Salles é investigado por aumento substancial de patrimônio

Ministro aumentou R$ 7,4 milhões de seu patrimônio num intervalo de apenas seis anos

Marcelo Camargo - Agência Brasil

Jornal GGN – O ministro do Meio Ambiente de Jair Bolsonaro (sem partido), Ricardo Sales, é alvo dos investigadores do Ministério Público de São Paulo, por causa do salto suspeito em seu patrimônio de cerca de R$ 7,4 milhões num intervalo de apenas seis anos. As informações são da Folha de S. Paulo.

As operações financeiras suspeitas envolvem um escritório de advocacia, do qual Salles é sócio, que movimentou R$ 14,1 milhões entre 2012 e 2020. Do montante, cerca de R$ 2,8 milhões foram transferidos pelo escritório para a conta pessoal do ministro entre 2012 e 2017.

Em um relatório sigiloso, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) também jogou luz sobre suspeitas a partir do mesmo escritório, só que durante o período em que Salles exerce o cargo de ministro.

A maioria das suspeitas já foram apontadas pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a Operação Akuanduba, deflagrada no último dia 19, que teve Salles como um dos alvos, por suposta prática de crimes na exportação de madeira ilegal.

 Além da quebra dos sigilos de Salles, a Procuradoria de Justiça de São Paulo também autorizou que o mesmo seja feito sobre as contas da mãe dele, Diva Carvalho de Aquino, e do escritório. Agora, o MPF aguarda as informações bancárias para dar andamento à apuração para esclarecer indícios de enriquecimento ilícito de Salles.
Em nota, a assessoria de imprensa de Salles negou as acusações. 

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