Relatório sobre morte de Neruda causa impacto no Chile

Jornal GGN – Um relatório do Ministério do Interior do Chile, que falava em um provável assassinato do escritor Pablo Neruda, provocou um grande impacto no país, chamando a atenção de familiares, da imprensa internacional e também das autoridades chilenas.

Parte da biografia escrita pelo historiador Alicante Mario Amorós, o relatório afirma que a injeção de um calmante teria provocada uma parada cardíaca, que seria a causa de sua morte, ao contrário da versão oficial de que ele teria morrido de câncer de próstata. O documento também diz que o “estado de saúde de D. Pablo Neruda piorou rapidamente após essa injeção, e que sua morte ocorreu somente 6 horas e 30 minutos depois da mesma”. Neruda morreu em setembro de 1973, pouco tempo depois do golpe de Estado contra Salvador Allende.

Do El País

 
Relatório do Ministério do Interior causa um grande impacto no país sul-americano
 
Quarenta e dois anos e um mês depois da morte de Pablo Neruda, oChile se aproxima da sentença sobre o falecimento de seu Nobel da Literatura, em 23 de setembro de 1973. As reações à informação do EL PAÍS que revelou que o Programa de Direitos Humanos do Ministério do Interior chileno, em um relatório do sumário declarado secreto, mostrava um possível assassinato de Neruda, chamou a atenção de familiares, autoridades chilenas, especialistas em Neruda e a imprensa da Europa e América.

 
O documento oficial faz parte da biografia escrita pelo historiador de Alicante Mario Amorós, de nome Neruda. O Príncipe dos Poetas. De acordo com o relatório oficial, “injetaram calmante no poeta, que produziu uma parada cardíaca que seria a causa de sua morte”. O documento acrescenta: “O que se sabe é que o estado de saúde de D. Pablo Neruda piorou rapidamente após essa injeção, e que sua morte ocorreu somente 6 horas e 30 minutos depois da mesma”. Até agora, sem uma sentença, a história indica que o poeta morreu de um câncer de próstata, 12 dias depois do golpe de Estado contra Salvador Allende.
 
Um dos sobrinhos do poeta, Rodolfo Reyes, querelante na investigação, afirmou à rádio Bío-bío: “Está prevalecendo a nossa tese. Essa revelação mostra que o atestado de óbito de Neruda na prática é falso”.

O magistrado Mario Carroza Espinosa, encarregado da investigação da morte de Neruda disse ao EL PAÍS que não é absurda a teoria do Governo sobre o poeta não ter morrido “em consequência do câncer de próstata que sofria” e que é “muito possível e altamente provável a intervenção de terceiros”. Segundo Carroza Espinosa, “não é uma teoria tão disparatada, mesmo que ainda precise ser completamente comprovada a versão dada pelo chofer de Neruda, Manuel Araya, responsável pela abertura da investigação em 2011”.

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