Tensão entre militares e Bolsonaro não deve arrefecer tão cedo

Jornal GGN – A demissão dos três chefes das Forças Armadas é apontada como o auge de uma escalada de decisões que opuseram o presidente Jair Bolsonaro e a caserna. Embora os oficiais tenham conseguido conter as tentativas presidenciais de obter apoio para um Estado de exceção, existe o temor de que tais embates ganhem força com as eleições de 2022.

De acordo com o jornal Correio Braziliense, um dos pontos críticos é a nomeação do general Braga Netto (aliado próximo de Bolsonaro) para o Ministério da Defesa. O ministro não deve se furtar em atender aos pedidos do presidente, como a publicação de um texto celebrando o golpe militar de 1964 – o que levou o PSOL a solicitar à Procuradoria-Geral da República (PGR) a retirada de tais declarações dos sites do governo.

Para representantes dos militares, as reiteradas afirmações de Bolsonaro sobre fraudes nas eleições (sem apresentação de provas) e o acirramento da disputa política pode levara novos conflitos, e a polarização deve ser maior principalmente em uma disputa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Se Bolsonaro for mal nas pesquisas ou perder a eleição, as alegações de fraude devem se intensificar assim como ocorreu nos Estados Unidos, quando Donald Trump perdeu a eleição para Joe Biden. Contudo, os mesmos representantes militares mostram-se convictos de que não haverá qualquer apoio político a Bolsonaro por parte da tropa, uma vez que as Forças Armadas são uma instituição de Estado.

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