Promotora bolsonarista é transferida para área que investiga Flávio Bolsonaro

Carmen Eliza Bastos de Carvalho também é madrinha de casamento da advogada e amiga do parlamentar, Luciana Pires, Justiça Eleitoral


Jornal GGN – A promotora de Justiça Carmen Eliza Bastos de Carvalho foi transferida para a área responsável por uma investigação eleitoral contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos/RJ). Ela, no entanto, já declarou apoio a Jair Bolsonaro (sem partido), além de ser madrinha de casamento da advogada e amiga do parlamentar, Luciana Pires.

Em novembro de 2019, as redes sociais foram tomadas por uma foto de Carvalho vestindo uma camiseta de apoio a Bolsonaro e outra ao lado do deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL), que quebrou uma placa com o nome da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ).
Na época, a promotora integrava a equipe de investigação do assassinato da parlamentar e acabou pediu afastamento do caso dizendo ser alvo de “ataques ideológicos”.

Agora, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) transferiu Carvalho para a Promotoria Eleitoral que investiga se houve falsidade ideológica eleitoral nas declarações de Flávio na campanha para deputado estadual em 2014.

O inquérito em questão apura a declaração de valores diferentes atribuídos a um mesmo apartamento em Laranjeiras, na zona sul do Rio, nas prestações de contas entregues por Flávio à Justiça Eleitoral em 2014 e 2016.

Conforme informação antecipada pelo colunista Guilherme Amado, no site da Época, Carvalho é próxima à advogada de Flávio, Luciana Pires. A promotora é, inclusive, madrinha de casamento da amiga.

Segundo o MP, a designação de Carvalho observou critérios objetivos e afirmou que a promotora “é madrinha de casamento da advogada e não de qualquer parte na relação processual”.

O texto do MP garantiu, ainda, que segundo a promotora “a relação pessoal com a profissional não a faz suspeita e em nada afeta sua imparcial atuação”. E acrescentou que Carvalho “nunca atuou nessa investigação e considera precipitada qualquer conclusão acerca de sua atuação”.

“A promotora de Justiça afirmou, ainda, que só após assumir a atribuição deverá se pronunciar da análise dos procedimentos que tramitam na 170ª PE (Promotoria Eleitoral)”, afirmou o MP.

Com informações do Estadão e do G1. 

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