“Parece que está começando a ir embora a questão do vírus”, diz Bolsonaro

Já consolidado como o país mais golpeado pelo coronavírus na América Latina, o Brasil não atingiu o ápice, esperado para ocorrer entre maio e junho

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Jornal GGN – Consolidado como o país mais golpeado pelo coronavírus na América Latina, o Brasil está com 23.430 casos confirmados e 1.328 mortes oficiais. Sem ter sequer atingido o ápice, esperado para ocorrer entre maio e junho, segundo as previsões de especialistas, o presidente Jair Bolsonaro diz que “parece que está começando a ir embora a questão do vírus”.

A declaração foi dada pelo mandatário neste domingo (12), durante uma celebração de Páscoa junto a seus apoiadores religiosos. E foi uma referência ao o que ele acredita sobre os efeitos da pandemia do Covid-19.

E voltou a falar em economia, que segundo Bolsonaro é o que seria mais importante de se preocupar neste momento. Segundo ele, após o fim “da questão do vírus”, que segundo ele “parece que está começando a ir embora”, virá o desemprego.

Mas o próprio Ministério da Saúde revelou que o Brasil ainda não está nem próximo do pico de casos de coronavírus, o que deve ocorrer nos próximos dois meses. Segundo estudos de projeção, a aceleração descontrolada da pandemia atingirá o ápice em maio e irá começar a desacelerar em junho.

Ainda, de acordo com relatório divulgado pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, apenas em meados de setembro é que coronavírus deve descender, quando poderá não apresentar mais um risco à saúde pública.

Na celebração de Páscoa com religiosos, entre eles evangélicos, católicos e judeus, Bolsonaro admitiu que há 40 dias está sustentando esta tese contra o isolamento social, segundo ele, com vistas a não afetar a economia.

“Lá atrás eu dizia: o vírus e o desemprego. Quarenta dias depois, parece que está começando a ir embora a questão do vírus. Mas está chegando e batendo forte o desemprego. Devemos lutar contra essas duas coisas”, foi a afirmação.

 

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