Os dez anos da morte de Covas

10 anos da morte do último “tucano do velho código”

Mário Covas morreu no dia 6 de março de 2001, às 5:30h.

Tinha 70 anos, dois filhos, com a primeira-dama Lila Covas, e quatro netos.

Enfrentava um câncer desde 1998, quando, ao assumir publicamente a doença, angariou a simpatia e a solidariedade de praticamente todo o País.

O QUE ELE PENSAVA

Em 12 de dezembro de 1968, Covas era líder do MDB e subiu à tribuna da Câmara para defender o colega Márcio Moreira Alves. Os militares, ofendidos com o discurso de Alves, queriam licença da Câmara para processá-lo.
“Como acreditar que as Forças Armadas brasileiras, que foram defender em nome do povo brasileiro, em solo estrangeiro, a democracia; no mundo, colocassem como imperativo de sua sobrevivência o sacrifício da liberdade e da democracia no Brasil? Sou, senhor presidente, por fundamentação e por índole, um homem que mentalmente crê. Creio no regime democrático, que não se confunde com a anarquia, mas que em instante algum possa rotular ou mascarar a tirania. Creio no Parlamento, ainda que com suas demasias fraquezas, que só desaparecerão se o sustentarmos livre, soberano e independente.”

Em 28 de junho de 1989, escolhido pelo PSDB candidato a presidente, ele fez no plenário do Senado o primeiro discurso da campanha, conhecido como o do “choque de capitalismo”.
“Basta de gastar sem ter dinheiro. Basta de tanto subsídio, de tantos incentivos, de tantos privilégios sem justificativas ou utilidade comprovadas. Basta de empreguismo. Basta de cartórios. O Brasil não precisa apenas de um choque fiscal precisa também de um choque de capitalismo, um choque de livre iniciativa, sujeita a riscos e não apenas a prêmios.

PALAVRAS DE MÁRIO COVAS

“Uma reforma urbana é fundamental, tanto quanto a reforma agrária.”
Novembro de 1986

“Eu me considero um homem de centro-esquerda. Mas até o Maluf disse que é _ e isso me faz desconfiar dessa classificação.”
Junho de 1987

“Vamos fazer uma auditoria na dívida externa.”
março de 1987

“O regime parlamentar pode banir o autoritarismo. “
Dezembro de 1987

“A social-democracia partilha da crítica mundial ao Estado superdimensionado.”
Junho de 1989

“Só se pode falar em país capitalista se seu mercado interno for forte.”
Julho de 1989

“O problema fundamental é a impunidade, que criou um tipo de cultura.”
Julho de 1989

“Não aceitamos a tese neoliberal do Estado quase inexistente.”
Fevereiro de 1989

“Compreendo a função política na democracia como instrumento mais eficaz para a transformação e aperfeiçoamento das estruturas sociais.”
Junho de 1989

“Ser nacionalista hoje é defender uma política nacional de desenvolvimento.”
Junho de 1989

“Desigualdade não se corrige com estagnação. Corrige-se redistribuindo renda e crescendo ao mesmo tempo.”
Junho de 1989

“O Brasil não precisa apenas de um choque fiscal. Precisa, também, de um choque de capitalismo, um choque de livre iniciativa, sujeita a riscos e não apenas a prêmios.”
Junho de 1989

“Nós, do PSDB, temos o parlamentarismo como ponto programático.”
Junho de 1989

“O PSDB não preconiza o calote. Nossa proposta é a redução da dívida externa ao valor do mercado secundário.”
Junho de 1989

“Há necessidade de privatização em alguns setores. Eu não privatizo, por exemplo, a Petrobras, pelo seu significado simbólico para a própria libertação da economia nacional.”
Junho de 1989

“O desenvolvimento econômico passa pela justiça social.”
Março de 1989

“É preciso acabar com o rouba, mas faz. Quem não rouba, faz mais.”
Julho de 1990

“Não vejo a reeleição com simpatia. Ela deverá ser aprovada em 98, para Fernando Henrique Cardoso ser candidato, se estiver bem. ”
Setembro de 1996

“Sou um subversivo dentro do meu partido.”
Setembro de 2000

“Eu não vou morrer porque não quero morrer.”
Janeiro de 2001

http://ww1.psdb.org.br/psdb_antigo/Partido/itv/biografias/mario_covas.htm

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