Seleção Brasileira, uma vítima da nossa guerra fria tardia

Caía a tarde feito um viaduto.

Lembrei-me desse verso de Aldir Blanc olhando para o estado de ânimo da nossa seleção na derrota para a Alemanha. A imagem de uma estrutura que se colapsa sob um peso para o qual não estava preparada nem era de sua responsabilidade suportar.

Não está sendo fácil, mesmo para os mais experimentados comentaristas esportivos, explicar o “apagão” da seleção brasileira de futebol nesta Copa do Mundo do Brasil. E que o assunto seja, nos nossos jornais, tão comentado nas colunas de política quanto nas sobre futebol é sintomático da dificuldade que nossos cronistas esportivos terão para fazer um diagnóstico, se é que um dia o farão.

Falam dos jogadores, falam do esquema tático escolhido pela nossa comissão técnica. Não, isso explicaria as derrotas de 2006 e 2010, mas não a de 2014.

Em 2006, claramente tínhamos uma seleção motivada para tudo, desde que esse tudo não incluísse jogar futebol. Com jogadores bacantes acima dos 100 kg de massa corpórea e outros veteranos com interesses outros, que iam das cartas de vinhos finos ao automobilismo, nossa seleção foi a mais completa tradução do termo “blasé”.

Já em 2010, estávamos, sim, emparedados pelo esquema tático 4-4-2. Quatro zagueiros, quatro volantes e dois meias de contenção. Éramos a seleção da retranca carrancuda e furibunda. 

Em uma pecamos pela falta na outra pelo excesso. Mas não hoje.

Nossos jogadores não são piores que os de nenhuma seleção, nem foram convocados deixando de fora grandes craques, como outras vezes aconteceu. Ainda que façamos restrições a um ou outro nome, dois vindos de longos períodos de pouca ou nenhuma atividade, quem é o grande jogador que ficou fora?

Quem é o grande craque que não temos? Robben e Van Persie? O que fizeram contra Costa Rica e Argentina? Messi? Desequilibrou mesmo os jogos? Que grande nome da seleção alemã era conhecido da torcida brasileira antes do início do mundial?

Paramos de gerar craques? Não, formamos e os desgastamos como perdulários, tal a nossa fartura. Estamos realmente carentes de Kaká, Ronaldo, Ronaldinho Gaucho e Robinho, entre outros? E se fossemos a Argentina? Basta recordar a “musiquinha”, ainda citam Maradona e Caniggia.

O que nos faltou foi o craque? É possível formar-se uma fantástica seleção com jogadores de países que não se classificaram. Mas mesmo assim, não temos somente Neymar e mais dez. Temos uma seleção na sua maioria formada por talentos valorizados e atuantes no futebol europeu.

Seria, então, o esquema tático superado?

Não, não vimos uma Holanda de 1974 onde posições se alternavam em campo como imagens se alternam em um caleidoscópio, levando os adversários a uma fatal confusão mental. Não vimos um Barcelona, a melhor síntese entre o futebol e o balé clássico.

O que vimos de Holanda e Alemanha, nossos dois carrascos? Equipes essencialmente defensivas que descem em contra-ataque pelas laterais e cruzam a bola para a entrada da grande área. Algo revolucionário? Não, o exemplo acabado do “jogo feio” que tanto abominamos. É com eles que devemos aprender?

Mas, então, por que nossos jogadores pareciam chutar de canela e estar perdidos em campo? Arrisco-me a dizer que isso é consequência e não causa. Arrisco-me a dizer que a causa está na resposta de por que desabaram em prantos. Tentavam se desvencilhar com as lágrimas do enorme peso que carregavam sobre as costas.

São jogadores de futebol, estão preparados para lidar com a pressão e a cobrança por resultados esportivos. Mas não estavam preparados para suportar a tremenda pressão política que foi colocada sobre eles. Não tinham o ferramental emocional necessário para lidar com tamanhas questões extra-campo.

Não lembro-me de nenhuma outra Copa onde a pressão política tenha influído tanto. Talvez 1978, mas não afirmo com certeza. As pressões extra-campo colocadas sobre nossos atletas estão mais para certas olimpíadas. Mais precisamente para as de Berlim de 1936 e para as de Moscou em 1976 e as de Los Angeles em 1984.

Três eventos mais políticos que esportivos. Na primeira tratava-se de provar a superioridade ariana, nas outras duas, tratava-se de provar a superioridade dos modelos comunista e capitalista, cada uma a seu tempo.

Nesta Copa do Mundo, o mesmo clima de tensão política, tratava-se de derrubar o governo. Não era uma Copa, era uma revolução. E assim tinha sido desde a Copa das Confederações, no ano anterior, disputada sob protestos violentos na porta dos estádios a ponto da FIFA cogitar um plano B. O mesmo era prometido para esta Copa. 

Qual foi a campanha levada a efeito pela nossa grande mídia e por grupos de extrema direita e extrema esquerda?  Do terrorismo da Veja, basta lembrar a capa dos estádios só prontos em 2038. A Folha de São Paulo criou o serviço “protestômetro” para facilitar a vida dos “protesteiros” e manteve a editoria “A Copa como ela é”, inicialmente, para divulgar, mais do que para noticiar, os tais “protestos contra a Copa”.

Era outra a intenção do candidato que entrou no STF com ação para liberar os protestos dentro dos estádios? Quantas vezes as palavras caos e vergonha foram associadas à Copa?

Nas vésperas da Copa comentei:

“Essa campanha de desconstrução já não pode ser encarada como parte da estratégia eleitoral do nosso maior partido de oposição – a grande mídia. Passou a ser um dado sociológico. Foi capaz de modificar a auto-imagem do brasileiro. O brasileiro passou de um povo alegre, hospitaleiro, festeiro e laissez faire para um povo capaz de ameaçar turistas estrangeiros como fossemos um terrorista do oriente médio. Carrancudo a ponto de não participar da própria festa pela qual esperou mais de meio século. Oportunista a ponto de agredir um símbolo como a seleção brasileira de futebol para chamar atenção para suas reivindicações salariais e intolerante e violento a ponto de linchar meninos carentes e senhoras emocionalmente desajustadas”.

Vivíamos uma era de absurdos.

Tudo era permitido sob o manto do #nãovaitercopa, de greves abusivas a linchamentos, passando por passeatas violentas, ocupações e até ataques de índios. Sem falar no ônibus da seleção cercado e apedrejado. Uma cena desse nefasto oportunismo ao qual estavam sendo levados os que tinham uma causa justa a defender, mas também os que defendem causas inconfessáveis.

E, em meio a tudo isso, a convocação e preparação de uma equipe para disputar um torneio de alto nível. Como isolar aquelas pessoas, protagonistas involuntários desses conflitos políticos?

Não houve como e a pressão e a apreensão se instalaram em seus corações e mentes. Era, nossa seleção, em última instância, a responsável por faltar escola para nossas crianças e nossos doentes morrerem no chão dos hospitais “deitados em cima de um paninho”.

Por fim, a Copa começou e, do nada, nossa brasilidade falou mais alto. Tudo se inverteu, era a Copa das Copas, tudo funcionava como no primeiro mundo, dos aeroportos ao transporte público e à segurança. A festa estava nas ruas. Nossos jogadores passaram a ser os cavaleiros da República, não houve candidato que não envergasse a camiseta amarela em público. A boca que antes escarrava era a mesma que agora trazia beijos e juras de amor.

Ocorre que o amor que substituiu a agressão era um amor doentio, contaminado pelo sentimento de culpa. E esse tipo de amor cobra a submissão incondicional do objeto amado. E aí veio a obrigação de ganhar a Copa, a derrota não era a contra-face da vitória, era o opróbio nacional. E o Hino gritado a capela era um aviso muito claro da torcida, mas não exatamente do povo, para a seleção. E da seleção respondendo à torcida que a havia entendido e aceito o compromisso. Entendido e aceito, mas não suportado.

Esgotados emocionalmente por tal redemoinho de paixão política, o colapso, a derrota e o choro de alívio foram as consequências.

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49 comentários

    • Copa do mundo

      O principal erro é vocês não quererem acreditar que os partidos e políticos de direita, (inclusive no PT) e os donos de jornais, TV, revistas e ate pequenas gráficas (meios de comunicações (todos) acreditam que eles  é quem são os donos do direito de mandar no país. Eles são os descendentes dos escravagistas, dos donatários, dos golpistas do império e da quartelada de 1964. Eles estavam nos camarotes do Itaquerão na abertura da copa, porque derrubar Dilma (Eles acham que é mais fraca que Lula), é o objetivo. ESSE È O OBJETIVO E MAIS NADA!!

       

      Eles serão capazes de matar (Já mataram).

      Eles serão capazes de destruir o Brasil (Já destruíram varias vezes).

      Roberto M declarou que ele mandava no Brasil, que tinha a opinião publica em suas mãos.

       

      Examinem bem o comportamento da mídia em relação aos jogadores (ISSO JÁ ACONTECEU EM  1982)…

       

      Abraço a todos

       

  1. Bravo Sérgio!

    Lavando a alma ao ler seu artigo pois você colocou em palavras tudo o que penso, mas não coneguiria transmitir como você o fez. É isso! Os brasileiros ignorantes juntou-se à Mídia e, destruiram nossa seleção. Perfeita sua avaliação!

  2. A explicaçao  mais pausivel

    A explicaçao  mais pausivel que  vejo  é:  Felipao  apos a derrota de  2010  nao aceitou o convite para  dirigir  a  seleçao brasileira  alegando que nao poderia deixar o   palmeiras  naquela  epoca,  levou mais de  2 anos  ate assumir  a seleçao assumiu o cargo  faltando bem pouco tempo  para  copa,  pois sempre achou que  podia   arrumar  um time para disputar a copa  como  num  passe  de magica, Isso  acontecia  antes agora  as seleçoes mundiais  se preparam durante  anos para  enfrentar seus  adversarios  mais o  Brasil  continua  naquela  folga  ou soberba  que  é o  dono da bola  e que a ginga no campo  resolve. 

    Os tempos mudaram, as  tecnicas  tambem,  Felipao para mim  parou no tempo,  e  caso nao mude  seu  pensamento  vai levar o  Brasil  a derrota  na  Russia, em 2018  , 

    Por  outro lado  para se  renovar nao precisa se mexer  em jogadores experientes   pelo contrario  eles  pesam muito  é  o caso de KAKA  ROBINHO RONALDINHO GAUCHO,  LUIS  FABIANO  O FABULOSO – MATADOR  NATO na  seleçao, Ruan  na  ZAGA  é preciso sim  se  mudar  a  interferencia da  GLOBO  no futebol,  a obrigaçao dela  é transmitir o futebol nao  meter o bico  dá  palpites, entrevistas  exclusivas  com jogadores,  meter o bico  na  CBF tudo  numa  panelinha  ja conhecida por  todos.  Depois  tem que  se  acabar com  esse  eixo  RIO/SP/MINAS  para se escolher jogadores  e principalmente  escolher  jogador  que  está atuando fora  foi o caso na nossa  atual seleçao  so tinha  ded casa  FRED. 

    Num  dos ultimos treinamentos  o  Felipao  bradou dizendo que  estava tudo errado,  é verdade estava mesmo, mais por acaso nao foi edle quem escolheu  esse  errado  que  nao  identificou, ? nao  foi ele quem   permetiu que  Luis  David  e  thiago  silva  se jogassem para o ataque  para  fazer gols,? quem  ja viu isso em futebol,  a  zaga  abandonar  sua posiçao para  ser atacante?  e  se ele disse que    mandou  que os jogadores fizessem assim mais eles  fizeram  assado  entao é sinal que ele nao tinha  voz  no grupo  que os jogadores faziam o que  bem queriam.  PARA MIM  FELIPAO  É O UNICO CULPADO MESMO.  POR  TODAS AS SUAS AFIRMAÇOES  E POR TER ESCOLHIDO UMA SELAÇAO   DE JOVENS  INEXPERIENTES  e ainda foi  buscar  o PAULINHO  na  ucrania  se nao me engano que joga num time da  terceira divisao, para a seleçao  QUEREM MAIS  ATESTADO DE BURRICE  DO QUE ESTE. 

    • Os erros de Felipão foram intencionais

      Seria demais para o PSDB  a Dilma triunfar dentro e fora de campo, inaceitável para essa elite ignara e pra lá de viralata ver a presidenta sendo elogiada pelo mundo e além disso entregar a taça para a seleção brasileira. A sabotagem começou a partir da escolha desses franguinhos ajuntados de ultima hora e sem nenhuma experiência em Copa, nem um sequer, sendo que a Alemanha tinha 6 veteranos. Escolheram apenas garotos para enfrentar aqueles alemães de incrível resistência física, espírito coletivo, técnica e tudo mais. A sabotagem começou com a Lei Pelé de FHC. Fora isso, as coisas se amarraram, foram se encontrando nos detalhes, ou seja, no conluio FIFA, CBF e Globo para sabotar a seleção, a arbitragem da FIFA fez seu serviço sujo, a Globo manda no futebol de quem suga toda a grana, e não manda apenas no STF onde o gandula está a postos atrapalhando a transição de Lewandowski. Essa gente não dorme no ponto.

      • Teoria da Conspiração

        É muita teoria da conspiração,  IV Avatar. Não acredito que chegariam a tanto, na Copa, embora concorde que seria insuportável para a oposição e seus “amestrados”  que o Governo Federal triunfasse dentro e fora de campo. Fora de campo, o triunfo é indiscutível (e a mídia estrangeira não lhes dá margem para negar) embora inúmeros “amestrados” (basta olhar os comentários em sites da mídia oligopolizada) teimem em não reconhecer. Dentro de campo, de fato, a derrota para Alemanha, com aquele inusitado placar, sem que Felipão tomasse qualquer atitude enquanto ainda era possível (até o segundo gol) é mais do que inexplicável. É nebulosa. E ele manteve o mesmo esquema (avenida no meio campo) contra a Holanda.  Mas paro por aí. Quanto à Lei Pelé, como já sou velho e me lembro de como era antes, ela conseguiu piorar o que já era muito ruim. Com a próxima aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal do esporte, esperemos que, ao menos, diminuam os descalabros na administração dos clubes e entidades do futebol, sobretudo a CBF. Mas, enquanto o poder superior (a última palavra) estiver em mãos da Rede Globo (ou de qualquer outra rede que a substitua), não haverá salvação, a meu ver.

  3. Vale a pena ler de novo e guardar no bolso e espalhar por aí
    Nas vésperas da Copa comentei: “Essa campanha de desconstrução já não pode ser encarada como parte da estratégia eleitoral do nosso maior partido de oposição – a grande mídia. Passou a ser um dado sociológico. Foi capaz de modificar a auto-imagem do brasileiro. O brasileiro passou de um povo alegre, hospitaleiro, festeiro e laissez faire para um povo capaz de ameaçar turistas estrangeiros como fossemos um terrorista do oriente médio. Carrancudo a ponto de não participar da própria festa pela qual esperou mais de meio século. Oportunista a ponto de agredir um símbolo como a seleção brasileira de futebol para chamar atenção para suas reivindicações salariais e intolerante e violento a ponto de linchar meninos carentes e senhoras emocionalmente desajustadas”. Vivíamos uma era de absurdos. Tudo era permitido sob o manto do #nãovaitercopa, de greves abusivas a linchamentos, passando por passeatas violentas, ocupações e até ataques de índios. Sem falar no ônibus da seleção cercado e apedrejado. Uma cena desse nefasto oportunismo ao qual estavam sendo levados os que tinham uma causa justa a defender, mas também os que defendem causas inconfessáveis. 

    • Olimpíadas…

      Ontem pela manhã, bem antes da finalização da Copa, jornais e emissoras de rádio aqui no Rio, já iniciaram a desconstrução das Olimpíadas. 

  4. viajou bonito cumpádi.
    Nenhum

    viajou bonito cumpádi.

    Nenhum desses caras moram no brasil, não estavam e não estão nem aí.

    Houve muito mais respeito e torcida à Seleção do q ela merecia.

    Quem a torcida mandou tomar no * foi a Dilma.

  5. Uma ressalva a favor da Alemanha

     

    Uma ressalva: à pergunta “O que vimos de Holanda e Alemanha, nossos dois carrascos? Equipes essencialmente defensivas que descem em contra-ataque pelas laterais e cruzam a bola para a entrada da grande área. Algo revolucionário? Não, o exemplo acabado do “jogo feio” que tanto abominamos. É com eles que devemos aprender?” Eis a resposta da BBC hoje: “Foi campeã mundial a seleção que mais procurou dominar o jogo pela técnica, controlar as partidas com a posse de bola e futebol bem jogado.Em número de passes, a Alemanha goleia os principais rivais: foram 5.084 em sete partidas, contra 4.318 da Argentina, 3.862 da Holanda e apenas 3.615 do Brasil. Passes completos, ou seja, aqueles que chegaram a ser controlados pelo colega de time, foram 4.157 dos alemães, contra 2.731 do Brasil, por exemplo.Foi a vitória, portanto, do time que mais tentou jogar e, por consequência, menos aguardou os adversários no campo de defesa à espera de um erro. O resultado: duas goleadas (4 a 0 sobre Portugal e 7 a 1 diante do Brasil) e o melhor ataque da competição, com 18 gols em sete partidas.”

    • TRADUZINDO

      “Dominar o jogo pela técnica” não seria, no linguajar dos boleiros, o manjado “tic-tac”? Qual a novidade? E o que aconteceu com a “Roja”, que tem o registro de tal invenção? Não foi uma das primeiras grandes a não resistir ao segundo jogo?

  6. POIS É, SÉRGIO!

    Não vimos nenhum esquema realmente revolucionário como o I-N-E-S-Q-U-C-Í-V-E-L carrossel laranja com o qual os holandeses encantaram o mundo em 74 (lembram o goleiro Joengbloed jogando com a camisa 8?).

    No fim venceu mesmo uma seleção jogando o manjado tic-tac, dessa vez com sotaque germânico. Qual a novidade disso? Nenhuma! Argélia, Gana e agora Argentina enfrentaram de igual para igual, e se não fosse a má pontaria dos hermanos estaríamos contando outras histórias…

    Abrs.

  7. Eu acho que… Os jogadores

    Eu acho que… Os jogadores estavam naquele estado de nervos porque estavam jogando diante da torcida, sabiam que a seleção estava muito mal preparada pelo técnico e, como consequência, os resultados foram lamentáveis. Os jogadores choravam antes dos jogos porque estavam nervosos como um adolescente que vai pra prova sem saber nada precisando tirar nota boa; choraram depois dos jogos porque tomaram bomba no exame. A maior responsabilidade por isso foi do técnico, comissão técnica e CBF incompetentes. Este Luís 7 a 1, Parreira e o poste Murtosa simplesmente não tinham noção da realidade dos outros times, vai ver achavam que havia jogadores do mesmo nível dos de 2002, que eram capazes de resolver com seu talento e experiência, durante a partida, em campo, a má orientação do técnico. Que a mídia foi criminosa, foi, mas a maior parte da palhaçada da seleção deve mesmo ser creditada aos aspectos esportivos. Se seleções menores, como Colômbia, Costa Rica, Argélia, fizeram bom papel dentro de suas possibilidades foi graças a ao trabalho desenvolvido pelas suas comissões técnicas.

  8. Mídia poderosa

    O Sérgio conseguiu traduzir em seu comentário  o que muitos já tinham percebido. Fora os esquemas táticos de cada seleção e mesmo a sorte que pode trazer a vitória ou derrota, este fator extra-campo criado pela mídia e oposição ao atual governo foi o que definiu o que aconteceu com nossos jogadores. 

  9. Esse envolvimento emocional

    Esse envolvimento emocional foi visível. Mas o Hino cantado à capela foi um” pedido” da Globo. Algo que surgiu espontaneamente, em Fortaleza, na Copa das Confederações era estimulado a se repetir na Copa com Galvão Bueno ordenado insistetemente nas entradas que fazia na programação, ou seja, ele institucionalizou algo que era espontâneo. De mais a mais, na Copa das Confederações o público que estava nos estádios era outro.

    O Brasil está vivendo um momento de esquisofrenia coletiva, é mais que hipocrisia, é doença mesmo. O brasileiro ouve uma coisa na mídia, mas vê outra coisa no mundo real e não sabe o que fazer com essa contradição. Porque os referencias de informação da população, em sua maioria, são a Globo e a Veja, não é fácil mudar os referencias de uma pessoa, ela primeiro tem que adimitir que estava enganada, quem disse que é fácil?

    Na Seleção Brasileira não poderia ser diferente, há brasileiros ali, vivendo essa mesma esquisofrenia que se está vivendo aqui fora, há, entre eles, os pró Dilma e os fora PT, quem garante que o plano B (não vai ter hexa) não foi aplicado ali?

     

    • Sei não

      Lucienne, a audiência da Globo e da Veja não para de cair, como já foi comentado diversas vezes neste blog. Para mim, que fui ouvindo pedaços do último jogo do Brasil pela rádio, quem alimenta a esquizofrenia para valer são as rádios. Na Jovem Pan (que não ouço sempre), os locutores alternavam o seu ódio com a frustração e a vergonha com o ódio destilado pelos ouvintes. E o fato de colocarem no ar diretamente o que os ouvintes falam – aparentemente sem grandes edições – realimenta esse ciclo esquizofrênico. O radialista, esse sim, fala diretamente para seu público – muito mais do que os chamados “comunicadores da televisão”.

      Todo mundo se preocupa com a TV e com as bobagens de Veja. Mas creio que as maiores barbaridades são faladas no rádio mesmo, ao qual muita gente ouve e poucos dão a devida atenção.

      • Concordo plenamente!

        As emissoras de rádio, diariamente, criam o caos. Hoje mesmo uma emissora alegava que uma senhora havia telefonado reclamando que sua conta de energia havia amentado 16%. Seria verdade tal telefonema?  Ou um motivo para a resposta que o radialista deu: Que ela se preparasse, pois em 2015 a conta aumentará 25%. Semana passada uma debatedora do tal programa, incentivava vaias à Presidenta por ocasião do jogo da Final da Copa! Medíocres radialistas estão agindo criminosamente contra o país.     

        • Tb concordo com Zarastro e

          Tb concordo com Zarastro e Marly. Algumas rádios, principalmente a jovem Pan, estão querendo ultrapassar a  veja, na disseminação de ódio e rancor contra o governo do PT. É impossível ouví-la sem sentirmos enojados. Infelizmente em minha cidade as 2 estações existentes são associadas à Band e Jovem Pan e após a meia noite o horário é todo delas. A Band fica mt na música, com péssima seleção e a Jovem Pan na malhação, com Reinaldos, José  Neuman, além de outros. Fico horrorizada.

    • Excelente comentario Lucienne

      “O Brasil está vivendo um momento de esquisofrenia coletiva, é mais que hipocrisia, é doença mesmo. O brasileiro ouve uma coisa na mídia, mas vê outra coisa no mundo real e não sabe o que fazer com essa contradição.”

  10. Sabe de nada, inocente!

    Prezado, o que você desdenha, o cruzamento vindo da linha-de-fundo, é, simplesmente, a melhor e mais eficiente jogada do futebol, pois deixa o atacante como ele gosta: de frente pra o gol, vendo onde está o goleiro. Pelo jeito, você não viu o gol do Mario Goetze no jogo de ontem. Também não deve ter visto que a Alemanha fez três gols no Brasil entrando na área por meio de tabelas ultravelozes que chegaram a envolver três jogadores trocando passes em um espaço limitado. O futebol não tem segredo: é domina e toca, olha onde está o goleiro e chuta. Quem está preparado para isso ganha. 

  11.  Belíssimo texto. Acrescento

     Belíssimo texto. Acrescento uma obsarvação do capitão alemão Mateus, campeão em 90, que compartilhei desde o início da copa: “Não entendo por que um jogador de futebol chora, brasileiros sempre choram. Toca o hino, choram; eliminam o Chile, choram; perdem para a Alemanha, choram. Eles têm que mostrar que são homens e são fortes. Nunca vi nada tão nefasto como a linguagem corporal dessa equipe”.

  12. é dito que falam dos jogadores, mas há limites…

    na maioria das vezes só elogiam, independentemente das condições técnicas em que se encontram………………….

    é o patrocínio; um mesmo patrocínio, tanto para quem seleciona, tanto para joga como para quem comenta e/ou analisa segundo os interesses de quem, e mais uma vez, explora emocionalmente

     

    é assim que dão sumiço à identidade e em seu lugar colocam um sentimento que, e convenhamos, porque vimos acontecer desde o começo, é também falseado como nacional e importantíssimo, quando na realidade é só para facilitar a exploração política, servindo para despertar amores passageiros, alegrias  e decepções

    de futebol mesmo, moderno ou altamente competitivo, nada

  13. O principal erro é vocês não

    O principal erro é vocês não quererem acreditar que os partidos e políticos de direita, (inclusive no PT) e os donos de jornais, TV, revistas e ate pequenas gráficas (meios de comunicações (todos) acreditam que eles  é quem são os donos do direito de mandar no país. Eles são os descendentes dos escravagistas, dos donatários, dos golpistas do império e da quartelada de 1964. Eles estavam nos camarotes do Itaquerão na abertura da copa, porque derrubar Dilma (Eles acham que é mais fraca que Lula), é o objetivo. ESSE È O OBJETIVO E MAIS NADA!!

     

    Eles serão capazes de matar (Já mataram).

    Eles serão capazes de destruir o Brasil (Já destruíram varias vezes).

    Roberto Marinho declarou que ele mandava no Brasil, que tinha a opinião publica em suas mãos…isso na Italia

     

    Examinem bem o comportamento da mídia em relação aos jogadores (ISSO JÁ ACONTECEU EM  1982)…

     

    Abraço a todos

  14. Não gostaria de atribuir

    Não gostaria de atribuir nosso fraco desempenho apenas às questões políticas extra campo, embora, evidentemente influiram sim no resultado final da coisa toda.

    Todos estavam meio ressabiados em relação à Copa. Como aqueles que torcem desbragadamente pela pátria de chuteiras seriam vistos? Como alienados? Num país onde, segundo a mistureba proposital dos detratores da brasilidade, falta saúde e educação? Nas Copas da Ditaduta muitos também se sentiram refreados ao apoiar a seleção com medo de serem confundidos como apoiadores dos milicos. Mas não impediu de alcançarmos o tricampeonato.

    Não se enfeitou as ruas como em anos anteriores. O festivo espírito brasileiro de Copa foi sendo ampliado pouco a pouco nas duras vitórias que o time conquistava nas quatro linhas aos trancos e barrancos. Não tínhamos time para chegar lá desde o início. Precisamos aprofundar mais as análises para termos um diagnóstico mais preciso da “tragédia”.

  15. CAMPANHA DE DESCONSTRUÇÃO

    Esta campanha de desconstrução, no atacado e no varejo, está com “cheiro” de Ingerência Externa em Assuntos Internos, via telecomandados e entreguistas de plantão. O tempo dirá. Depois, não vale pedir desculpas……

  16. A COPA DAS COPAS
     
    A Copa do

    A COPA DAS COPAS

     

    A Copa do Mundo de 2014 foi a mais impressionante Copa que acompanhei.

    Acompanho Copas desde 1958.

    A campanha contra a Copa no Brasil, feita pela grande mídia ( mídia que apoiou a ditadura e que persegue o governo do PT desde 2003, mídia que conseguiu colocar na cadeia, sem provas,  dois grandes líderes do PT ) conseguiu criar um clima tão negativo, mas tão negativo, que muita gente ficou com medo até de colocar a bandeira do Brasil na janela ou no carro.

    No país em que as pessoas mais amam o futebol, o país mais campeão em futebol no mundo.

    Isso eu achei muito impressionante, quase surreal.

    O terrorismo feito pela mídia com relação à Copa fez muitos estrangeiros desistirem de vir ao Brasil.

    Mas nada do que a mídia apregoou de ruim aconteceu,  muito pelo contrário, a organização da Copa foi um sucesso completo, reconhecido pelo mundo todo,  estão dizendo que foi a melhor de todas as Copas.

    No entanto, o clima negativo contra a Copa, o ódio, as mentiras com relação a gastos públicos  ( a presidenta foi ofendida diante de todo o mundo no estádio por torcedores vips ) formaram uma força tão tenebrosa e aviltante que influenciou nos acontecimentos dentro de campo.

    Os jogadores, humanos e vulneráveis, sentiram o clima, logicamente.

    Não só do clima de terror difundido pela mídia.  Eles estavam também vulneráveis à pressão de não poder perder de jeito nenhum.  A Copa era em casa. E em 1950 tínhamos perdido uma em casa.

    Então, em campo, vi uma sucessão de fatos impressionantes:

    Na estréia o Brasil começou perdendo com um gol contra. Começou da pior maneira.

    Durante o jogo houve um pênalti a favor do Brasil, assinalado pelo árbitro, mas a mídia ficou martelando o tempo todo, durante toda a Copa, até hoje, que não foi pênalti.

    Pra mim foi. O Fred deu um pulo um pouco desproporcional à força com que foi atingido pelo adversário, mas isso não importa. O que importa é que houve um movimento do adversário com a mão, em cima do seu ombro, que o impediu de prosseguir na jogada.

    No 2º jogo o Brasil, nervoso, não conseguiu fazer gol. O goleiro do México talvez tenha feito a maior partida de sua vida. Parecia uma macumba, a bola não entrava, apesar de várias e várias tentativas.  Não entrava porque o Brasil estav a  nervoso, lógico. E nervoso por causa do clima, da maldição.

    Na terceira partida a coisa também estava esquisita, mas de uma hora pra outra, apareceram os gols.  Foi difícil, e olha que Camarões foi classificada como a pior seleção da Copa.

    Na 4ª partida algumas pessoas morreram de infarto. O Chile parecia que tinha conseguido impedir o Brasil de jogar.  Prorrogação e pênaltis. Júlio César salvou o Brasil, Até gostei desse detalhe, o Júlio vem sendo crucificado desde a última Copa, injustamente. 

    Todas as partidas foram muito esquisitas, o jogo não fluía por mais de 2 minutos seguidos.

    Na  5ª partida creio que a força da maldição criada pelas energias tenebrosas chegou ao seu ápice:    Nosso melhor jogador não ficou paraplégico por muito pouco, pouco mesmo, coisa de 2 centímetros.

    E na 6ª partida, a maldição, ainda faminta de destruição, causou um apagão no Felipão ( que escalou da pior forma possível o time )  que refletiu-se nos jogadores ( tomaram 5 gols em poucos minutos ) e o Felipão apagado, sem tomar nenhuma providência para impedir o massacre ( poderia ter percebido, após o segundo gol , a desgraça iminente e reforçado a defesa  ).

    Coisas impressionantes, que jamais vi numa Copa, não foi somente o 7 a 1 da Alemanha.

    Hoje é sexta-feira, véspera da disputa do 3º lugar contra a Holanda, a mesma que nos eliminou na última Copa.

    Tenho certeza de que a maldição ainda está no ar, ela não se desfez. Felipão está perdido, não saberá escalar direito o time, os jogadores não tiveram tempo suficiente para se recuperar do trauma ( nem em 100 anos ), os holandeses têm um jogador fenomenal, o Robben, que só não faz chover, é o melhor da Copa, e ainda temos o domingo com argentinos contra alemães, que, caso vençam os argentinos, pode haver brigas e tumultos nas ruas.

    Nunca vi Copa tão impressionante, e tudo por causa da mídia, do terrorismo da mídia, da campanha da mídia para tentar impedir mais um mandato do único governo que diminuiu de verdade a desigualdade social  no país e colocou-o em outro patamar diante do mundo.

    Inclusive com a Copa das Copas.

    Do que será capaz essa mídia de agora às eleições?

  17.  
    A seleção brasileira, por

     

    A seleção brasileira, por acaso, não teria perdido por ter jogado com equipe bem  melhor, justamente na partida final.

    Outra coisa que me chama a atenção. Se a seleção alemã é tão perfeita e maravilhosa. Como que só conseguiu empatar a partida com a seleção de Gana, ao final, quando já estava esgotado o volume morto da partida. 

    Por outro lado, não se deve desconsiderar, o poderoso apoio à seleção teutônica do influente deus Thor, filho de Odin. Visto que, ficou provado, o deus latino e seu representante romano nada poderam com as forças mecanizadas do exército, digo, do futebol art (efato alemão).

    Parabéns Alemanha! E, viva o Brasil !!!

    Quanto ao resto desse monte de coxinhas e vira-latas, corta tudo miudinho e prepara um sarapatel, e, vamos festejar a Copa com muita caipirinha, cerveja e goró.

     

    Orlando

     

     

  18. Li um post de um estrangeiro

    Li um post de um estrangeiro que dizia ter ficado tão impressionado com a o que via na imprensa brasileira que ele chegou a pensar em vir ao Braisil armado até os dentes, mas que viu, ao chegar aqui que tudo não passava de más informações; adorou vir e ficar aqui. 

    Das muitas pessoas que conheço, quase todas odeiam o Governo. Elas diziam e dizem coisas incríveis, por lerem a VEJA E adorarem Globo e Cia.. Deus me livre de sair de casa durante a copa. Você vai ver o que vaia acontecer de protestos no Brasil; vai ser mil vezes pior que aqueles de 2013. Se Dilma já estava frita, calcule depois da Copa. Aí, tudo saiu a contento, com o brasileiro, incluindo muitos desses derrotistas, indo aos estádios, cortejando os turistas, etc., com o desenrolar dos eventos dentro de outra perspectiva, e, ao fim e ao cabo, o Brasil ganhou notoriedade, com as delegações partindo cheia de felicidade, mesmo aquelas derrotadas tiveram muitos elogios a nos dar. 

    Hoje, essa mesma gente, tá danada elogiando os alemãs, e o povo brasileiro, mas, em seguida vem o mesmo amargo de sempre, porém pintado com outras tintas. Agora, o negócio é dizer: Viva a Alemanha!. Ou, Dilma que se cuide poque ela vai ter que explicar a derrota do Brasil. Hoje mesmo recebi uma mensagem dessa no Face. A mesma pessoa, fazendo coro com outras, se regozija pelas vaias que a Presidente sofreu ontem e alhures, como estão pegando carona nelas os candidatos oposicionistas. Tudo misturado, como diz o ditado.

    Eu vi uma coisa triste demais pra ser verdade em Natal. Uma família numerosa, antes do jogo de ontem, toda vestida com as cores da Argentina, dizendo que nunca torceram pelo Brasil, mas sim pelos hermanos. Aí, o repórter se achega a uma criancinha da família e começa a cantar o Hino Nacional. A criança faz cara feia e diz que não suporta nem ouvir aquilo (o hino). 

    Ou seja, o Brasil tem de tudo e pra todos os gostos.

    A matéria acima está recheada de argumentos, que podem até não serem convincentes, mas certamente tem mito a ver com o desfecho, que foi, o da nossa seleção naquele jogo fatídico.

    Aquelas lágrimas dos nossos jogadores parecia prenunciar alguma coisa. O coletivo estava comprometido. A derrota acachapante contra a Alemanha veio confirmar que nossa seleção amargava problemas de ordem psicológica profunda. Eles permaneceram durante aqueles gols em estado de letargia, quase como se estivessem fora do campo, ou apenas uma parte docérebro de cada um estivesse lá, e a outra, em outro mundo. Um caso patológico, sem dúvida. 

    Vendo a Argentina, que não pareceu melhor que o Brasil nas Quartas de Final, jogar contra a mesma Alemanha, pude constatar que não foi a Alemanha muito mais forte que o Brasil, mas o Brasil é que estava sem condições pra jogar sequer num time de fundo de quintal. 

    Infelizmente nós vamos ter que carregar pro resto da vida essa confusão, mas não imagino nossos jogadores uns derrotados, desqualificados. O que houve ali deve ter alguma explicação, e por certo somente o Técnico teria como explicar e justificar. 

  19. Copa 2014
    Caro Nassif, muito boa sua análise. Derrubar o governo, esse era o objetivo mesmo. O ódio que a grande maioria da elite econômica e boa parte da elite política, que se acham dona do país, nutrem pelo PT e aliados foi a motivação básica. Absolutamente tresloucado a gente assisti a grande mídia – PIG – trabalhando para o fracasso de um evento do qual seria uma das grandes beneficiadas pelo seu sucesso. A menos que estivessem em conluio – é muito provável que uma parte estivesse -, fico imaginando a cara dos patrocinadores vendo seu dinheiro escorrer pelo ralo. Surrealista!…Na verdade, penso, foi um movimento articulado (Tucanos-Demos, PIG e a maioria da burguesia e alta classe média brasileira). Trabalharam em duas frentes: uma fora e outra dentro do gramado. Na primeira, conforme você já mencionou, previram o caos. Iríamos mostrar ao mundo nossa incompetência – leia-se do governo – nossa revolta – leia-se contra o governo. Notemos o comportamento e discurso do candidato tucano-demo nos antecedentes e na primeira semana do evento, perfeitamente sincronizado com o PIG. Na segunda frente, “as vaias na presidenta” pela claque tucano-demo presente na Arena Corinthians. Notemos o comportamento do PIG e do candidato tucano-demo no episódio. Ainda na segunda frente, o primeiro jogo da Seleção. Ainda que não jogando muito bem, como a maioria das seleções competidoras em suas primeiras partidas,o time ganha de 3×1. Notemos o comportamento do PIG nesse episódio – haja pressão negativa contra a seleção -; teve Jornal que estampou manchete do tipo: VITÓRIA SOFRIDA!…- bem, nunca ouvir dizer que ganhar de 3×1 é vitória sofrida -. mas, para o PIG era e ponto, Prossegue a Copa e a primeira frente começa a ser derrotada – na realidade, já nasceu derrotada -, isto é, a expectativa do caos e do fracasso da Copa – leia-se do governo. Notemos então o comportamento do PIG e do candidato tucano-demo nessa altura dos acontecimentos – é, parece que tudo vai correr bem…até agora…vamos aguardar…ainda pode acontecer algo… – . Dez dias de Copa e avança a derrota da primeira frente – show de organização, tudo funcionado adequadamente, a contento, em muitos casos com perfeição, dentro e fora dos gramados. As manifestações que iriam impedir a Copa e nos expor ao mundo – leia-se o governo -, murcharam. Era a Copa das Copas em construção. Notemos o comportamento do PIG e do candidato tucano-demo nessa conjuntura – começam a ensaiar a transferência do sucesso que se avizinha para o “povo brasileiro”…falam também de uma salvadora improvisação brasileira…etc. Na segunda frente prossegue o trabalho de desmonte da seleção – Nas Oitavas,o susto contra o Chile. Nas Quartas, a calculada dificuldade contra a Colômbia. Nessa altura, A Copa das Copas é uma realidade, a primeira frente está totalmente derrotada. Notemos o comportamento do PIG e do candidato tucano-demo nesse estágio da competição – o sucesso é do povo brasileiro…foi o povo brasileiro que salvou a copa…assim espontaneamente – leia-se: o governo não tem nada a ver com isso!..tudo brotou graças ao povo brasileiro. Derrotada na primeira e mais importante frente, fora do gramado; restava então só a segunda, dentro do gramado – o vexame que lhes resta para atingir o governo , face a acachapante derrota sofrida na primeira frente. Vem o jogo da semi-final; consuma-se a realização de um extremo vexame – o que se viu em campo foi 11 atletas atirados aos “leões”, sem o mínimo posicionamento estratégico, organização tática e organização operacional. Notemos, nesse acontecimento, o comportamento do PIG, da CBF, da Comissão Técnica liderada pelo Filipão e do candidato tucano-demo – a capa de “Veja” buscando transferir a presidenta o insucesso do time em campo…o candidato demo-tucano projetando a mesma como “artilheira” da seleção..o silêncio da CBF..o apagão proposto pelo treinador..etc. A segunda frente prossegue, resta agora, segundo o discurso do PIG, restabelecer contra a Holanda a dignidade perdida – aconteceu o programado: novo vexame de um time, ainda que modificado (mascarado, em meu entendimento), no mesmo padrão do jogo anterior. Notemos o comportamento do PIG, do Filipão e do candidato tucano-demo nesse estágio – fundo do poço para o futebol brasileiro..estamos ultrapassados…vejam o planejamento e organização do time Alemão..isso sim é que é futebol..etc…o técnico com explicações curriculares…e posições da seleção em Copas anteriores..o demo-tucano virou pateticamente um torcedor como qualquer outro..não dava pra capitalizar…Mas, o PIG insistia….não reconhecia a qualidade, no conjunto, da seleção da Argentina. Torceu descaradamente pela Alemanha como se essa fosse a oitava maravilha do mundo futebolístico..Loas, loas e mais loas…falaram em 24 anos de preparação e planejamento dos alemães (sic)…Nesse intervalo, a fracassada Seleção brasileira ganhou duas Copas, mas para o PIG isso não interessa. Interessa, sim, nos fracassar com objetivo de atingir a presidenta, que mais uma ve, na segunda frente, sofreu vaias da claque tucano-demo no maracanã. Tarde demais….A segunda frente também foi derrotada, Restando somente no fim de tudo, aquele gostinho de merda na boca da esmagadora maioria do povo brasileiro.
    UMA FUNDAMENTAÇÃO: Pode parecer paranoico demais imaginar que o comando da seleção estivesse comprometido com esse objetivo de desacreditar a seleção para atingir o governo – Teoria da Conspiração, como se diz, pode ser…mas algumas evidências reforçam essa leitura: A um ano atrás essa mesma seleção, com esse mesmo comando técnico, deu um show de bola na Copa das Confederações, exibido alto padrão de posicionamento estratégico, organização tática e organização operacional. Desbancando na final, a endeusada Espanha, e calando o PIG que atiçava as manifestações para atingir o governo. Como pode, decorridos doze meses esse padrão exibido simplesmente desaparecer?…Como pode essa involução?…Eu não sou bobo o suficiente para acreditar em apagão…O Scolari, Parreira e cia são, como se diz, “passados na casca do alho”. Têm conhecimento demais – conforme exibido na Copa das Confederações – para não nos proporcionar esse espetáculo. Não acredito em involução. O PIG, a direção da CBF., a Comissão Técnica da Seleção não votam na Dilma. Trabalharam contra o PT e aliados. PERDERAM!…
    .

  20. Concordo em tudo. O problema

    Concordo em tudo. O problema politico  fora do campo se estendeu até a seleção. A tensão politica  foi quase  insuportavel. Para os jogadores e para os cidadãos que duelavam todos os dias com as patifarias da midia e da oposição, fazendo usos politico da Copa do Mundo desde 2010. A grande midia não separou e ainda não separa as coisas, fracasso da seleção é fracasso da Copa. A inacreditavel capa de Veja no pós 7 a 1 é um exemplo disso. A midia oposicionista  não permite que se analise os problemas e virtudes da seleção de maneira serena e construtiva.  A guerra continua. E eu tô cansada….

  21. PIADA

    Já é de a muito tempo que a rede bobo(idiota) manda no nosso futebol, definindo em qual horário as partidas do nosso principal campeonato devem ser jogadas. Quanto e como serão financiados os principais clubes. Quem serão os craques(????) premiados e valorizados, etc…..Manda em tudo no nosso futebol.

    Por fim nosso futebol vai virar ou já virou um grande programa do faustão ou um bigbrother. Uma grande merd……..

  22. Excelente texto Sérgio!

    Excelente texto Sérgio!

    É interessante a “biruta de aeroporto” instalada dentro do período da Copa. 

    Quando a Copa começou a ser um sucesso e a organização vingou (sucesso dentro e fora de campo) a nova estratégia da velha mídia e das oposições foi não mais enaltecer a seleção brasileira dentro de campo. 

    Não caberia sucesso da Copa + seleção campeã = dividendos eleitorais para DILMA (na ideia deles que misturaram por anos a fio: Futebol e Política).

    Foi interessante que o Tiago Silva no lance de amarelo que o suspendeu da semi-final não teve muita comoção da mídia, ele errou e pronto.

    Na semi-final de Argentina e Holanda houve o mesmo lance protagonizado por Tiago Silva e não deram cartão para o jogador (alguém lembra o jogador e o nome da seleção?), a Imprensa esportiva não fez nenhuma gritaria comparando lances idênticos, nem se indignou muito). 

    Duas situações idênticas com decisões diversas, a velha mídia e a Imprensa esportiva  pouco repercutiram a situação.

    Era o processo de “derrota desejada” da Imprensa local.

    Enquanto, antes da Copa começar o desejo era de dizer: apesar da DILMA e da má organização e caos que se instaurará na Copa nosso País será Campeão, o que serviria de slogam: Perdemos fora de campo mas vencemos dentro dele, agora sabemos que o povo brasileiro e nossa seleção são muito mais competentes que o Governo do PT. É hora de mudar fora de campo!

    A Copa vira um sucesso fora de campo e a velha mídia e as oposições viram a torcida do contra. E, terminada a Copa para o Brasil querem culpar a DILMA pelo que aconteceu dentro de campo.

    Oposições e velha mídia e seus prognósticos de que a derrota em campo é culpa da DILMA e que surtirá efeitos negativos para ela nas eleições.

    A Copa perdida em casa é prejudicial para DILMA nas eleições, visão política dos opositores. Se ganhasse a Copa e DILMA enaltecesse a vitória = uso político da Presidenta, se entregasse a Taça, recebesse os jogadores no Palácio do Planalto, então! nem se fala! 

    FHC e as cambalhotas do Vampeta que o digam! Mas era FHC, ai pode (risos)! 

    A Copa do mundo foi uma balança, um pêndulo, ora se torcia pelo Brasil, ora se torcia contra o Brasil, tudo para se aclimatar aos interesses de outubro de 2014 e sua eleição Presidencial. 

    Aécio, Eduardo (candidatos de oposição) corroborando com o clima político da Copa em declarações infelizes, até aceitando como justas as vaias e xingamentos para a Presidenta do Brasil, legitimamente eleita, em eleições democráticas, para tirar proveito eleitoral das vaias e xingamentos. 

    A Velha mídia buscando notícias para desestailizar o ambiente da seleção, como a do escândalo dos ingressos, colocando o pai do Neymar no centro do noticiário da Copa. Era o necessário novo jogo eleitoral dos que sonharam o derrotismo fora das quatro linhas. Derrotismo agora: dentro de campo!

    Sejamos sinceros. Os jovens jogadores de nossa seleção estiveram no meio de uma batalha extra-campo muito mais difícil que dentro de campo. Eram o fiel da balança, deveriam ganhar a Copa do caos; depois da Copa das Copas deveriam perder.

    E tudo ficava mais maluco porque o público nos estádios dos jogos do Brasil era, em sua grande maioria, o público que exerce certo nacionalismo exagerado, e que se banhou da ideia de Copa do caos. O público queria a seleção como sua, como exemplo de sua forma de enxergar o Brasil e veio o desastre dos 7 a 1. Os seus candidatos e sua velha mídia não queriam a vitória da seleção! imagina a confusão no imaginário desses torcedores!

    A Copa das Copas criou dois fenômenos distintos: a torcida em campo que queria se escorar no time como uma vitória do Brasil que elas enxergam, que não é o Brasil de DILMA Presidenta, como sabemos; e a torcida da velha mídia e das oposições que precisavam torcer para a derrota do Brasil em campo, para “supostos” dividendos eleitorais; afinal a maioria do público dos estádios nos jogos do Brasil não representava o grosso do eleitorado, a maioria do público nos estádios em jogos do Brasil já vota na oposição sem nenhum constrangimento, só por ser Anti-PT. 

    A derrota do Brasil em campo era a conta matemática de que DILMA perderia mais alguns votos, melhor, não recuperaria votos pelo sucesso da organização e realização da Copa do mundo fora de campo. DILMA cresceu em intenção de votos numa pesquisa Datafolha, que o Brasil perca sem dó nem piedade.

    Tanto secaram que a derrota veio em placar impensado: 7 a 1. Então, a catarse da velha mídia se fez por vias tortas: no campo de jogo: “Vergonha, Vexame, Humilhação” eis a Capa de O Globo! 

  23. O diagnóstico do “apagão”

    O diagnóstico do “apagão” está perfeito, caro Sérgio. Os jogadores foram convencidos de que a Copa era um estorvo para o povo de um país em frangalhos. Daí o unico consolo para os milhões de vira-latas governados por “corruptos e incompetentes” seria ganhar o hexa. Seria um caso de vida ou morte

  24. Excelente análise

    E fica a pergunta: se os cronistas esportivos nos tivessem preparado melhor para o que era esta seleção do ponto de vista da inexperiência, talvez não ficássemos tão mal na foto, não é mesmo? Mas nos meses que antecederam à Copa, todos, sem exceção, estavam analisando a iluminação de estádios e a conexão wi-fi. Nenhum deles falava da seleção do ponto de vista do esporte, da preparação.

    Daí, coloco-me no lugar dos jogadores. Aliás, eu tive mesmo que me colocar: eu tive de explicar durante alguns jantares que haveria Copa sim, que o governo brasileiro, até por ter uma mulher no poder, não ia deixar de cumprir seus objetivos. Conheço os voluntários e alguns dos funcionários do Mané Garrincha. Trabalhei com eles. Eu sabia, como sei, que as coisas andariam a contento. Mas, ainda assim, meus amigos norte-americanos e portugueses tinham dúvidas e ficavam me questionando. Os americanos foram e amaram; os portugueses desistiram, porque a imprensa europeia estava totalmente envolvida nas reportagens fracassístas da grande imprensa brasileira.

    E o que deveria rolar para os meninos? A tia, a mãe, a sobrinha falando, ‘você viu que caiu um viaduto?'(e caiu mesmo, em SP, mas a notícia se dissipou rapidamente, por alguma razão). Por mais que eles estejam concentrados, e por mais que estivéssem blindados, não é possível que algo não tenha passado para a alma deles. Até por serem jovens e estarem ainda se adaptando ao ‘estrelato’. Devem ter pensado, “meu deus, temos de consertar tudo o que vai dar errado’. E quando nada deu errado, do ponto de vista da organização, eles ficaram esgotados, porque, convenhamos, haja adrenalina mal direcionada. Então, concordo com você: a maior parcela de culpa, no jogo contra a Alemanha, veio da pressão exercida, sem dó nem piedade, pela grande imprensa e renomados cronistas esportivos.

    Agora, aposto com você que as notícias voltarão a ser ‘não disse que isso ia dar errado’? Exemplos: viaduto da Copa caiu, o monotrilho atrasou, a rodovia está sem acostamento e, o governo e o Brasil são péssimos. E a Seleção, também.

  25. Parabéns pelo belo texto! É

    Parabéns pelo belo texto! É isso mesmo, nada como um dia depois do outro para que possamos (ou melhor, para que você pudesse) perceber com tanta clareza o que de fato aconteceu. Não faço nenhum reparo em suas palavras. E me sinto recompensada por ler uma análise assim tão serena e justa. Obrigada.

  26. Antes fosse

    Antes fosse só isso, uma derrota fruto das consequências e não da decadência de nosso futebol.

    Não, meu caro autor, nosso futebol está em clara decadência. Sim, meu caro autor, as outras seleções de ponta – e até as medianas, como a Colômbia – têm jogadores melhores do que os nossos. Sim, isso tem a ver com política, com a apropriação do futebol por gangsters associados à mídia e a políticos de direita, num processo que vem de longe, de muito antes desse embate atual. Um processo que impediu a modernização de nosso futebol, de nossos técnicos e dos métodos de formação e lapidação de nossos novos talentos. Todo esse problema de gestão do futebol, que, como li num jornal gringo por aí pela internet, sempre praticou o extrativismo de nossos talentos sem cultivá-los, acabou redundando nisso que estamos vendo. O estrago é grande e, no momento, não há luz no fim do túnel. 

  27. O que aconteceu com o Felipão

    O que aconteceu com o Felipão nessa copa, teimosia, era para ter acontecido em 2002.

    Quem não se lembra do Romário chorando na TV por não ter sido convocado pelo Felipão ?

    E o Felipão bancou a não convocação do Romário, mesmo depois de apelos populares.

    Só que em 2002 ele conseguiu ser campeão do mundo, e  saiu consagrado depois da conquista.

    Dessa vez ele bancou esse time ofensivo contra a Alemanha, que surpreendeu muito, mas deu errado.

    Teve que sair escurraçado.

  28. Excelente análise Sérgio ! Já

    Excelente análise Sérgio ! Já li tantas e finalmente vejo a sua como a única que tocou no essencial. Tudo que aconteceu com os jogadores em campo e  o enorme fardo jogado s/ seus ombros. Exatamente tudo o que senti, vendo-os chorar tantas vezes.

  29. A análise do Sérgio Saraiva

    A análise do Sérgio Saraiva sobre a seleção brasileira é muito boa, faço apenas uma pequena correção, pequena mesmo diante da grandeza do texto: As Olimpíadas de Moscou foram em 1980 e não em 1976

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