Prefeitura e Estado tentam acordo com Movimento Passe Livre

Jornal GGN – Uma audiência que acontece na tarde desta quarta-feira (12), na sede do Ministério Público de São Paulo, tenta evitar a ocorrência de novas manifestações e conflitos envolvendo a Tropa de Choque da Polícia e membros do Movimento Passe Livre, que tem resultado em prisões e cenas de violência desde o início da semana. Representantes da Prefeitura e do Governo de São Paulo, procuradores de Justiça e membros do movimento tentam chegar a um acordo.

Um acordo, no entanto, pode não acontecer, uma vez que representantes do Movimento Passe Livre criticaram que os representantes da Prefeitura e do Estado que foram destacados para a audiência não têm poder de revogar o aumento de 20 centavos no valor da tarifa. O valor é considerado abusivo pelo movimento porque, segundo o grupo, não há melhorias nas condições de transporte da capital.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Empresas de Transportes Metroviários, Altino de Melo, que chegou a ser preso no primeiro dia de confrontos, apresentou um cálculo que aponta que só o aumento consome 30% do salário mínimo paulista para os trabalhadores que necessitam usar ônibus e metrô num mesmo dia. O valor chega a 20% quando considerado o uso diário apenas de um dos modais. Ele defendeu, ainda, a realização de um plebiscito para consultar a população a respeito do aumento.

Fiança

Os representantes da Prefeitura de São Paulo afirmaram que o aumento está relacionado com o tempo e a velocidade média de locomoção dos ônibus pelas vias da capital. Como os carros levam mais tempo para percorrer curtas distâncias, acabam consumindo mais combustível. A secretaria de Transportes Metropolitanos do Estado afirmou que “o bilhete único diminuiu a percepção do usuário em relação ao problema da tarifa”.

O procurador de Justiça do Estado de São Paulo, Márcio Fernando Elias Rosa, criticou o aumento da tarifa, classificando-o de “fator de exclusão”. Por outro lado, ele afirmou que as cenas de violência, tanto por parte da polícia quanto de alguns dos representantes do Movimento Passe Livre, também são fatores de exclusão, uma vez que causam sensação de desconforto em transeuntes e moradores próximos aos locais dos conflitos. Durante o encontro, o procurador de Justiça pediu que o pagamento de fiança deixe de ser exigido para os manifestantes detidos nos confrontos.

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