Veja exporta tecnologia de “assassinatos de reputação” para a Argentina

Por Marco St.

Máfia Midiática na América Latina

Passou despercebido por aqui o fato da Veja estar exportando sua tecnologia de “assassinatos de reputação” para a Argentina. A jogada toda foi coordenada entre Veja e Clarin, que são soldados da mesma Máfia, com sede na SIP em Miami. Uma clara tentativa de se tirar o foco sobre a sonegação do Grupo Clarin no caso HSBC.

do Blue Bus

Filho de Cristina Kirchner vai processar a Veja

por Daniel Oiticica

O filho da presidente argentina, Máximo Kirchner, afirmou hoje que vai processar a Veja por uma matéria reproduzida em seu site que o acusa de possuir contas no exterior. A denúncia de Veja foi repercutida na manchete da 1ª página do jornal Clarín, na sua ediçao de hoje, o que levou Máximo – líder do movimento jovem La Cámpora, e herdeiro do legado político de Nestor Kirchner – a conceder uma entrevista em uma rádio local.

Máximo nunca havia dado uma entrevista para a grande mídia argentina e sua apariçao foi tao inesperada e surpreendente que a entrevista imediatamente começou a ser transmitida simultaneamente em diversos canais de TV e emissoras de rádios do país. Na conversa de mais de 30 minutos com o jornalista Victor Hugo Morales, além de negar a existência de contas no exterior em seu nome, Máximo afirmou que vai processar a revista Veja por calúnia e difamaçao. Segundo Máximo, ele nao viaja ao exterior desde 2002.

Assim como a versao de sua fonte (a revista Veja), a matéria do jornal Clarín nao apresenta nenhuma prova concreta da existência de contas de Máximo no exterior e a todo momento cita fontes nao identificadas. Surpreendente também é a quantidade de verbos no condicional, 13 no total, além da própria manchete.

Até mesmo importantes jornalistas de meios de comunicaçao considerados opositores ao governo Kirchner, como o La Nación, saíram a criticar a matéria do Clarín. Hugo Alconada Mon, pró-secretario de redaçao do La Nación e ferrenho crítico da administraçao kirchnerista, publicou em sua conta de Twitter: “Supostas contas secretas de Máximo Kirchner e Nilda Garré (Ministra da Defesa): manejar com cautela; inconsistências nos documentos bancários que circulam“.

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