qualquer um, de ser seu próprio Cid Moreira, e irradiar sua opinião aos quatro cantos da internet. Isso que é poder!, embora, para qualquer efeito prático, tal irradiação percorra uma órbita acanhada, e seja logo engolida pelo primeiro buraquinho negro de que se aproxime demais. Fim do parêntese.

    A guerra da saúde privada, da qual estamos, ao que parece, esquecidos, e da qual o Nassif tanto suspeita, em relação aos seus métodos e fins, é de fato uma coisa suja e amoral. Como o próprio sistema de que ela é cria, o Capitalismo. Não vejo qualquer diferença entre os planos de saúde que se devoram uns aos outros, mediante toda sorte de esquema e trapaça, e os traficantes disputando bocas-de-fumo à bala. Apenas um método é limpo, asséptico, tanto que atrai a simpatia dos desavisados, e o outro é sujo, sanguinário, podre como a alma desse bando de sepulcros caiados tornados empresários.

    Aos culpados pelos crimes que ora se apuram, meu único desejo é esse: que sejam punidos. Que se preservem as Empresas e sua estrutura, no que puderem ser preservadas, e, principalmente, os clientes, de todas as idades e condições sociais.

    Às empresas que disputam esse mercado, um conselho, sem ironias: por que não financiam mais deputados e senadores, muitos mais, para decidir logo pela privatização do SUS? Farinha pouca, meu pirão primeiro, essa é a razão dessa briga de foice no escuro; não valerá a pena dividir um mercado estimado em, sei lá, 140 ou 150 milhões de pessoas? É claro, só uma pequena parte dentre esses poderá pagar, mas, por tabela, vocês se livram, definitivamente e em pouco tempo, de milhões de pobres inúteis, que não tem como comprar o que comer, que dirá cuidar da saúde.

    Eu garanto, São Henry Kissinger os abençoará.

  2. Prezado Luis Nassif, eu como beneficiária da Prevent Senior estou extremamente preocupada com esses comportamentos de Lava Jato.
    Eu já tinha ouvido falar dessa postura deles de dar o Kit Covid para os pacientes, sem que estes soubessem, há bastante tempo, e acho que sem que a Prevent seja saneada quanto a essas práticas, qualquer hospitalização será muito preocupante.

    Mas essa operadora é ótima no atendimento de consultas e exames, e tem procedimentos muito melhores do que os que eu tinha com a Sul América. Acho ótimo o atendimento na rede própria da Prevent, tenho gostado muito dos médicos com quem fiz consulta.

    O que eu gostaria, e espero que seja feito, é uma avaliação e mudança dessas práticas hospitalares, de modo a que a rede seja o hospital de alto padrão científico que foi apresentado no seu projeto, e que me interessou para contratar os serviços médicos.

  3. “Randolf Scott qu’era um cowboy ‘retado, tipo touro sentado mugiu e levantou”
    (Raul Seixas, in Tapanacara)
    Essa coisa da Prevent Sênior e tipo a “Operação Mário Garnero-NEC ‘dois ponto zero'”, da família Marinho… lembra??? (Falem a Prevent Sênior e a compram por bagatela?).
    E não duvido nada que eles estejam no meio do rolo, tal a ênfase do “jornalismo” global.

  4. Acho que já deu, né, Nassif… todo mundo entendeu que você tem um interesse particular e privado e está pessoalmente empenhado em fazer propaganda gratuita dessa determinada empresa (a custa dos fatos) que vende um acesso privilegiado ao que deveria ser universal e gratuito. Seus leitores agradeceriam se você, a partir de hoje, abstenha-se de continuar a usar o espaço de um blog que sempre propagou ideias e debates importantes para o país só porque tem algum interesse pessoal na promoção dessa determinada empresa (e até agora também não revelou bem qual seja bem tal interesse e os motivos por trás desta campanha de publicidade…).

  5. Parabéns ao Nassif pela coragem ao expressar de forma contundente a sua posição, demonstrando a firmeza de valores éticos com os quais não transige, ainda que tenha que ir contra a opinião geral, ser acusado de conluio para obtenção de benefícios, etc. De minha parte, adquiri consciência do quanto é execrável o linchamento público desde o episódio da escola de base.

  6. Seria interessante saber desde quando empresas de saúde estão autorizadas a fazer experimentos com pessoas, inclusive sem conhecimento dos pacientes, sem a necessária autorização pelos órgãos competentes. Se isso não é crime o que mais será? Ao que consta, o tal kit covid nunca teve aprovação ou comprovação científica, tanto é que várias pessoas morreram em razão da extrema confiança no suposto “tratamento preventivo”.

  7. Os dois riscos, de ordem maniqueísta, por índole, que se correm aqui, são hiper-avaliar os episódios (escabrosos; desculpe, Nassif, mas o são!), ou relativizá-los, por justo a lembrança nefasta da Farsa Jato, porém o farsajatismo está em nós bem antes do advento da operação desmonte. Já no nascedouro do Direito, no Brasil, criado para clivar, não para dirimir.
    Nassif e demais, o que houve e haverá, de farsajatismo, no Brasil, não pode ser empecilho para buscarmos a verdade. Assim procedendo, estamos, pasme-se, ao lado da mídia hegemônica.
    Precisamos dissecar tudo que houve, não só na Farsa Jato, mas no escabros., digo, ignominioso desgoverno Jaircopata e em seus desdobramentos, como o caso Prevent Senior. A mídia, como sempre, parte interessada. Cheguemos a eles.
    Os dois proprietários da Prevent são músicos e compuseram um hino para a empresa. Nas reuniões gerais, funcionários cantavam o hino…Ora, os “meninazis” não criaram só o hino de [des]sensibilização; eles toca[va]m essa obra prima! (fonte: Brasil247). Revelador? Um pouco…
    Na verdade, Farsa Jato, mídia hegemônica, regulação da, golpismo, Prevent Senior, Véi da Havan, etc, tá tudo muito jungido. E a chance de passar um pouco a limpo é ora, mesmo com o espetacularismo da CPI da Covid-19.

  8. Parabéns, Nassif! Você fez uma abordagem oportuna, sensata e pautada na civilidade. Por posições corajosas como essa é que eu o admiro profundamente.

  9. Posso concordar, em parte, com o Nassif…Me explico, acho que tem uma certa dose de linchamento midiático rolando pra cima da Prevent, por conta de disputas comerciais “amplas e variadas” sendo que, mesmo se não conheço bem o plano, conheço gente que tem e elogia a empresa e seus serviços.
    Acho que a responsabilidade pela utilização de medicamentos comprovadamente não eficazes deve ser posta “na conta” de muita gente…começando pelo presidente e seu grupo, passando pelos conselhos e associações de medicina e médicos que apoiaram ou se calaram, a mídia tradicional que levou um bocado de tempo para tomar posição e as redes sociais que também fizeram cara de paisagem.Seguem alguns pontos que gostaria de ressaltar:
    1-Apandemia chegou no Brasil em meado de março 2020 e começou realmente a ser preocupante entre o fin março começo de abril, nessa época ainda se poderia ter alguma duvida quanto a eficácia da cloroquina/hidroxicloroquina, depois disso, não…ponho um link de documento do Hug(hospital universitario de Genebra, Suiça) de 27 paginas chamado “Cloroquina, hidroxicloroquina et COVID-19:Avaliação farmacológica”(em francês, do 11/03/2020 e ultima versão 10/11/2020)com o resultado de diversos estudos e recomendações das agencias governamentais de diversos países europeus,EUA, Canadá, Austrália(pagina 19 em diante). Os as agencias dos países “de primeiro mundo” proibiram a cloroquina como terapêutica a partir do fim do mes de abril 2020, outros fim maio e os ultimos metade de junho…2020…e eu tive discussão com medico meio bolsonarista em meados de abril…2021, e não sou medico nem da ramo…
    2-Plano de saúde não faz estudo de eficácia de medicamento, mesmo tendo hospital e laboratório, quem faz é hospital ligado a universidades, institutos cientificos(idem) onde estão cientistas capazes de fazer isso e sob observação/vigilancia “na lupa” da comunidade e das “anvisas” do mundo todo…Chegamos num nível de “empreendedorismo” sem noção e sem limites nunca antes imaginados…e tipo a coronelada “empreendedora fiz MBA na GV” querer traficar vacina privada…
    3-Ca entre nos, o tal do lema ‘lealdade e obediência’ em se tratando de uma empresa de saúde, me parece meio estranho…eu, ingênuo, achei que médicos deviam seguir o
    juramento de hipócrates e sua consciência mas parece que a obediência a empresa fala mais alto…
    O doc:
    https://www.hug.ch/sites/interhug/files/structures/coronavirus/documents/hydroxy-chloroquine-et-covid-19.pdf

  10. A instalação dessa CPI da Pandemia no Senado Federal está viciada desde a sua concepção. O alvo é o presidente da república, visando enfraquecê-lo politicamente, como constatado pelas pesquisas recentes. Porém, o resultado das pesquisas revelam o que todo o mundo já sabe: somos governados por um bando de principiantes e larápios, incompetentes e interesseiros, desde os políticos de carreira aos militares/militantes de baixo e alto coturno. As audiências na CPI servem apenas de palco para expor e denegrir a imagem dos entrevistados/acusados e mostrar a verdadeira face circense dos nossos senadores inquisidores. Quando os “resultados” forem encaminhados aos órgãos judiciais competentes, aí veremos o que vai sobrar na parte de cima da peneira.

  11. Parabéns, Nassif. Vi matérias criminalizando até aplicaçao de ozonioterapia, que é um tratamento que reforça o organismo, mesmo nao específico para covid. Vi outra (há mais tempo) criminalizando o uso de vitamina D, a principal substância moduladora do sistema imune. Todas as tentativas de tratar a doença, em vez de simplesmente dar um analgésico e mandar para casa esperar piorar foram criminalizadas. Uma coisa é defender vacinas, o que tb defendo. Outra é querer impedir qualquer tratamento.

  12. Parabéns mais uma vez, Nassif. Já comentei em post anterior sobre o assunto e reitero que sua análise é perfeita quanto à abordagem lavatista da questão, alimentada pela CPI que já perdeu totalmente o rumo mas, como continua fazendo sucesso nas mídias, não vai parar com os absurdos. Basta ver a convocação de ontem – o “véio da Havan”. O que se poderia esperar disso? Vão denunciar todos os médicos desse país que receitaram cloroquina? Não será pouco trabalho…e vão denunciar todos os que receitam tratamentos sem “comprovação científica”? A lista vai aumentar…vejam que mesmo a homeopatia, por exemplo, não é reconhecida pela “ciência” (ou por algumas ciências, já que ela não é única). O nome disso: hipocrisia, para fazer sucesso na mídia. Como fazer a relação entre Prevent e a gestão indecente do governo Bolsonaro? Se formos honestos, temos que reconhecer que é forçar a barra, aproveitando a “oportunidade” de uma denúncia anônima que veio muito a calhar. Não embarco nessa, e que não venham depois falar em “fake news”. Falta apuração criteriosa, em tudo. Será ainda preciso algo mais para tocar o impeachment de um presidente absolutamente incompetente?

  13. sugiro trecho de um thread do autor Rodrigo Nunes sobre o tema :

    Ou seja: se o biologismo nazista foi a expressão extrema do estadocentrismo da maior parte do século XX, nosso colaboracionismo médico pertence 100% ao mundo criado pelo neoliberalismo. É significativo, aliás, que o CFM reivindique a “autonomia” profissional a esse respeito.

    Porque se trata de “empreendedores” explorando nichos de mercado, invocando sua interpretação “pessoal” de dados científicos para receitar “aquilo que você pode fazer você mesmo, na sua casa” – leia-se, na completa ausência de políticas públicas ou de qualquer ideia de bem comum.

    E se o nazismo, como já disse muita gente, foi o momento em que a biopolítica atingiu o seu ápice revelando sua total convertibilidade em necropolítica, talvez devamos entender o que estamos vendo como o ponto no qual o “deixar morrer” que sempre foi um lado da biopolítica
    se torna praticamente indistinto de um momento histórico anterior à biopolítica, isto é, ao fato de a vida biológica da população tornar-se uma questão de Estado.

    Cada um se vira como pode, e os vivos, mediados por nada a não ser o mercado, são cada vez mais e necessariamente governados não pelos mortos, como queria Auguste Comte, mas pelos mais vivos, como bem emendou o Barão de Itararé.

    ( https://twitter.com/OrangoQuango/status/1400769782123700228?s=20)

  14. Prezado Nassif. Parabéns pela sua coragem em enfrentar estes tubarões.E importante apurar ,Porem não acredito .Minha mãezinha de 81 anos tratou um linfoma e m 2020 e início de 2021 fez cirurgia com enxerto grande para retirada de um carcimona.Tudo com todos os cuidados e excelente atendimento.da Prevent ….Ests empresa mostra que da para fazer sem extorquir os idosos com valores abusivos como são a maioria dos planos .Agora tememos o que fazer,caso destruam esta empresa com estes linchamentos escabrosos.Nisso País esta mesmo num abismo.O Jornalismo uma Vergonha.O que nos mantém e mesmo a Fé! Gde abraço

  15. Saúde não é mercadoria. Se você acha que há a gente boa nessa área visando, antes do lucro, o acolhimento e a saúde preventiva das pessoas então você acredita na economia de mercado. Aliás, acho que sua formação está toda centrada nisso. Voce vai passar, o mercado vai passar – visto que a irracionalidade do capitalismo só traz desigualdade e concentração de riqueza. Haverá um tempo, não muito distante, que o fabricante de corda se enforcará com o seu próprio produto por falta absoluta de quem queira comprá-lo.
    Talvez, um especialista em análise da conjuntura econõmica, provavelmente desempregado, lamentará a falta de demanda para um produto feito com tanto esmero pelo fabricante que não poupou juta sisal ou linho.

  16. Lei 8080 de 1990 (Lei orgânica da saude, q começa conformar o SUS):
    ERA ASSIM O Art. 23. É VEDADA a participação direta ou indireta de empresas ou de capitais estrangeiros na assistência à saúde, salvo através de doações de organismos internacionais vinculados à Organização das Nações Unidas, de entidades de cooperação técnica e de financiamento e empréstimos.

    FICOU ASSIM: Art. 23. É PERMITIDA a participação direta ou indireta, inclusive controle, de empresas ou de capital estrangeiro na assistência à saúde nos seguintes casos: (Redação dada pela Lei nº 13.097, de 2015)
    II – pessoas jurídicas destinadas a instalar, operacionalizar ou explorar: (Incluído pela Lei nº 13.097, de 2015)
    a) hospital geral, inclusive filantrópico, hospital especializado, policlínica, clínica geral e clínica especializada; e (Incluído pela Lei nº 13.097, de 2015)
    OBSERVARAM A DATA? Pois é, assim fica difícil defender o SUS. Foi a presidenta entregando aneis p/não dar os dedos? Foi um veto derrubado a mando de Eduardo Cunha? (A propósito de tanto militar no gov. TODO cargo comissionado sabe que sai com mudança de gov. Então, comentaristas, saibam disso e nao digam mais besteiras a respeito. Que Lula (será?) dê uma canetada cabal e imediata, e voltem p/armário os que hoje estão nas vagas; melhor: acabe com as vagas! são 20 mil, não? e por fim: NÃO À PEC32!)

  17. Antes de sairmos, efeito do art23 é q os estrangeiros agora são plano de saude, hospitais, laboratorios e, claro, bancos de dados e material genetico p/tudo q é fim. DESGRAÇA MAIOR? (vide Ligia Bahia). Anos 80 foram decada perdida na economia, mas riquissimos em mov.sociais. Agora, somos perdidos em tudo, a começar no caráter! Mídia, Nassif, esquece. STF/TSE, CNBB, congresso, câmaras? Só via controle social, mas nossa história negará sempre qq possibilidade. O resto é teatro.

  18. Nassif,aqui no ggn comentários meus não são liberados pela moderação e ou demoram muito para serem liberados inclusive liberam de outras pessoas pós horário da postagem de meu comentário!
    Hipótese 1:Censura
    Hipótese 2:Não vão com a minha cara(provável)
    Hipótese 3:Falta de profissionalismo e seletividade
    Hipótese 4:Falta de pessoal(provável desculpa pois o site não tem tido muitas visualizações e os comentários tão quase zerados,favor respeitem a sua audiência)
    Hipótese 4:Melhor se aposentarem(afirmação com todo o respeito)

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