Xadrez da política após o vendaval

Peça 1 – sobre o essencial e os detalhes

Para colocar um pouco de ordem nessa barafunda.

1.     No epicentro do terremoto relaxe e espere a terra assentar. A realidade nunca é tão ruim quanto parece no olho do furacão.

2.     Toda essa movimentação em torno da lista de Fachin tem dois objetivos claros. O atual, é o desmonte do sistema de seguridade social e outras reformas antissociais; o de 2018 obviamente são as eleições.

O que está em jogo é o desenho de país que se terá, o futuro dos avanços civilizatórios das últimas décadas, o destino de milhões de pessoas hoje em dia amparadas pelo sistema de seguridade social. 

Esse é o ponto central. O restante são os meios, as táticas políticas.

Peça 2 – sobre o jogo político

O segundo cuidado é entender de que lado estão os principais personagens da Lava Jato:

1.     Globo, Procuradoria Geral da República e Lava Jato estão do mesmo lado. Eles são o chicote nos parlamentares para acelerar a reforma da Previdência, a reforma trabalhista, o desmonte da seguridade social. A cenoura é o imenso leilão que ocorre no Congresso. 

2.     Só é aceita a delação cujo conteúdo corresponder plenamente aos desejos do procurador. Se não concordar com as condições impostas , o sujeito continua preso. Se corrigir as delações depois de solto, o sujeito volta para a cadeia.

3.     As delações são a seco, procurador e delator, sem nenhuma espécie de mediação. Os procuradores têm poder absoluto para induzir os delatores e sua intenção maior é colher elementos para reforçar as teses previamente definidas.

4.     Delação sem provas não tem valor penal. Mas, politicamente, ajuda a construir a narrativa necessária para insuflar a opinião pública.

5.     A qualificação de crime de peculato (aquele praticado por funcionário público) depende de um benefício atrelado a uma contrapartida.

Entendidos esses pontos, vamos ao jogo.

Peça 3 – Lula, Aécio, Serra e Alckmin

O que havia entre Lula e Emílio Odebrecht era uma relação de estreita confiança política e pessoal baseada em um projeto: as empreiteiras seriam a ponta de lança do soft power brasileiro na África e América Latina.

Dentro dessa estratégia, criaram-se inúmeros mecanismos de apoio, ferramentas de políticas públicas utilizadas por qualquer país em estímulo à expansão externa de suas empresas, como financiamento à exportação e ofensiva diplomática.

Aí se entra na zona cinzenta. A partir dessa parceria, o PT passou a ter acesso a um butim no qual já se refastelavam o PSDB e o PMDB. Com a explosão da economia, o butim ficou imenso para todos os comensais.

A prova do pudim, para separar propinas de financiamento eleitoral, é a relação causal: se a cada contribuição correspondia uma contrapartida ou não. Na Petrobras, a relação era nítida. Fora da Petrobras, não.

Nos três casos tucanos – José Serra, Geraldo Alckmin e Aécio Neves -, por exemplo, há a acusação de pagamento de propinas: o dinheiro correspondia a um percentual das obras em andamento. No caso de Serra, uma propina adicional pelo pagamento à Odebrecht de um dinheiro bloqueado na justiça.

Mais ainda: as delações da Odebrecht confirmam o que já adiantamos aqui do que seria a delação de Léo Pinheiro, da OAS. Na gestão Alckmin, o percentual era de 5% sobre as grandes obras do Estado. Serra entrou e exigiu uma redução no valor das obras. A empreiteiras descontaram da propina. Imediatamente Serra enviou Paulo Preto para renegociar os percentuais de propina.

Constata-se, portanto, que, na cobrança de propinas, a maior garganta era de Alckmin.

Por outro lado, por enquanto ainda não se sabe se o dinheiro recebido por Alckmin foi utilizado para enriquecimento pessoal. Depende do rastreamento dos R$ 10 milhões entregues ao seu cunhado. No caso de Aécio e Serra, há indícios veementes de enriquecimento pessoal. Se abrir as contas dos fundos de Verônica Serra, se levantará o principal mecanismo de lavagem de dinheiro de Serra para atividades pessoais.

No caso de Lula, a intimidade brasileira –descrita nas obras de Sérgio Buarque de Holanda – foi utilizada para pequenos favores solicitados à Odebrecht: a ajuda ao irmão, o apoio ao filho, a reforma do sítio que seria usado por ele.

É evidente que a constatação de favores não engrandece a biografia de Lula. Servirá para um estudo acurado sobre os contrastes entre o maior estadista contemporâneo e os pequenos vícios do cidadão Lula. Mesmo assim, estão a léguas de distância do que se entende por corrupção.

As quantias destinadas ao Instituto Lula tinham objetivo claro. Fora da presidência, Lula mantinha largo prestígio no mundo todo, e em especial na América Latina e África. Qualquer empresa do mundo gostaria de tê-lo como embaixador para esses mercados.

Ora, havia um jogo de interesse comercial nítido e legítimo para quem não dispunha mais de cargos públicos: a Odebrecht apoiava Lula e se beneficiava de seu capital político internacional.

Obviamente, essa narrativa não atendia aos interesses da Lava Jato. Os procuradores trataram, então, de induzir as delações, para estabelecer nexos causais entre decisões de políticas públicas com as contribuições recebidas.

Nas transcrições, fica nítido o prego sobre vinil, a identificação dos cacos incluídos nas delações: Emilio Odebrecht teria concordado em apoiar o filho de Lula, se este ajudasse a quebrar as resistências de Dilma em relação ao próprio filho de Emílio. Ou então, a suposta compra do terreno, que não houve, seria em troca do Refis para o setor petroquímico.

A disparidade de valores é tão grande que soa ridículo. Mas como estabelecer o nexo causal é pré-condição para a delação ser aceita, mesmo sem provas, a maior corrupção do planeta fica reduzida, assim, a miçangas e paetês.

Por exemplo, uma das delações acusa Guido Mantega de ter intercedido junto à Previ, para a capitalização de uma das empresas da Odebrecht, mediante o pagamento de determinado valor ao PT. Na sequência, o mesmo delator diz que não houve, da parte de Guido Mantega, “um pedido de contrapartida especifica em razão do esforço que nos deu junto à Previ, mas a demanda financeira dele já estava atendida pelos valores até então pactuados e controlados por mim na planilha Pós-Itália”. Tudo isso na mesma delação.

Mas, durante dias, deixou a direita indignada e a esquerda perplexa, trocando tiros entre si, com total falta de foco.

Peça 4 – sobre Dilma

Em relação a Dilma, é pior ainda. À medida em que vão se juntando as peças, fica claro que o PMDB começou a armar sua conspiração quando Dilma incumbiu Graça Foster de limpar a Petrobras e quando impediu qualquer acordo com Eduardo Cunha.

As delações comprovam que, sob a presidência de Marcelo, a Odebrecht  jogava contra Dilma.

Uma das delações confirma pagamento de R$ 6 milhões ao pastor Everaldo, para investir contra Dilma nos embates do primeiro turno. Outra, confirma o pagamento adicional a Aécio, visando derrotar Dilma. Outra, o pagamento a Eduardo Cunha, visando dobrar Dilma. Agora, a confissão de Michel Temer, de que Eduardo Cunha só aceitou o pedido de abertura do processo do impeachment por ter seus interesses contrariados.

No entanto, as manchetes são de que Dilma tinha sido avisado sobre a corrupção da Petrobras. Apenas isso, dando a entender que nada fez.

Dilma caiu paradoxalmente por simbolizar tudo o que a Lava Jato pretende como legítimo: o símbolo máximo do político apolítico que não negocia favores com políticos, com o Congresso, com empresas e com o Judiciário, que não disputa poder no Ministério Público Federal nem no Tribunal Superior Eleitoral, e não levanta uma pena em defesa de seu governo.

Quando ajudou na sua derrubada – divulgando os áudios de conversas dela com Lula – a Lava Jato tinha plena consciência da sua inocência e do envolvimento de seus adversários. Mas foi ela quem foi para a guilhotina se transformando, a posteriori, em uma heroína popular, a anti-Joana D´Arc que, para proteger sua virgindade política, lança todo um projeto nacional à fogueira.

Como entender essa hipocrisia da Lava Jato?

Peça 5 – a Lava Jato e o exercício da hipocrisia

Em dezembro de 2010 (https://goo.gl/WSPglZ) e julho de 2013 (https://goo.gl/LJqSNl) abordei os problemas que haveria para a política com o fim da hipocrisia, decorrente do advento das redes sociais.

Hoje em dia, há uma cartelização e massificação ampla do noticiário produzido pela dobradinha PGR-Lava Jato – mídia. O impacto das denúncias nubla temporariamente outros aspectos do jogo. Com o tempo – e a atuação anti-cartelização das redes sociais – a poeira assenta e os fatos vão se tornando progressivamente mais nítidos.

O desenho que emerge dos políticos mencionados pela Odebrecht é de uma organização criminosa, na qual os principais cabeças – Eduardo Cunha e Michel Temer – atuavam na linha de frente, participando pessoalmente das reuniões em que eram negociadas as propinas.

De outro lado, um segundo grupo que chantageia os chantagistas: se quiserem permanecer no comando do país, terão que entregar as reformas. No caso, as reformas mais antissociais da história, que praticamente acabarão com todo o sistema de seguridade social, condenando idosos pobres à morte antecipada, eliminando a saúde e a educação para os mais vulneráveis, sendo implementada por uma organização política tendo atrás de si o trabuco dos cidadãos de bem.

Há duas armas nas costas dos chantagistas: a imprensa e o Ministério Público Federal.

No impeachment da Dilma Rousseff a hipocrisia tinha um alvo: uma suposta organização criminosa sendo derrotada pelo clamor das ruas e pela aliança de brasileiros íntegros: Aécio, Serra, Aloysio, Alckmin. Para tanto, bastou a Lava Jato e a PGR esconder as evidências contra os “íntegros”.

Agora entra-se em outro terreno. O revólver da mídia e as balas do MPF estão apontados para que os chantagistas entreguem o combinado: antecipar a sobrevivência de idosos pobres, jogar ao mar os vulneráveis, tirando acesso a condições mínimas de sobrevivência, restringir a saúde e a educação para os brasileiros de baixa renda. E, por consequência, expor toda uma nova geração ao crime organizado que, sem investimentos em segurança, conseguirá seu intento de transformar o país em um imenso México.

Até quando o álibi dos justiceiros resistirá a esse segundo tempo?

Peça 6 – o pacto hipócrita

Há uma regra política infalível: excesso de poder leva à corrupção. Ou à antessala, que é a promiscuidade com outros poderes.

Dia desses, a Folha noticiou um suposto acordo entre o PGR Janot e Michel Temer. Segundo as notícias, Janot teria se apresentado para o terceiro mandato – ou para o fim da lista tríplice, desde que fosse indicado alguém do seu grupo para sucedê-lo – valendo-se do álibi Lava Jato. Ele seria a garantia de continuidade da operação. Como não é um argumento que sensibilize particularmente Temer, a grande indagação é o que teria sido oferecido por ele, em troca.

Não se sabe o grau de veracidade da notícia. O que causa estranheza é que imediatamente se pronunciou a ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República). Apesar de ser uma entidade de classe, bancada pelas contribuições dos associados, a ANPR foi incapaz de arrancar um desmentido sequer de Janot. Soltou uma nota que é muito mais uma cobrança prévia do que uma defesa (https://goo.gl/xGjJAQ):

“Rodrigo Janot – que outrora presidiu a ANPR – não encerraria sua indelével trajetória no Ministério Público Federal construindo um sucessor em conchavos palacianos. Estes criariam uma crise institucional e uma desconexão entre o PGR e os procuradores – qual ele conheceu na sua juventude ao ingressar no MPF antes da redemocratização do Brasil e a definitiva autonomia do Ministério Público”.

Por outro lado, assim que Temer assumiu a presidência, a ANPR foi a primeira organização a ir ao beija-mão. E, quando da nomeação escandalosa de Alexandre de Moraes para o STF (Supremo Tribunal Federal), a ANPR emitiu uma nota de apoio igualmente escandalosa (https://goo.gl/m5n8nP).

“Jurista de notável saber jurídico, com passagem de mais de uma década pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, Alexandre de Moraes intermediou discussões importantes para o país à frente do Ministério da Justiça”.

O Ministério Público Federal é composto por um grupo heterogêneo de procuradores, dentre aqueles de inegável vocação pública e profissionalismo, aos que se encantam com o exercício leviano do poder. Ouso dizer que a maioria é firmemente comprometida com o trabalho e o profissionalismo.

Na cúpula, no entanto, há o mesmo movimento que se observa nos partidos políticos, no Judiciário, um jogo de poder hipócrita, disfarçado nas bandeiras da anticorrupção.

Seria interessante saber como esse fenômeno é analisado pelas lentes do nosso brasilianista de boutique, Ministro Luís Roberto Barroso.

Peça 7 – 2018

Assim que refluir a ofensiva atual, a disputa política se voltará para os fatos concretos da política: a disputa de projetos nacionais em 2018.

Portanto, é hora de arregaçar as mangas e trazer para o centro do jogo os intelectuais, os gestores públicos, as associações empresariais e os movimentos sociais, sindicatos e academia. É hora de começar a discutir o novo Brasil, depois do vendaval.

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103 comentários

  1. Pagar um divida que estava

    Pagar um divida que estava judicializada e receber uma parte por fora é corrupção da grossa,

     

    isso deveria dar cadeia pesada, essa turma toda não vai devolver o dinheiro?? Vão ficar só no lenga lenga? Só usando o Lula e a Dilma como cortina de fumaça para proteger uma quadrilha instalada em todos os níveis de governo???

  2. Sei não.
    Penso como o Marcelo

    Sei não.

    Penso como o Marcelo Zero.

    Com a velocidade com que tudo está sendo vendido (até doado), destruído, resta indagar:

    O que vai sobrar do país em 2018?

    É possível governar um país ocupado, cedido, já entregue ao mercado?

     

     

  3. ÓTIMO TEXTO.
    Peça 7: Tantos

    ÓTIMO TEXTO.

    Peça 7: Tantos chamados. Sentí falta do chamado ao ELEITOR, comum, “que não sabe prá que lado vai” os que sempre se apresentam em “seu nome”, mas são muitos.  

  4. Sei não,acho que,sei lá.
    Putututututu, temo domandoTemo aprendendo, temo ensinando) O homem é igual ao cavalo quando é bom já nasce prontoMas a vida é que dá o pealo para deixar de ser potroO cavalo se ajeita no freio e o homem na luta em que passaUm se conhece em rodeio e o outro na causa em que abraça (Putututututu, temo domandoTemo aprendendo, temo ensinando) O mundo é que doma o homem e o homem é que doma o cavaloUns atropelam no laço e outros já nascem domadosNão sou xucro, nem domado sou manso só de selimSe me botarem no arado quebro a coice o balancim (Putututututu, temo domandoTemo aprendendo, temo ensinando)

  5. A casa grande deu a volta por cima.

    Os destruidores do país e de seu povo – MPF e mídia – usam a mesma técnica da inquisição: Prisão, tortura até o arrependimento que deve ser aquele esperado pelo carrasco, reconhecimento do erro e fogueira.

    Assim liquidaram o PT, com a ajuda inestimável da Odebrecht. Esconderam tudo aquilo que manchava os acusadores, condenaram petistas sem provas, até derrubarem a Dilma.

    Como se sabe hoje, a Odebrecht, que é pintada pela mídia como amiga do PT e que trabalhou arduamente para afastar Dilma,  comemorou.

    Agora chegou a vez do povo ir para a fogueira.

    Com todas as provas que a Odebrecht disponibilizou ao MPF, este e a mídia podem pressionar o congresso para que entregue o povo.

    Depois do trabalho realizado, teremos muitos perdões e bundas em cima dos processos.

  6. Bolar um xadrez pós vendaval

    Bolar um xadrez pós vendaval só para acusar Lula e Dilma em assuntos pré vendaval é a mais pura e baixa sacanagem do jornalismo! É coisa de golpista  tautista a la globo! A peça 3, onde Lula é jogado com 3 tucanos que bancam a matéria, mais a peça 4 sôbre Dilma, ocupam mais que a metade do post.

    • Adroaldo, mire seu

      Adroaldo, mire seu patrulhamento em alvos reais. O item em questão aponta os contrastes entre a gravidade dos crimes imputados aos três em relação àqueles dos quais Lula é acusado.  

  7. A quem interessam as reformas

    Primeiro, temos uma organização criminosa, composta por políticos, negociando propinas. Este grupo derrubou a Dilma, porque não impediu a Lava Jato.

    Depois, temos um segundo grupo, chantageando o primeiro, para que sejam aprovadas as reformas “mais antissociais da história”. Neste grupo estão a Globo, PRG e Lava Jato.

    A pergunta é: o que a Globo, PRG e, especialmente, a Lava Jato têm a ganhar, diretamente,  com as reformas mais antissociais da história?

    Evidentemente, temos que procurar o terceiro grupo, esse diretamente interessado nas reformas, e que tem a ganhar com elas.   

    • Também não entendi porque a

      Também não entendi porque a Lava Jato, constituída de funcionários públicos, iria lutar pela aprovação das reformas da previdência e trabalhista. Não faz sentido. Eu ainda acho que a luta dessa equipe, que é muito maior do que um grupo de procuradores, é para tão somente prender Lula. O motivo? O mesmo que vemos em parentes e amigos.

    • Acho que o beneficiário maior

      Acho que o beneficiário maior é o sistema financeiro, maior credor da União. Tenho certeza que está por trás de todas essas manobras antidemocráticas que assistimos, explorador da miséria, acumulador de riqueza.

      • Os beneficiários das medidas

        Os beneficiários das medidas antissociais são os defensores do Estado mínimo, os grandes empresários, capitalistas , rentistas, que pagam impostos, porque menos gastos públicos com aposentadorias, educação, saúde, transportes, etc., significa menos impostos.

        Também os rentistas, credores da dívida pública, estão interessados na redução dos gastos públicos, para que não falte dinheiro para pagamentos dos juros da dívida pública.   

  8. De novo: não acredito em

    De novo: não acredito em eleições em 2018. A não ser – a não ser – que não haja chance de zebra, que saibamos desde o início que não há candidato capaz de derrotar o Berlusconi a ser incensado pela aliança golpista, ou parte dela. Garantia que, hoje, não há nenhuma.

    • Concordo contigo.
      Acho que

      Concordo contigo.

      Acho que pessoas influentes possuem receio de manifestar abertamente essa hipótese justamente para não a incentivar. Entendo essa abordagem.

      Do contrário temos, por exemplo, aquela frase-pronta “NÃO VAI TER GOLPE”. Hum hum todos sabemos que teve.

      Assim elaborar proposições tendo como pressuposto a realização de eleições em 2018 me parece uma avaliação parcial.

      Caso não tenha eleições em 2018, a razão menos traumática seria uma mudança do calendário eleitoral no bojo de uma reforma política. Motivo: unificação das eleições para redução de custos. Fim da reeleição com extensão dos mandatos atuais para se adequarem aos dos prefeitos.

      Enfim, tão provável quanto ter eleição ano que vem é não ter eleição.

  9. Fosse o califado de curitiba

    Fosse o califado de curitiba sério jamais poderia deixar de investigar um nome pra lá de suspeito não só por tudo que já aprontou até hoje mas pelas relações intímas que mantém com os notórios bandidos aécio neves, cunha e temer… falo de gilmar mendes.

    É facilmente percebida a blindagem a membros do poder judiciário nas investigações da lava a jato, como a obrecht fez tudo que fez e ganhava tudo na justiça? aonde andavam os justiceiros do MP enquanto o país era saqueado por uma empreitera?

    Temos, hoje, uma situação bizarra no país o combate à corrupção made in curitiba produziu um estrago maior do que os resultados conquistados. 

    • E o Álvaro Dias? Uma virgem

      E o Álvaro Dias? Uma virgem no bordel tucano. Amigo de Youssef, companheiro de Sérgio Guerra naquela retirada “estratégica” de 10 milhões da CPI da Petrobrás e conterrâneo do juiz da globo. E que saiu do psdb pouco antes de sua implosão.

  10. Mas foi ela quem foi para a

    Mas foi ela quem foi para a guilhotina se transformando, a posteriori, em uma heroína popular, a anti-Joana D´Arc que, para proteger sua virgindade política, lança todo um projeto nacional à fogueira.

    Como entender essa hipocrisia da Lava Jato?

    Sei que ainda não é o momento pois dividiria forças, mas chegará a hora do encontro com a história para que se conte o desastre que foi Dilma Roussef na Presidência da República, aquela que quis ser uma heroina, nem que para isso lançasse o país na mãos de aventureiros e “lançasse todo um projeto nacional a fogueira” Dilma a Eremilda, que só se mexeu quando percebeu que não sairia como heroina e ainda por cima poderá ser presa por corrupção.Eu não me importo sinceramente azar o dela, agora idade mínima para se aposentat 65 anos simbolizando a maldade da Casa Grande eu me importo e muito, e devemos isso a imcopentência de Dilma!!!

     

    • Traidora que foi traída

      Ela traiu seu eleitorado ao fazer o oposto do que prometeu.

       

      Ela traiu o partido pelo qual foi eleita, traindo seus militantes e se comportando como se o mandato fosse uma propriedade pessoal dela.

       

      Ela traiu a democracia porque o ajudou a desacreditar o sistema e a classe política – ela aumentou a ojeriza do povo pobre aos políticos a discrença no poder do voto. 

       

       

      Ela deveria ter sofrido expulsão do PT logo no segundo semestre de 2015 (pelo o que ela fez, mas também para prejudicar menos a esquerda nas eleições por vir).

      • Então tá. O vice depõe a

        Então tá. O vice depõe a presidente e ela é que é a traidora.

        E só pra entender o raciocinio: o PT explusa a Dilma e põe o Temer no lugar?

    • Menos.
      Nada disso teria

      Menos.

      Nada disso teria acontecido sem Aécio, Temer, FHC, STF, Moro, imprensa. Critica a Dilma mas não se  esqueça de criticar esses canalhas que estão retirando os seus direitos. Enfim, se nossas instituições funcionassem uma presidente republicana teria seu mandato garantido com os 54 milhões de votos, inclusive o meu que foi cassado junto com a presidente, que recebeu.

      E Eremilda é um termo criado pelo Gaspari que é amigo do Serra de quem jamais desconfiou da sua desonestidade. Do que se conclui que Eremildo é o Gaspari, jamais a Dilma.

  11. Projeto 2018.

    O único pré-candidato que vejo discutir projetos de país é o Ciro. Tem feito palestras na Universidades e outros fóruns. No momento viaja pela Europa palestrando. 

  12. Tempos estranhos

    Caro Nassif,

    Quem são seus leitores? Com certeza, os políticos também.

    Será que não estamos entregando o ouro ao bandido?

    Por exemplo: a peça 6 (seis) pode ser uma boa idéia para os golpistas entrar em campo.

    Cuidado, sei que minha desconfiança soa meio infantil, mas estamos em tempos estranhos…

    Essa turma das negociatas não vai largar o osso tão fácil.

    A conferir

  13. “Seria interessante saber

    “Seria interessante saber como esse fenômeno é analisado pelas lentes do nosso brasilianista de boutique, Ministro Luís Roberto Barroso.”

     

    Hahahaha, vc também adora provocar o cara.

    Ai ele faz uma palestra desenhada nos detalhes só pra te enfurecer. 

    • Barroso, que já é sujo,

      Barroso, que já é sujo, merece todo o barro do mundo. É uma decepção para muitas pessoas. Ele próprio está chamando o barro para cima dele. Chega a ser ridícula a sua virada brusca para o lado do Mal. A Samarco deveria lançar os seus barros na porta da casa dele, quem sabe assim a empresa se redimiria perante suas vítimas. 

  14. Perdão, mas a legitimidade de

    Perdão, mas a legitimidade de quem quer que seja, só acontecerá se:

    1- O poder for devolvido a quem foi legitimamente eleita, Sra Dilma.

    2- Adiar eleição de presidente na proporção do seu afastamento ilegal e imoral.

    3- Fechamento do Senado e da Camara com convocação imediata de eleições para um mandato tampão que terminaria junto com a da Sra Dilma Roussef. 

    Essas medidas nos colocariam na lista de Paises democráticos.

     

  15. Não tenho esperança
    Não tenho melhor esperança no futuro da humanidade, quanto mais no futuro do Brasil, só espero que o presidente norte coreano Kim Jong-u comece logo o holocausto nuclear, assim à agonia do brasileiro acaba.

  16. Vão levar com a barriga esses
    Vão levar com a barriga esses golpistas até
    2018 e terá eleições com amplo apoio dá mídia na maior cara de pau como foi às eleições para prefeitos logo após o golpe passando aquela impressão das instituições democráticas estarem funcionando normalmente.
    Esse é o Brasil sem vergonha que todos conhecemos e continuaram todos os bandidos mafiosos em seus lugares a mídia, o judiciário , os banqueiros , enfim os entreguistas verdadeiros golpistas e criminosos traidores dá pátria comandando os rumos do país.

  17. Projeto de país e o imaginário do povão: uma estratégia

    A discussão de um projeto de país só produzirá resultados perenes ela adentrar o imaginário do povão. Isto poderia ser feito a partir de um movimento de advogados e procuradores (a fração destes que é compromissada com o país) para indiciar, nos termos da lei Nº 7.170, DE 14 DE  DEZEMBRO DE 1983, os traidores do país, a começar por FHC. O FHC é o principal, mais inescrupuloso e perigoso dentre esses traidores – ele é o grande príncipe do covil – e somente a punição dos traidores do país pode inibir futuras tentativas de destruição do país. No entanto, apenas uma campanha por essa punição – uma campanha que se aproveitasse dos anos pré-eleitoral e eleitoral para se evidenciar perante a população – já seria suficiente para introduzir no imaginário popular a importância de um projeto de país, uma vez que tal campanha associaria – inevitavelmente – a corrupção com o tema da entrega das empresas nacionais.  

    Uma campanha como esta deveria ser a prioridade da esquerda – filiados e não filiados a partidos políticos – neste momento.

    Muito mais do que a questão da reforma da previdência, um movimento para indiciar os traidores pelos seus crimes (acumulados desde a privataria) deve ser a prioridade porque a encruzilhada do governo com relação à previdência revela dois caminhos para a derrota dos traidores.

    Se a previdência for aprovada, toda a fração golpista desse congresso que está aí hoje, assim como os partidos dos traidores, será praticamente varrido do mapa eleitoral pós-2018. 

    Se a reforma previdência não for aprovada (e nem as outras medidas anti-CLT que visam empurrar a população para a informalidade), os super-ricos – o baronato reminiscente dos fazendeiros de café, da Mídia Grande e dos bancos – desejará reinvestir seus lucros semestrais da renda fixa pública – lucros do tesouro direto – em mais títulos de tesouro direto. Seria diferente se a reforma fosse aprovada porque essa reforma condenaria a previdência pública a ser praticamente extinta em menos de uma década ao induzir seus contribuintes a migrar para previdência privada; essa migração para a previdência privada é o que se deseja com essas reformas – essa migração é a verdadeira missão do Temer, embora ele provavelmente não entenda isto; essa migração é a jogada dos super-ricos no momento porque isto implicaria aumentar substancialmente os lucros dos bancos – o que significa maior distribuição de juros e dividendos para os acionistas de bancos, em especial para aqueles que possuem ações BBDC4, ITSA4 e ITUB4. Portanto, se a reforma da previdência for aprovada, os super-ricos irão investir sua próxima leva de lucros semestrais em ações dos bancos que fornecem os principais programas de previdência privada, prevendo que ocorrerá a migração da previdência pública para a previdência privada desses bancos ao longo dos próximos 5 ou 10 anos.

    Em resumo, a jogada da reforma da previdência – a jogada do golpe – é, na verdade, a substituição do rentismo da renda fixa pública – o rentismo da taxa Selic – pelo o rentismo das ações de bancos cujas ações garantirão uma distribuição de juros e dividendos turbinada pela adesão ampla da população aos seus programas de previdência privada. Ou seja, se a reforma não passar, os super-ricos vão fazer lobby para a taxa Selic não cair, de modo a conservar o caráter atual de seu rentismo.

     E se a taxa Selic não cair, o país quebra de vez e todo esse congresso que está aí hoje, assim como os partidos dos traidores, serão praticamente varridos do mapa eleitoral pós-2018. 

    A posição na qual o consórcio do golpe se colocou é uma situação que poderia ser descrita como uma espécie de assimetria negativa – perde ao escolher qualquer uma das opções que estão na mesa – e isto é muito importante para entender a natureza do golpe – isto revela muito sobre o que esse consórcio é e sua natureza limitada pode nos dizer algo sobre quais agentes realmente estão por trás do golpe. 

    Um estrategista busca ser pôr em posições cujas duas ou três opções/caminhos a serem seguidos implicam ganhos; ou, pelo menos, se pôr em posições cujas escolhas obedecem a uma assimetria favorável: “se eu estiver certo, ganho muito, mas se eu estiver errado, perco pouco”. 

    O complexo da “elite brasileira” (Mídia grande + terço conservador da classe tradicional + políticos de direita financiados por bancos) se colocou em uma posição cujas escolhas implicam perdas – todas elas implicam em perdas – e perdas estas potencialmente letais – é bom que se diga. Diante do risco de ruína – ou da ruína iminente se aproximando deles de modo aparentemente inevitável – eles tendem a tomar medidas (desesperadas) no sentido de jogar o país no caos total para impedir eleições. A questão é: isto tudo é imprevisível? Ou difícil de calcular? Depende…

    Para uma “elite” que faz de tudo para excluir a maior parte da população – 80% ou mais – da competição pelas posições de status na sociedade, evitando o acirramento dessa competição de modo manter seu prestígio com o mínimo de esforço, sim; isto é imprevisível – esse é o caso da “elite brasileira”.

    Para uma elite de verdade (que forma gênios vindo de todas as classes sociais e, como se não bastasse, ainda coopta gênios de países estrangeiros, de modo a voluntariamente expor seus filhos e filhas a uma competição intelectual brutal ao longo de suas respectivas formações educacionais), não; não é imprevisível para uma elite de verdade porque eles possuem gente que se qualificou – passando anos e anos dedicando 10, 12, 14 horas por dia à leitura e à reflexão – para se tornar culta e apta a pensar essas coisas. Essa é a elite do Eixo City-Wall Street – uma elite que se propõe a ser autônoma e a “do the thinking” para elites que não queiram ser autônomas (e nem elite de verdade), como é o caso da “elite brasileira”.

    A conclusão que se tira das premissas expostas acima é que a “elite brasileira” não é a estrategista do golpe; esta frase pode ter dois significados: 1) A “elite brasileira” pode até mesmo estar liderando o golpe, mas ela não é a estrategista do mesmo porque ela não pensa estrategicamente – seus líderes não são estrategistas “at all”; 2) A “elite brasileira” é só mais um peão (ou talvez no máximo um bispo, ou cavalo, mas não chegaria a uma torre) no tabuleiro cujas peças são movidas pelos estrategistas do Eixo City-Wall Street. 

    No caso do significado 1), a esquerda provavelmente vencerá – com ampla vantagem – os embates eleitorais nas próximas eleições assim como também vencerá os embates sangrentos nas insurreições sociais que provavelmente estão por vir. O resultado seria a reversão de todas as reformas cripto-escravocratas feitas até aqui e a implementação de novas reformas, visando ampliar a democratização das oportunidades – isto é, visando incluir a maior parte da população na disputa pelas posições de status na sociedade.  

    No caso do significado 2), colocar o complexo da “elite brasileira” em uma posição desesperadora – dotada apenas de opções perdedoras para que ela aja de um modo desesperado – faria parte da estratégia do Eixo City-Wall Street. Essa ação desesperada visaria mergulhar o país na barbárie para evitar as eleições e, teria como parte de sua implementação, a degeneração completa dos padrões morais das instituições e da sociedade como um todo para que ninguém se indigne com mais nada e, também, não espere mais nada dos três poderes no que concerne à justiça e resolução dos seus problemas. Isto minaria em definitivo a confiança que as pessoas depositam nos contratos sociais e na coletividade, tornando o ambiente social ideal para estratégias do tipo divide et impera.

    No caso dessa possibilidade 2), a ação do terço progressista da classe média deve ser, o mais rápido possível, no sentido de estabelecer vínculos com a periferia através de rodas de discussões políticas com os jovens – importante frisar – indo até a periferia não para doutrina-los, mas sim para ouvir o que eles pensam e sentem com relação a sociedade. O que importa aqui é gerar espaços/encontros de confraternização nos quais possa florescer um espírito comunitário, criando vínculos com a periferia.

    Segundo a pesquisa recente da Perseu Abramo sobre os habitantes das periferias, o poder de atração das igrejas evangélicas não reside em seu discurso reacionário, mas sim no espaço de confraternização e espírito comunitário com os quais eles envolvem seus frequentadores. Isto significa que há uma clara abertura para que a política – via grupos de discussão – se apresente com uma nova faceta ao imaginário da periferia através de espaços nos quais é cultivado o vínculo comunitário. Para isto, os membros da classe média que se voluntariassem a promover esses grupos não deveriam se exasperar com a diversidade de pensamento que eles encontrassem pelo caminho, mas, sim, manter claro em mente que a verdadeira prioridade é manter uma postura que promova a empatia, de modo a criar um espírito comunitário associado a esses grupos. Isto seria essencial para a sobrevivência da democracia em qualquer circunstância, mas seria ainda mais crucial caso a possibilidade 2) esteja correta.

    Caso a possibilidade 2) esteja correta, um país mergulhado no caos (com saques e insurreições violentas acontecendo com a mesma frequência com que aconteciam protestos em 2013), as massas serão disputadas por líderes sociopatas dos movimentos neopentecostais que irão encarar a situação como uma oportunidade para instalar uma república teocrática. Tal desfecho impediria qualquer possibilidade do Brasil se lançar no mundo como uma potência moderna e modernizadora – tal desfecho significa eliminar o desenvolvimento científico e o softpower brasileiro, tirando-o da competição por mercados internacionais. Uma mudança tectônica como esta seria certamente a mudança de perfil do Brasil (enquanto povo e Estado) com a qual os verdadeiros estrategistas do golpe sonham – e com a qual as multinacionais do Eixo City-Wall Street mais lucrariam. 

    Cui prodest. Como os romanos, devemos nos perguntar a quem beneficia um crime ao procurar pelos seus possíveis culpados; sendo o Eixo City-Wall Street “quem” mais se beneficia com desestabilizações políticas que inviabilizam o pensar & executar de projetos de país, é razoável concluir que só será possível perenizar a ideia de projeto de país ao eliminar a cabeça de ponte que Eixo usa para desestabilizar nosso regime. Essa cabeça de ponte é formada pela privataria e seus agentes, cujo líder máximo é o FHC. Uma campanha pelo indiciamento desses agentes por crime de lesa pátria, trazendo à tona (no contexto eleitoral de 2018) a associação entre corrupção e entrega dos ativos nacionais, seria e melhor forma de explodir a cabeça de ponte do Eixo City-Wall Street no Brasil. Esse processo desencadearia – quase que automaticamente – a introdução do conceito de projeto de país no imaginário popular e eliminaria a brecha usada pelo Eixo para agir contra o nosso povo, contra a nossa democracia e contra o nosso capitalismo.  

     

    PS: Quanto à competição por mercados da qual o Eixo City-Wall Street quer excluir o Brasil, há um mercado específico – de extrema importância e particularmente adequado a uma conquista por empresas brasileiras: https://pt.insider.pro/analytics/2015-06-24/a-explosao-demografica-em-africa/

  18. Projeto de país e o imaginário do povão: uma estratégia

    A discussão de um projeto de país só produzirá resultados perenes ela adentrar o imaginário do povão. Isto poderia ser feito a partir de um movimento de advogados e procuradores (a fração destes que é compromissada com o país) para indiciar, nos termos da lei Nº 7.170, DE 14 DE  DEZEMBRO DE 1983, os traidores do país, a começar por FHC. O FHC é o principal, mais inescrupuloso e perigoso dentre esses traidores – ele é o grande príncipe do covil – e somente a punição dos traidores do país pode inibir futuras tentativas de destruição do país. No entanto, apenas uma campanha por essa punição – uma campanha que se aproveitasse dos anos pré-eleitoral e eleitoral para se evidenciar perante a população – já seria suficiente para introduzir no imaginário popular a importância de um projeto de país, uma vez que tal campanha associaria – inevitavelmente – a corrupção com o tema da entrega das empresas nacionais.  

    Uma campanha como esta deveria ser a prioridade da esquerda – filiados e não filiados a partidos políticos – neste momento.

    Muito mais do que a questão da reforma da previdência, um movimento para indiciar os traidores pelos seus crimes (acumulados desde a privataria) deve ser a prioridade porque a encruzilhada do governo com relação à previdência revela dois caminhos para a derrota dos traidores.

    Se a previdência for aprovada, toda a fração golpista desse congresso que está aí hoje, assim como os partidos dos traidores, será praticamente varrido do mapa eleitoral pós-2018. 

    Se a reforma previdência não for aprovada (e nem as outras medidas anti-CLT que visam empurrar a população para a informalidade), os super-ricos – o baronato reminiscente dos fazendeiros de café, da Mídia Grande e dos bancos – desejará reinvestir seus lucros semestrais da renda fixa pública – lucros do tesouro direto – em mais títulos de tesouro direto. Seria diferente se a reforma fosse aprovada porque essa reforma condenaria a previdência pública a ser praticamente extinta em menos de uma década ao induzir seus contribuintes a migrar para previdência privada; essa migração para a previdência privada é o que se deseja com essas reformas – essa migração é a verdadeira missão do Temer, embora ele provavelmente não entenda isto; essa migração é a jogada dos super-ricos no momento porque isto implicaria aumentar substancialmente os lucros dos bancos – o que significa maior distribuição de juros e dividendos para os acionistas de bancos, em especial para aqueles que possuem ações BBDC4, ITSA4 e ITUB4. Portanto, se a reforma da previdência for aprovada, os super-ricos irão investir sua próxima leva de lucros semestrais em ações dos bancos que fornecem os principais programas de previdência privada, prevendo que ocorrerá a migração da previdência pública para a previdência privada desses bancos ao longo dos próximos 5 ou 10 anos.

    Em resumo, a jogada da reforma da previdência – a jogada do golpe – é, na verdade, a substituição do rentismo da renda fixa pública – o rentismo da taxa Selic – pelo o rentismo das ações de bancos cujas ações garantirão uma distribuição de juros e dividendos turbinada pela adesão ampla da população aos seus programas de previdência privada. Ou seja, se a reforma não passar, os super-ricos vão fazer lobby para a taxa Selic não cair, de modo a conservar o caráter atual de seu rentismo.

     E se a taxa Selic não cair, o país quebra de vez e todo esse congresso que está aí hoje, assim como os partidos dos traidores, serão praticamente varridos do mapa eleitoral pós-2018. 

    A posição na qual o consórcio do golpe se colocou é uma situação que poderia ser descrita como uma espécie de assimetria negativa – perde ao escolher qualquer uma das opções que estão na mesa – e isto é muito importante para entender a natureza do golpe – isto revela muito sobre o que esse consórcio é e sua natureza limitada pode nos dizer algo sobre quais agentes realmente estão por trás do golpe. 

    Um estrategista busca ser pôr em posições cujas duas ou três opções/caminhos a serem seguidos implicam ganhos; ou, pelo menos, se pôr em posições cujas escolhas obedecem a uma assimetria favorável: “se eu estiver certo, ganho muito, mas se eu estiver errado, perco pouco”. 

    O complexo da “elite brasileira” (Mídia grande + terço conservador da classe tradicional + políticos de direita financiados por bancos) se colocou em uma posição cujas escolhas implicam perdas – todas elas implicam em perdas – e perdas estas potencialmente letais – é bom que se diga. Diante do risco de ruína – ou da ruína iminente se aproximando deles de modo aparentemente inevitável – eles tendem a tomar medidas (desesperadas) no sentido de jogar o país no caos total para impedir eleições. A questão é: isto tudo é imprevisível? Ou difícil de calcular? Depende…

    Para uma “elite” que faz de tudo para excluir a maior parte da população – 80% ou mais – da competição pelas posições de status na sociedade, evitando o acirramento dessa competição de modo manter seu prestígio com o mínimo de esforço, sim; isto é imprevisível – esse é o caso da “elite brasileira”.

    Para uma elite de verdade (que forma gênios vindo de todas as classes sociais e, como se não bastasse, ainda coopta gênios de países estrangeiros, de modo a voluntariamente expor seus filhos e filhas a uma competição intelectual brutal ao longo de suas respectivas formações educacionais), não; não é imprevisível para uma elite de verdade porque eles possuem gente que se qualificou – passando anos e anos dedicando 10, 12, 14 horas por dia à leitura e à reflexão – para se tornar culta e apta a pensar essas coisas. Essa é a elite do Eixo City-Wall Street – uma elite que se propõe a ser autônoma e a “do the thinking” para elites que não queiram ser autônomas (e nem elite de verdade), como é o caso da “elite brasileira”.

    A conclusão que se tira das premissas expostas acima é que a “elite brasileira” não é a estrategista do golpe; esta frase pode ter dois significados: 1) A “elite brasileira” pode até mesmo estar liderando o golpe, mas ela não é a estrategista do mesmo porque ela não pensa estrategicamente – seus líderes não são estrategistas “at all”; 2) A “elite brasileira” é só mais um peão (ou talvez no máximo um bispo, ou cavalo, mas não chegaria a uma torre) no tabuleiro cujas peças são movidas pelos estrategistas do Eixo City-Wall Street. 

    No caso do significado 1), a esquerda provavelmente vencerá – com ampla vantagem – os embates eleitorais nas próximas eleições assim como também vencerá os embates sangrentos nas insurreições sociais que provavelmente estão por vir. O resultado seria a reversão de todas as reformas cripto-escravocratas feitas até aqui e a implementação de novas reformas, visando ampliar a democratização das oportunidades – isto é, visando incluir a maior parte da população na disputa pelas posições de status na sociedade.  

    No caso do significado 2), colocar o complexo da “elite brasileira” em uma posição desesperadora – dotada apenas de opções perdedoras para que ela aja de um modo desesperado – faria parte da estratégia do Eixo City-Wall Street. Essa ação desesperada visaria mergulhar o país na barbárie para evitar as eleições e, teria como parte de sua implementação, a degeneração completa dos padrões morais das instituições e da sociedade como um todo para que ninguém se indigne com mais nada e, também, não espere mais nada dos três poderes no que concerne à justiça e resolução dos seus problemas. Isto minaria em definitivo a confiança que as pessoas depositam nos contratos sociais e na coletividade, tornando o ambiente social ideal para estratégias do tipo divide et impera.

    No caso dessa possibilidade 2), a ação do terço progressista da classe média deve ser, o mais rápido possível, no sentido de estabelecer vínculos com a periferia através de rodas de discussões políticas com os jovens – importante frisar – indo até a periferia não para doutrina-los, mas sim para ouvir o que eles pensam e sentem com relação a sociedade. O que importa aqui é gerar espaços/encontros de confraternização nos quais possa florescer um espírito comunitário, criando vínculos com a periferia.

    Segundo a pesquisa recente da Perseu Abramo sobre os habitantes das periferias, o poder de atração das igrejas evangélicas não reside em seu discurso reacionário, mas sim no espaço de confraternização e espírito comunitário com os quais eles envolvem seus frequentadores. Isto significa que há uma clara abertura para que a política – via grupos de discussão – se apresente com uma nova faceta ao imaginário da periferia através de espaços nos quais é cultivado o vínculo comunitário. Para isto, os membros da classe média que se voluntariassem a promover esses grupos não deveriam se exasperar com a diversidade de pensamento que eles encontrassem pelo caminho, mas, sim, manter claro em mente que a verdadeira prioridade é manter uma postura que promova a empatia, de modo a criar um espírito comunitário associado a esses grupos. Isto seria essencial para a sobrevivência da democracia em qualquer circunstância, mas seria ainda mais crucial caso a possibilidade 2) esteja correta.

    Caso a possibilidade 2) esteja correta, um país mergulhado no caos (com saques e insurreições violentas acontecendo com a mesma frequência com que aconteciam protestos em 2013), as massas serão disputadas por líderes sociopatas dos movimentos neopentecostais que irão encarar a situação como uma oportunidade para instalar uma república teocrática. Tal desfecho impediria qualquer possibilidade do Brasil se lançar no mundo como uma potência moderna e modernizadora – tal desfecho significa eliminar o desenvolvimento científico e o softpower brasileiro, tirando-o da competição por mercados internacionais. Uma mudança tectônica como esta seria certamente a mudança de perfil do Brasil (enquanto povo e Estado) com a qual os verdadeiros estrategistas do golpe sonham – e com a qual as multinacionais do Eixo City-Wall Street mais lucrariam. 

    Cui prodest. Como os romanos, devemos nos perguntar a quem beneficia um crime ao procurar pelos seus possíveis culpados; sendo o Eixo City-Wall Street “quem” mais se beneficia com desestabilizações políticas que inviabilizam o pensar & executar de projetos de país, é razoável concluir que só será possível perenizar a ideia de projeto de país ao eliminar a cabeça de ponte que Eixo usa para desestabilizar nosso regime. Essa cabeça de ponte é formada pela privataria e seus agentes, cujo líder máximo é o FHC. Uma campanha pelo indiciamento desses agentes por crime de lesa pátria, trazendo à tona (no contexto eleitoral de 2018) a associação entre corrupção e entrega dos ativos nacionais, seria e melhor forma de explodir a cabeça de ponte do Eixo City-Wall Street no Brasil. Esse processo desencadearia – quase que automaticamente – a introdução do conceito de projeto de país no imaginário popular e eliminaria a brecha usada pelo Eixo para agir contra o nosso povo, contra a nossa democracia e contra o nosso capitalismo.  

     

    PS: Quanto à competição por mercados da qual o Eixo City-Wall Street quer excluir o Brasil, há um mercado específico – de extrema importância e particularmente adequado a uma conquista por empresas brasileiras: https://pt.insider.pro/analytics/2015-06-24/a-explosao-demografica-em-africa/

      • Quanto ao detalhe da

        Quanto ao detalhe da República Teocrática, quem tem profissão que lida com gente pobre já sabia do resultado da pesquisa da Fundação Perseu Abramo: o sucesso das igrejas evangélicas e da teologia da prosperidade é porque manipulam o desespero dos pobres, a sua exclusão. Oferecem um ambiente de “prestígio”: quanto mais você dá dinheiro mais louvado é. Para excluídos carentes, humilhados pela Casa Grande, é uma armadilha aconchegante. Oferecem também a velha “salvação”. É irresistível. Voluntários para se contraporem a isso, tratarem assuntos comunitários com a massa fedida, meu Deus, quem se habilita?

        • Em janeiro de 2014 escrevi um

          Em janeiro de 2014 escrevi um texto aqui no meu blog https://jornalggn.com.br/blog/zegomes/filosofia-no-enem-e-no-vestibular onde a sugestão seria: incluir disciplinas que exigem pensamento (pelo menos filosofia) em todos os níveis do ensino e exigir esse conteúdo nos vestibulares, enem, concursos públicos, etc. Isso massificaria o pensamento para uma parte da população. Evitaria a ditadura do livro único (a Bíblia) sobre as pessoas mais simples… Agora é tarde. O golpe, esperto como é, ao estreiar foi direto na garganta da filosofia nas escolas. Depender de voluntários para adentrar a periferia, Ciro, vai ser difícil.

          • As igrejas vão à periferia

            As igrejas vão à periferia pelo dinheiro. Um voluntário iria por idealismo. Difícil. Sou muito pessimista. Ontem mesmo, passando perto de uma fila de pessoas em um hospital público, ouvi uma senhorinha já idosa falando assim: Ele é o chefe da quadrilha… Ainda dizem que são do partido dos trabalhadores… Que nada… é o chefe da quadrilha… Lulinha…  Pensemos nisso, esquerda: sem um mínimo de formação, não tem pobre que resista à avalanche dos meios de comunicação privados e ao canto das sereias das religiões mercenárias.

  19.  Parece-me que há diversos

     Parece-me que há diversos pontos pouco claros nesse Xadrez. Nassif afirma:

    “Só é aceita a delação cujo conteúdo corresponder plenamente aos desejos do procurador.”

    Ora, a Lava Jato usou amplamente os vazamentos seletivos, com o objetivo evidente de atingir Lula e o PT. O PSDB e o próprio Temer foram protegidos diversas vezes. Lembro os famosos “não vem ao caso” do juiz e a relutância da procuradoria geral em denunciar Aécio, Serra e outros. Agora, no entanto, o PSDB foi denunciado.

    Devemos, então, concluir que era desejo pleno dos procuradores atingir o PSDB? Ou que era simplesmente inevitável?

    Pode ser que a delação seja algo mais complicado. Não há apenas os procuradores; há advogados de defesa e provavelmente normas jurídicas (que desconheço) que normatizem as delações. E há igualmente os documentos apreendidos.

    Se o procurador pergunta sobre o PT e delator menciona também o PSDB, o ministério público pode censurar essa resposta, que é gravada? Parece-me que não. Se a delação envolve pessoas do PSDB com foro privilegiado, ela necessariamente deve ser remetida ao supremo? Não sei. Se este for o caso, o poder do procurador sobre o conteúdo da delação não tão amplo assim.

    Talvez simplesmente não seja possível controlar os desdobramentos políticos e jurídicos de um processo político complexo como o que estamos vivendo. Há consequências não antevistas ou planejadas.

    Vou especular. Pode ser que o Fachin, ao liberar tudo, tenha implodido, intencionalmente ou não, a estratégia do vazamento seletivo, e, com ela, o PSDB. Pois, há certa lógica em tudo liberar. O facto é que a situação do ponto de vista institucional, inclusive no campo jurídico, está completamente insustentável. A Lava Jato subverteu a hierarquia do judiciário. O TRF 4 viu-se compelido a simplesmente justificar “a exceção”, e o submissão do supremo foi patente. O facto é que as instâncias superiores viram-se subordinadas à aliança Lava Jato/Mídia. Não era possível disciplinar a Lava Jato, sob o risco de ser massacrado pela mídia. Mas foi possível retirar-lhes a grande arma de que dispunham: o vazamento, principalmente para a Globo. Como eu disse, é apenas especulação.

  20. Marcelo Auler: sugestão de pauta

    Nassif, sugiro que voce  faca uma entrevista com o jornalista Marcelo Auler. Tem dado uma grande contrinbuição em identificar as arbitrariedades da operação lava jato e assim como vc tem sofrido um forte processo de intimidação e ate mesmo censura. É uma testemunha viva do estado de exceção que estamos vivenciando. Participou do mesmo evento que voce e o video segue abaixo.

    https://www.youtube.com/watch?v=9kq0MiyPwyk

  21. bem…………………..vou de Peça em Peça

    mas sem sair da Peça 1, lógico:

    porque nunca foi bom relaxar e pensar no futuro durante um vendaval

    temos mais é que continuar na luta, atentos, pensando apenas no presente, para que, ou que pelo menos, os nossos direitos já consolidados antes da sua chegada não sejam suprimidos

    devemos também querer mais é que a nossa Constituição volte a ser o que determina, entre os direitos fundamentais,

    os jurídicos

  22. o fator Edson Fachin

    o ministro Fachin foi o fator central para se criar o “clima de vendaval” da semana passada ao liberar os sigilos dos videos e abrir 76 investigações. Numa tacada só ele colocou as estrategias da grande Midia, Moro, MPF a PF em situação complicada. Doravante, uma nova gravação que sair sobre qulaquer pessoa surgirá sempre a questão da estrategia do “vazamento seletivo”. Poderemos apontar para o ministro Fachin e indagar ou pedir para que seja liberado o sigilo completo em relação ao caso que foi vazado. A reação de Gilmar Mendes de desqualificar as delações foi um sintoma importante de que o vendaval atingiu em cheio as narrativas construidas até este instante no imaginario das pessoas.

    O fator Edson Fachim trata-se de um ganho em relação ao que tinhamos até então como padrão da Midia, Moro e Cia. 

    seria possivel inundar a blogosfera com este mundo de informação da lava jato aplicando o “fator Fachin” e pulverizarando as informações obtidas de modo a colocar a grande midia em situação de igualdade com os blogueiros ? abrir portas e janelas para que a luz entre nestes locais onde estão os processos e que antes eram vazados seletivamente é o que se ganha aplicando o “Fator Fachin”. 

  23. Sugestão:

    Nassif, com relação ao chamado do Manifesto Brasil Nação, que tal fazer uma rodada com proposições e sugestões dos leitores sobre as ideias de nação e desenvolvimento ?

  24. Leo Pinheiro

    Detesto estar certo, mas em setembro do ano passado comentei aqui que esse processo do Triplex teve prioridade na vara de Curitiba por uma razão bastante provável: um acordo ou possível acordo com o Léo Pinheiro para confirmar as teses – bastante estapafúrdias – da acusação.

    A maneira como eles iniciaram o processo sem praticamente nenhuma prova; a prisão imotivada do empreiteiro na véspera da denúncia; a pouca ou quase nenhuma reação dele diante da arbitrariedade – tudo indicava uma armação, fraude processual mesmo.

    Mesmo os tempos do processo, muito dilatados para o padrão Moro, indicam q o fascista de Maringá protelou o depoimento até descolar um acordo com o empreiteiro por livre e espontanea pressão. Algo bom para ambas as partes, evidentemente.

    Agora todos os porta-vozes do pseudo-juiz anunciam a derrocada do Lula no depoimento do dia 20, com a situação inusitada de uma testemunha bomba que já tem o teor do seu depoimento claramente conhecido pelo juiz (tá na cara pra quem quiser ver) e seus papagaios na mídia.

    (De outro modo, como saberiam o q ele irá falar se nem acordo com o MPF foi formalizado ainda?)

    Outro indicativo fortíssimo é a o cancelamento do comparecimento de Lula na celebração do Tiradentes, quando seria homenageado.

    Lula deve estar a par do que está para acontecer.

    Tudo indica que o serviço foi encomendado e será entregue. Lula será condenado e, se vacilar, preso.

    Eu nunca vi um banditismo maior. E obviamente não estou me referindo ao Lula.

  25. O QUE FAZER ?

    Lendo e revendo várias das reportagens da série Xadrez, além da simples observação cotidiana dos fatos motivadores e subsequentes do golpe, lembrei de um texto muito bom de quando o FHC ainda escrevia algo que prestava. 

    É um texto de 1970 chamado: Dependência e Desenvolvimento na América Latina: Ensaio de Interpretação Sociológica.

    De forma breve e resumida, a teoria defendida no texto é que as elites econômicas de um país farão de tudo para se manterem no poder, mesmo que isto represente um atraso completo do país em todas as demais áreas. 

    Ele exemplifica os processos de industrialização ocorridos na Argentina, no Brasil e no México, para demonstrar que uma nova elite, além da agrário exportadora, havia conseguido chegar ao poder nestes países e por conseguinte trouxeram outras prioridades ao interesse nacional propciando a intensificação do processo de industrialização e um maior desenvolvimento econômico. 

    O contrário ocorreu em países como Peru e Bolívia, por exemplo, que mantiveram sua economia concentrada em produtos primários, com a industrialização majoritariamente centrada na indústria extrativa e com produtos de pouco ou baixo processamento. Apesar destas características estes setores são extremamente produtivos e comparáveis aos das economias centrais em termos de competitividade (ex.: mineração no Peru). Este Dualismo Estrutural (estruturas altamente desenvolvidas lado a lado com estruturas altamente atrasadas) possibilitava que a elite do país conseguisse obter o mesmo (ou próximo) padrão de consumo das classes médias altas dos países desenvolvidos. A isto, deu-se o nome de “Efeito Demonstração”. 

    As elites portanto farão de tudo para se manterem no poder, reforçando a dualidade econômica e pouco se importando para o desenvolvimento nacional já que o padrão de vida destas elites via “efeito demonstração” os deixa satisfeitos, principalmente em comparação ao resto do mundo. 

    O que estamos assistindo ao vivo e a cores é a retomada desta elite rentista, preconceituosa e escravocrata que sentiu que estava perdendo privilégios e está fazendo de tudo para se manter no poder, não importando o restante do país. O início do salto civilizatório que o Brasil passou nos ultimos anos foi o estopin para o golpe devido a sensação de perda de poder relativo. 

    Afinal, além da realidade objetiva do poder aquisitivo (dinheiro) do “efeito demonstração” temos também a sensação de ganhos e perdas de forma subjetiva. Se todos ganham, mas uns ganham mais que outros, os que ganharam relativamente menos perdem poder relativo e consequentemente não conseguem manter seus privilégios.     

    Enquanto não houver uma superação completa desta elite escravocrata, rentista e preconceituosa, juntamente com o fim da principal ferramenta de poder dessa elite (TV Globo), jamais conseguiremos dar um salto civilizatório consistente e perene, tanto em questões sociais, quanto econômicas voltadas ao interesse nacional e a um projeto de país que nos coloque definitivamente no centro do mundo. 

    A pergunta é: Como superar/derrotar esta elite ?

  26. Reticências

    “Eh tudo bandido”. Mas uns mais que os outros, certo, Janot 😉 A noticia da Folha pode não ser nada, mas eu apostaria que Janot andou se encontrando com Temer e propondo sua nada etica troca de favores. O famoso toma-la-da-ca da politica. O PGR que diz que Lula é bandido e deve ser condenado, desde sempre (Aécio Neves o primeiro da fila) fez seu troca-troca de favores com os “bandidos” politicos. E o que fazer com bandidos togados? E os dentro do MPF….

    Dilma Rousseff, todo mundo sabe que todo mundo sabe, caiu porque um dia colocou uma pessoa como ela na direção da Petrobras. A bandidagem, incluindo ai a imprensa que por hora se porta como moralizadora, caiu em cima de Dilma e de Graça Foster. Quem não conhece esse Brasil….

    Quanto as eleições de 2018. Uma incognita no dia de hoje. Se luizinho cair quem sabe cirinho consegue a vaga na ampla esquerda, centro e coxinhas entusiastas com o discurso articulado; se geraldinho ficar muito comprometido com todo o esquema, quem sabe joãozinho sai candidato; se a fada da floresta não ressurgir limpa do lindo lago do amor quem sabe uma outra terceira-via apareça…. Tudo pode sair depois desse vendaval. Porém acho que tudo continuara mais ou menos como dantes no quartel de Abrantes….

  27. Falta muito! Falta tudo!

    Faltam ainda as delações de outras empreiteiras.

    Faltam setores da economia também sujeitos a corrupção, ou seja: todos! (futebol, mineração, agronegócio, grilagem, etc.)

    Faltam as ações para o chamado “daqui para frente”. Enquanto se persegue e se acusa está faltando legislação e normas para aplicar a partir de agora, para que as coisas parem de acontecer. A operação pretende apenas prender Lula e acabar com o PT, e isso está ficando tão claro que o Brasil irá ficar até pior depois dessa operação cínica. Até o Moro estaria indo morar nos EUA, sabendo a lambança que irá ficar por aqui.

    Falta checar o enriquecimento ilícito dos cidadãos brasileiros, em geral. Conheço muita gente que vive ostentosamente, longe da sua competência, dedicação, cargo ou profissão. Os corruptos passeiam a plena luz do dia. Um bom começo seria destrinchar as contas bancarias e imóveis fora do Brasil.

    Falta esclarecer milhares de histórias mal contadas (helicóptero dos Perrella; morte da modelo Cristiane em BH; “suicídio” do policial que acusou Aécio; desaparecimento da “papelada” que incriminava à rede Globo; aeroporto do tio do Aecim; o avião de Eduardo Campos; a morte do Teori; a Lista de Furnas; e etc.). A mídia, junto com mentir descaradamente e perseguir opositores, incorre também no crime de omissão em relação a diversos fatos.

    O Brasil em geral não investiga, mas apenas foca em determinados fatos do seu interesse, assim como a policia, que resolve apenas 7% dos casos de assassinato no Brasil. E o resto?

    Falta esclarecer e justificar as polpudas aposentadorias de parte do setor público, aquele milhão de meritocráticos que puxam o cobertor com 70% do dinheiro total da previdência.

    Brasil é uma caixa sem tampa, sem fundo e sem laterais, onde brota talento, natureza e bio diversidade, ambições, esportes, música, petróleo, sonhos, matérias primas, riqueza, mas tudo cai para fora de uma caixa que não existe. Brasil é apenas um desenho num mapa.

    Falta verdade. Falta justiça. Falta sentimento de nação. Falta vergonha na cara. Falta acabar com privilégios. Falta o povo sair às ruas e acabar com todo este cinismo descarado.

    Falta tudo; refazer o Brasil.

  28. O artigo é otimista

    O artigo é otimista demais.

    Conversando aqui e ali fica claro que as pessoas absorveram a narrativa de Globo, tanto que continuam endeusando Sergio Moro e a Lava Jato. Foram acostumadas desde crianças com a narrativa de que o problema do Brasil é a “corrupição”. O que está vindo a tona apenas confirma essa impressão.

    Mas a coisa fica pior: quando conto o pouco que sei as pessoas me olham com incredulidade. Não aceitam a ideia de que são burras, estúpidas, preconceituosas e manipuladas com extrema facilidade. É depais para a minúscula capacidade de compreensão delas. Tanto que a segunda reação é negar, não aceitar a explicação que ofereço.

    E olha que em alguns casos são pessoas com nível de instrução superior, mas cuja compreensão do mundo e da política as vezes mal ultrapassa a da capacidade de uma criança de 8 anos. 

    Temos um longo caminho pela frente. E ele será tenebroso;

    • Pertinência

      Excelente observação, estamos sendo engolidos pela ignorância que impera nas mentes controladas pelo simplismo que lhes é impingido pela mídia tradicional, pela “explicação” fácil com cara de conveniente e pela falta de capacidade de analisar situações com alguma complexidade. No império da mediocridade tem sido muito difícil contar com o mínimo de senso, de razoabilidade e de contexto histórico para discussão dos assuntos, e não estamos falando exatamente de gente cujos acessos à educação e à informação foram negados/negligenciados. Poder contar com espaços de informação e debate como a internet se tornam fundamentais para sobrevivência na selva.

  29. Eleita
    Quem mesmo? Ah, esses detratores…

    Amanhecer rindo da vergonha e hipocrisia alheias: não tem preço!

    Dos melhores artigos de Nassif!

    Pena que serão poucos: viventes e videntes.

  30. E se fosse estabelecida uma

    E se fosse estabelecida uma corrupcão de coalizão, i.é, cada um apenado de acordo com o potencial corrupto que possui ? Tive essa idéia, magistral diga-se, tomando como inquestionável o exposto na Peca 3. Fiz alguns cálculos aritméticos, à mão mesmo, nem precisa de calculadora, aquilo que é chamado de “conta de verdureiro”, cheguei às conclusões: Serra e Aécio, 50 anos de xilindró, em celas separadas; Alkmin, 35 anos, com direito a cilício; Lula, 2 dias de pernoite, com direito de assistir pela Globo jogo do Corintians, se coincidir no mesmo dia, ou melhor, na mesma noite. Essas penas poderão ser aumentadas ou diminuidas dependendo da evolucão delatória descomprovando provas ou provando as que não são,  conforme interpretacão do NNR, Novo Normal Jurídico. Nesse caso, o centro de gravidade do pêndulo do potencial corrupto será alterado.

  31. MAGINE Nassif  ..estou

    MAGINE Nassif  ..estou ouvindo esta estoria de discutir o país há 50 anos..verdade é que ainda não sabemos que país nos sobrará

    Ainda estou perguntando – qual o PAPEL das FORÇAS ARMADAS nisso tudo ? Sem uma arma a lhes garantir, DUVIDO que estas pessoas teriam coragem e o atrevimento que ora se permitem  ..incluisve em defenderem projetos que ATENTAm contra interesses geopolíticos

    Uma verdade vc disse, DILMA CAIU por odiar a política (igual aos adolescentes MÍOPES da LAVA JATO), prova de que não estava talhada pro cargo (e era MESMO incompetente, não tenho duvidas disso) 

    Sobre LULA  ..um dia o BRASIL havera de reconhecer que ele é o nosso Nelson Mandela, Gandhi ou Mart Luther King  ..o MAIOR representante mundial que este país já teve (ainda bem, pq de Pelé e Senna já tava de saco cheio)

     ..e qto os “pequenos pecados”, do que vi, aconteceram FORA do seu governo  ..nada nada, absolutamente nada que se assemelhe a atos de corrupção contra o Estado ou contra os interesses da sociedade brasileira (como com a privataria, a liquidação da industria Naval, da Petrobrás, os sucessivos projetos de INTERESSE NACIONAL – submarino, domínio nuclear e tecnológico diversos em diversos setores etc)  ..

    ..ou mesmo com o que se fez com a desconstrução da obra e arrojo dum EIKE BATISTA (isso mesmo) e a CVRD recentemente 

    • MAGINE dois:
      tem ainda a

      MAGINE dois:

      tem ainda a questão, para além das Forças Armadas, do “controle da corrupção” sobre os próprios magistrados  e o próprio Mistério Público (todos eles).

      Acho ótima a proposição de arregaçar as mangas, mas o sentido sugere que esta involução, contruída e desenvolvida para durar o quanto seja preciso e necessária, ainda vai produzir muito caos antes de sequer aparentar a poeira baixando. De qualquer forma, é importante ter otimismo e imprescindível estabeleer estratégias. O fato é que existe uma série de comoção pública criada (Lula, direitos sociais, Odebrecht…) ao mesmo tempo em que o país, no que tinha e ainda possui de riqueza, vai se diluindo e embarcando para alhures. Ou seja, voltamo-nos (quase) todos e a cada momento a discutir e tentar entender os tornados e a poeira no ar, enquanto os ratos se proliferam e vão surrupiando os bens naturais e industriais do país.

      Para arregaçar as mangas, parar o país imediatamente. Não haverá 2018, eleitoralmente, eis a primeira ‘premunição’ (se há uma prática terrorista do desgaste emocional, há sinais, pelo lado oposto, que o mesmo ocorre):

      http://www.goffredotellesjr.adv.br/site/pagina.php?id_pg=30

      Chamamos de Ditadura o regime em que o Governo está separado da Sociedade Civil. Ditadura é o regime em que a Sociedade Civil não elege seus Governantes e não participa do Governo. Ditadura é o regime em que o Governo governa sem o Povo. Ditadura é o regime em que o Poder não vem do Povo. Ditadura é o regime que castiga seus adversários e proíbe a contestação das razões em que ela se procura fundar.

      De acordo, entretanto, porque o Brasil, aquele, acabou. Já somos outro país e é necessário reconstruí-lo (do quase zero).

  32. Com a delação do Palocci

    as chances de Lula concorrer em 2018 são de 0%. A esquerda precisa se fechar em torno de Ciro Gomes esse é candidato natural para 2018 para enfrentar Doria, Marina e Bolsonaro.

  33. Os maiores interessados

    Os maiores interessados ainda não se manifestaram e nem se articularam para barrar as reformas: o povo

    Por incrível que pareça a maioria das pessoas nas ruas acham que se as reformas forem ruins o próximo governante poderá revertê-las com a mesma velocidade com que foram aprovadas

    Alguém precisa explicar algumas coisas pra esse pessoal: sobre a articulação dos canalhas do Congresso Nacional pra aprovação das medidas e o saque sobre as riquezas nacionais, o que levou décadas pra ser contruído, pode sim ser destruído em poucos meses e nunca se reerguer

    Por isso esse abatimento geral sobre a população e o desacreditar na política, ainda mais com a manipulação da Rede Globo 24 horas por dia enganando, mentindo e manipulando a população com viés goebbeliano algo que só foi possível por falta de combate de Lula e Dilma a esse sistema de jornalismo de 4º mundo

    Ainda bem que existem os nassifs da vida, ainda há esperança pro jornalismo…

     

    https://blogdotarso.com/2013/12/27/a-rede-globo-e-inimiga-do-povo-brasileiro/

    http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/222456/JN-omite-list%C3%A3o-e-Fernando-Morais-dispara-Globo-%C3%A9-inimiga-do-Brasil.htm

    http://www.ocafezinho.com/2016/04/29/a-globo-e-inimiga-do-brasil-e-precisa-ser-combatida-diariamente-afirma-wagner-nabuco-diretor-da-caros-amigos/

    https://jornalggn.com.br/fora-pauta/a-globo-contra-o-povo-brasileiro-em-dois-atos

    https://jornalggn.com.br/noticia/bandeira-de-mello-o-maior-inimigo-do-brasil-e-a-midia-brasileira

    https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-corrupcao-intrinseca-do-modelo-politico

    http://www.brasil247.com/pt/247/poder/156615/Nassif-Lava-Jato-reduzir%C3%A1-corrup%C3%A7%C3%A3o.htm

    https://jornalggn.com.br/blog/jose-carlos-lima/mcce-ranking-da-corrupcao-os-partidos-mais-corruptos

    https://jornalggn.com.br/blog/tods-pela-constituicao/collor-versus-dilma-entenda-as-diferencas

     

  34. Eu não leio e não vejo o pig,

    Eu não leio e não vejo o pig, portanto não sei qual foi a repercussão piguenta da afirmação do MT de que o Cunha instaurou o impeachment porque o PT não deu os votos contrários a sua cassação. 

    Eliane Catanhede, Merval, Josias, Noblat essas sumidades da analise política provavelmente escreveram colunas em que se mostram chocados com essa informação. Com certeza foi o assunto da segunda, será de hoje e dos próximos dias. 

    Ou não, na republiqueta em que o Brasil se transformou é só mais uma esculhambação, entre várias. Não sei como o Nassif consegue pensar em projeto de país. Não existe mais um país digno do nome, quanto mais projeto. 

  35. A destruição da confiança pelos golpistas

     

    …“ 2. Só é aceita a delação cujo conteúdo corresponder plenamente aos desejos do procurador. Se não concordar com as condições impostas , o sujeito continua preso. Se corrigir as delações depois de solto, o sujeito volta para a cadeia.

    3. As delações são a seco, procurador e delator, sem nenhuma espécie de mediação. Os procuradores têm poder absoluto para induzir os delatores e sua intenção maior é colher elementos para reforçar as teses previamente definidas.”…

    …”O que havia entre Lula e Emílio Odebrecht era uma relação de estreita confiança política e pessoal baseada em um projeto: as empreiteiras seriam a ponta de lança do soft power brasileiro na África e América Latina.”…

    …”Dilma caiu paradoxalmente por simbolizar tudo o que a Lava Jato pretende como legítimo: o símbolo máximo do político apolítico que não negocia favores com políticos, com o Congresso, com empresas e com o Judiciário, que não disputa poder no Ministério Público Federal nem no Tribunal Superior Eleitoral, e não levanta uma pena em defesa de seu governo.”…

    Os imaturos golpistas, desde suas monumentais impunes badernas por todo o Brasil, continuam dando incontáveis provas de muita soberba e despreparo. Continuam agindo sem a menor preocupação sobre suas inconsequentes, entreguistas e irresponsáveis ações causando bilhões de prejuízos ao Brasil, no agora e no futuro.

    Desonestos, incompetentes e afoitos, rapidamente, destruíram a confiança de importantes instituições. Destruíram a confiança do povo e dos empresários, daqui e de fora.

    Por incrível que pareça, acho que essa turma não sabia da importância mágica do clima de confiança, de liberdades e de euforia, para a prosperidade da economia no sistema capitalista – como o que reinava nos governos Lula/PT e Dilma/PT.

     

  36. Eu só sei de uma coisa: o

    Eu só sei de uma coisa: o Brasil que emergirá desse pântano todo dependerá da mobilização popular entre os dias 28 (Greve geral), 1º de Maio (Protestos contra as Reformas e contra Temer) e o dia 03 (depoimento do Lula ao fascista de Maringá). Se o povão não for para a rua com força total nesses dias, adeus projeto futuro de país. Só o povo pode reverter esse estado de coisas. Vejam o Paraguai: o atual Presidente teve que recuar na sua vontade de disputar a reeleição. O recado do povo queimando o Congresso foi claro. Aqui tem que ser pior, tem que ser uma quase revolução à la francesa. A únca chance para o povo pobre trabalhador é essa.

    • Não conte com nosso povo de

      Não conte com nosso povo de MERDA !!!

      O povo só sairá as ruas quando já estiver sofrendo os efeitos do ajuste, e não conseguira desfazê-lo..

      E votar na turma que aprovou, ah, vai votar sempre.

      Se o Brasil tivesse povo, Temer nem era presidente.

       

       

      • Ai que lindo os chiliques

        Ai que lindo os chiliques antipovo…o que a queda do poder não causa nas mentes pretensamente progressitas mas intimamente reacionárias, não?

    • Uma observação menos

      Uma observação menos preocupada e mais cética. As mobilizações de 28/4 e 3/5 são processo, construção. Da mesma maneira que se construiu a frente que está tornando infernal a aprovação da privatização da previdência, que obrigou o golpismo a tentar acelerar a destruição da CLT, que obrigou o golpismo a dar um golpinho e aprovar a terceirização liberou-geral às escondidas.

  37. As lembranças que tenho da

    As lembranças que tenho da história recente do país me levam a ter sérias dúvidas se haverá eleição em 2018; me levam a crer que, se houver eleição, ela terá regras e procedimentos para favorecer o grupo que deu o golpe. Não teriam tanto trabalho e tantos gastos pra dar um golpe com as finalidades que conhecemos para entregar tudo de mão beijada depois. Ou então a destruição causada ao brasil será tão grande que não importará quem ganhe a eleição, nada se poderá fazer para reverter o estrago. Vamos tentar tomar de volta o pré-sal ou  empresas privadoadas pra ver o que acontece…

    Implantou-se um regjme de exceção em 1964. A partir disso, regras, leis, etc sempre foram alteradas e até eleições canceladas para que o grupo que tomou o poder não o deixasse escapar. Posso confundir algumas coisas, mas, de 1964 em diante, até a “redemocratização” obedeceu a vontade do grupo dominante. Posso me enganar em algumas coisas, mas acho que não muito. Foram canceladas eleições em 1965; partidos foram extintos e implantado o bipartidarismo, ARENA “governista” e MDB oposição; presidente, governadores seriam eleitos por “colégios eleitorais” e os prefeitos das capitais seriam nomeados; em 1977 foi editado um pacote alterando a própria composição do congresso, inclusive com a criação dos senadores biônicos. Houve também aquela lei em que a propaganda eleitoral se limitava a apresentar uma fotografia com nome e número do candidato; cancelaram eleições em 1980; acabaram com o bipartidarismo; criaram a obrigatoriedade de que só se poderia votar em candidatos de um único partido para todos os cargos; decidiram que Figueiredo teria sucessor civil, mas “eleito” pelo colégio eleitoral. Maluf levou a melhor na disputa contra Andreazza dentro do PDS, o PDS rachou e uma parte se juntou com o PMDB e formou-se a chapa Tancredo-Sarney (ex-presidente do PDS, partido do “governo”, não foi?). Depois o grupo de dissidentes do PDS, a Frente Liberal, virou o PFL que depois virou Dem. Daí veio a eleição midiática que levou O Caçador de Marajás à presidência;. a derrubada do Caçador de Marajás com ajuda dos mesmos que o elegeram; a aliança PSDB-PFL em 1994; a emenda da reeleição porque Lula poderia se eleger já em 1998 para suceder fhc.

    E assim vai. Meu pessimismo em relação ao futuro próximo vem destas lembranças e do fato de que as organizações globo e o resto da mídia continuam no controle da informação. “Quem controla o presente, controla o passado; quem controla o passdo, controla o futuro”, não é mais ou menos que está escrito no 1984? Somos os Winstons Smiths, só isso.

    •   Além das trapaças, como

        Além das trapaças, como vestir os sequestradores de Diniz com camisetas do PT, há ainda outros golpes legais: de momento, lembro que após o susto com a vitória de Luiza Erundina para a prefeitura de São Paulo/SP, em 1988, inventaram o segundo turno, reduzindo o “risco” de uma vitória petista em 1989. Segundo turno esse que, mal reeleito Lula, a Direita aventou eliminar – até Aécio se sentir vitorioso no fim de 2014, quando jogou o assunto para baixo do tapete. A direita no Brasil não respeita qualquer regra, é canalha na véspera E no dia posterior. 

        Apenas uma hipótese: o próprio “sorteio” do número do PT, o 13, a mim parece algo providencial à Direita, sendo esse um número tido como azarado e azarento por muita gente supersticiosa.

  38. Quais são os motivos ?
    Tenho algumas dúvidas, or ex., mo que diz respeito aos motivos atuais das movimentações. Como entender que  PGR e Lava Jato estejam do mesmo lado,  “eles são o chicote nos parlamentares para acelerar  as reformas”, se justamente por causa do impacto das delações e da lista o projeto da reforma da Previdência estagnou e pode não ser vorado tornando-se uma derrota oara Temer ? Sem falar que, desde aí então, portanto,  justamente por causa da lavajato, ele vem  fazendo várias concessões no projeto. Como comentouö um outro leitor: a troco deque eles fariam isso, eles próprios são funcionários públicos. E  como encaixar essa afirmação: “Só é aceita a delação cujo conteúdo corresponder plenamente aos desejos do procurador.”    com a delação, uma das mais convincentes ,  de Marcio Faria sobre o encontro  no escritório de Temer para abençoar a super propina de $40 milhões de dólares, que colocou Temer completamente a nu ? Como PGR/lavajato querem que um  presidente com 1/3 de seus ministros aniquilados politicamente pelas delações/lista  (pelos próprios procuradores) implementem as reformas que rles desejam ? Eles próprios exigiram dos delatores delações para aniquilá-los. No meu entender, esse raciocínio não fecha. Existem outros  motivos. Quais  ? 

  39. O farsante

    Um tanto constrangido, Boechat se aproxima do microfone e faz ao procurador uma pergunta apresentada por inúmeros ouvintes: a Lava Jato não toca o PSDB?

    Determinado pelo ministro Fachin do STF, o fim do sigilo dos processos de investigação de políticos mostra o profundo envolvimento do PSDB com propinas pagas pelas empreiteiras, incluindo os principais caciques do partido, entre eles FHC, Alckmin, Serra e Aécio. Ressalte-se que tais processos são igualmente frutos da Lava Jato.

    Mas Deltan Dallagnol tergiversa. Em vez de falar sobre o PSDB, ele sequer o menciona em sua resposta. Dallagnol diz que a tese de que a Lava Jato persegue somente o PT não se sustenta porque outros partidos da base aliada estão sendo investigados.

    O problema é que a pergunta de Boechat – que se afunda ainda mais na poltrona onde está sentado – era simples; não falava sobre tese de partidarismo ou outras siglas. Ele então se vê obrigado a repetir a pergunta: os ouvintes querem saber a respeito particularmente do PSDB.

    Exposto mais uma vez à pergunta, Dallagnol não pode se esquivar. Ele deve tocar no nome do partido tucano, cujo valor de propinas (ou seja, fora o arrecado como caixa 2) recebidas provavelmente passa de R$ 100 milhões, como apontam os indícios revelados na lista do Fachin.

    Ao mesmo tempo, ele precisa improvisar, pois se trata de uma entrevista ao vivo. Dallagnol então decide argumentar a favor da inocência do PSDB, afirmando que, por não compor a base aliada ao governo, não haveria como o partido estar envolvido nos desvios da Petrobras. Ele se faz o exemplo vivo da ‘tese do partidarismo’ que havia acabado de negar.

    Levando em conta a lista de Fachin e a função exercida pelo procurador dentro da operação Lava Jato, essa afirmação é uma farsa, e faz, consequentemente, de Dallagnol um farsante. Estando no exercício do cargo público de procurador, estava ele obrigado a responder que todos os partidos políticos estavam sob investigação, e que a partir dos desvios relacionados à Petrobras, descobriu-se o modo como as empreiteiras influenciavam todo o espectro político brasileiro.

    Dallagnol deliberadamente tomou uma posição que, no fundo, possuía indisfarçável caráter político. Mais grave: a farsa é um modo de corromper o exercício do cargo no qual ele está investido e o poder judiciário que ele representa. Dessa forma é difícil acreditar que o ideal de justiça que ele diz perseguir seja, afinal, verdadeiramente justo.

    Isso não é, no entanto, um problema apenas de Deltan Dallagnol. O próprio juiz Sérgio Moro participou pessoalmente de inúmeros eventos ligados ao PSDB, não apenas fraternizando com pessoas investigadas, mas contribuindo para a promoção de quem organiza o evento – como no caso de João Dória, que trouxe o juiz para falar na Lide antes de se candidatar a prefeito. Nesses e em outros exemplos, como a divulgação de conversa telefônica ilegal, havia a mesma corrupção.

    Para além dos agentes da operação Lava Jato, o problema inclui quem se informa sobre tais atos e os percebe como normalidade, como aceitáveis, aos quais se deve reagir com tolerância. É, aliás, muito peculiar a relação do brasileiro com a justiça. Ela é reconhecida como lenta e ineficiente, promovendo impunidade especialmente para casos do colarinho branco.

    Todavia, não tem a reputação afetada pela corrupção, como é o caso dos poderes Executivo e Legislativo, graças ao privilégio de viver fora dos holofotes da mídia. De fato, passa dessapercebida a importância da atuação do poder judiciário para viabilizar o nível de corrupção brasileiro, bem como a corrupção sistêmica – que no judiciário é exclusivamente destinada a enriquecimento ilícito, e que raramente vem à tona, como no exemplo do juiz Nicolau dos Santos.

    Então o brasileiro não conta e, no fundo, nem se importa muito com esse tipo de justiça, civil e institucional. Por outro lado, produto de um país colonial, desigual e violento, fica no imaginário popular certa admiração pela justiça do Justiceiro, aquele que toma lado, cuja ação é personalista – ligada à uma pessoa, em vez de ser institucionalizada – e traz uma dose variável de violência e de arbitrariedade.  O Justiceiro passa por cima da lei se preciso for.

    Foi nisso que o país se meteu, na farsa do combate à corrupção liderada por Justiceiros como Dallagnols e Moros. De fundamental, nada mudou. Seque se fizeram mais amplos os holofotes da mídia, permanecendo o poder judiciário na conveniente sombra da qual depende a corrupção para vicejar.

  40. Reforma da previdência =
    Reforma da previdência = Anistia a grandes devedores(fuçem lá e verão!)
    Reforma trabalhista = Margens do”lucro Brasil”,ainda maiores(a bolacha no mercado vem tão pouco e é tão caro!)
    Alteração nos repasses da educação e saúde = A empresários “zoião” de olho no orçamento público enorme na área !
    PRONTO,O GOLPE FICOU PELADO E FEIO NA PRAÇA!

  41. Bolo

    Muito usado por uma figura pública como metáfora para entender que, segundo essa figura, para distribuir a renda seria necessário, antes, fazer crescer o bolo, tal objeto também serve metaforicamente para avaliar essa situação do peso dos processos/acusações.

    Está sendo feito um esforço enorme para convencer os incautos de plantão que uma mosca pousada no bolo se compara ao lançamento de um galão de óleo queimado sobre o bolo. Mais que isso, a partir de artifícios midiático-judiciais, querem dizer que as duas coisas são compatíveis, ou seja, ambas inviabilizam o bolo. Esse é o diversionismo que pretente criar as condições para punir aquele que não fez a dedetização do ambiente para evitar as moscas, colocando-o no mesmo nível daqueles que intencionalmente viraram um galão de óleo no bolo.

  42. Falta consciência política ao povo
    Não há dúvidas de que o nosso povo carece de consciência política de que, num Sistema Democrático e de Estado de Direito Pleno, que não é o caso do Brasil, todo o Poder e Justiça de Deus, que nos é dado para outorgarmos legal e legitimamente, conforme a Constituição Federal, aos nossos representantes, legisladores e fiscais da execução das políticas públicas de interesse do povo (Parlamentares), administradores públicos e executores das políticas políticas​ públicas de interesse do povo (Governos Federal, Estaduais, Distrital e Municipais) e juízes e desembargadores (Judiciário), todos atuando independentes em suas áreas específicas mas, por interesse do patrão, que é o povo, mas harmonizados entre si, objetivando respeitar e defender a CF, a unidade e a soberania nacionais, promoverem o bem-estar, a justiça e a satisfação dos cidadãos e contribuintes.
    À luz de tudo isso acima, ser importante o povo conhecer e exercitar, gargalos que entravam esse progresso da cidadania, existem, como nossa condição de grande maioria de analfabetos políticos (povo sem informação política construtiva e educadora) e da grande influência dominante dos analfabetos políticos funcionais (pessoas instruídas, que sabem​ o que é certo e errado mas, fazem e promovem o que é errado) essas, são as pessoas perigosas pois, são oportunistas e tudo que fazem é premeditado.
    Algo muito importante que os cidadãos (que são o patrão do setor público) devem saber, conhecer é ter meios de cobrar, em suas necessidades é que, para cada Política Pública de interesse do povo, aprovada pelas instâncias Legislativas (Congresso Nacional, Assembléias Legislativas Estaduais e Câmaras Municipais de Vereadores), ela, para sua execução, se vincula no Poder Executivo, a uma Secretária, Departamento ou coordenação e, essa mesma Política Pública para sua Fiscalização proativa de conformidade de sua execução pelo Poder Executivo, de qualidade, de funcionalidade e de satisfação dos cidadãos e contribuintes, se vincula no Poder Legislativo, em uma Comissão de Fiscalização e Controle-CFC.
    Por que isso é importante, Maria Amélia, porque se cada cidadão conhecendo-a, sabendo quem é o Presidente e Membros de cada CFC’s, por exemplo: CFC de Saúde Pública, o cidadão quando tiver um problema dá área de saúde pública, em vez de ficar brigando com atendentes, médicos, enfermeiras, etc, ele tem que saber e procurar satisfação do porque, a deficiência existe no Posto, Upa, hospital, maternidade, etc, é com o Presidente e Membros dá CFC de Saúde Pública de seu município, pois, são eles os Fiscais do Povo para Saúde Pública.
    Então, respondam: que conhece a CFC de Obras Públicas, seu Presidente e Membros, de seu município? É de seu Estado? Comecemos por aqui e, com essa consciência, estaremos contribuindo para melhorarmos a qualidade das obras públicas e de vida dá população, evitando obras sem qualidade e inacabadas, evitando obras sem funcionalidade, evitando obras superfaturadas, desperdícios de recursos. e corrupção, além de começarmos a responsabilizar os Fiscais do povo omissos.

    • Xadrez da política após o vendaval

      Romulus,

      o mito Lula não resistirá as delações de Emilio Odebrecht: o pelego está nu. agora que finalmente a verdade está vindo à tona, Lulinha Paz e Amor jamais poderá unificar a Esquerda. acabou. não se iludam com as pesquisas atuais de intenção de voto, são meramente circunstanciais.

      o problema com as delações sobre Lula não são evidências de sua “corrupção”, isto é apenas uma abordagem moralista pela Direita. o problema é expor Lula como o que sempre foi, principalmente no pós 1989: um pelegão anti-ético. isto não será esquecido. queira ou não, a Esquerda terá que enfrentar duramente esta questão.

      video: Lula foi pelego sindical da Odebrecht ainda nos anos 80

      [video: https://www.youtube.com/watch?v=uOsjieNN9es%5D

      .

      • “todo apoio à Lavajato”?

        Meu caro…

        Logo você?

        ~Comprando~ a palavra desse legítimo representante do 1%, na sua versão “Casa Grande e Senzala”?

        E pelo “valor de face”?

        Olha que até o PSOL já ta vendo o erro do trágico “todo apoio à Lavajato” da Luciana Genro.

         

         

        • Xadrez da política após o vendaval

          sempre fui um contundente crítico tanto da Lava Jato quanto de Lula. não passam das duas faces perversas da política brasileira: os senhores e o pelego.

          para quem acompanhou o surgimento e a carreira política de Lula, sempre foi fato dele jamais primar pela ética e pelo compromisso com os trabalhadores a quem liderou.

          o segundo turno da  campanha de 1989, deveria ter sido o momento para uma autêntica Esquerda dele se desvincular completamente. então ficou patente que Lula nunca seria o tipo de liderança necessária para o processo de grandes transformações sociais que o Brasil exige.

          o “cara” foi incapaz de respeitar a morte cerebral da própria mulher, se abraçando com os algozes dela em nome do Pacto à la Brasil para salvar a própria pele.

          Lula é hoje uma imensa pedreira no caminho de reconstrução da Democracia brasileira. como estamos em pleno karma instantâneo tudo isto será impossível de se negar.

          .

          • Triste
            Tirando todo o resto – que lamento profundamente – plenamente de acordo com carma instantâneo. E não metaforicamente.

          • Não sei qual o problema de
            Não sei qual o problema de colaborar para apaziguar os ânimos, o Brazil já não contém ódio demais?
            Foi um ato político, sim, é o que ele é, é por isso que transita em diversos meios.
            É preferível um político que se exponha do que um que viva escondido, enquanto ele estiver se expondo é sinal que está cumprindo o seu papel, quem vive nos bastidores não é um protagonista, ao meu ver é um rato e nestes eu não confio mesmo.
            O Brasil não suporta transformações significativas, será um banho de sangue, as transformações paulatinas são mais duradoras e sempre permitem correções em seu curso.

          • Xadrez da política após o vendaval

            -> Não sei qual o problema de colaborar para apaziguar os ânimos

            “apaziguar os ânimos” é um eufemismo para o trabalho sujo do pelego, aquele que “apazigua os ânimos” da montaria para que ele carregue docilmente o senhor. o Brasil sofre um golpe e o “cara” ao invés de liderar a resistência atua para “apaziguar os ânimos”. mais revelador impossível.

            mas o pior ainda não é isto, é não se darem conta, as viúvas do Lulismo, que seus argumentos e suas intervenções são um ótimo exemplo do mal causado ao Brasil pelo culto a Lula.

            postei 4 vídeos: um sobre Alberto Acosta e o resgate do sumak kawsay, outro sobre o EZLN, um outro sobre o DiEM25 e mais um sobre Mélenchon. nenhum deles despertou curiosidade. já a necessária crítica a Lula causa imediato furor em seus acólitos.

            não há nenhum futuro para o Brasil sob o Lulismo.

            .

      • Como pode um comentarista tão

        Como pode um comentarista tão brilhante escrever tantas bobagens movido por uma obsessão. Espere sentada o Príncipe Encantado da Política, Linda Donzela!!

        • Xadrez da política após o vendaval

          ->Como pode um comentarista tão brilhante escrever tantas bobagens movido por uma obsessão.

          talvez seja por eu não adotar um duplo padrão: o que vale para FHC vale também para Lula, o que vale para a Direita vale também para a Esquerda.o que vale para os outros é o mesmo que vale para mim.

          o caminho pela reconstrução não passa por Lula, ao contrário tem que passar por cima dele.

          .

           

          • Hein????

            E o que é que está valendo para FHC e não para Lula? FHC tem, COMPROVADAMENTE, uma fortuna em imóveis caríssimos, contas numeradas em paraísos fiscais, carrões de luxo, “cotas” societárias em “empresas” diversas (o mesmo vale para TODOS do PSDB e PMDB) e a fortuna do Lula, está onde? Onde estão os imóveis caríssimos, as contas numeradas em paraísos fiscais, os carrões de luxo, as “cotas” societárias em “empresas” diversas? Acusar é fácil (por exemplo, eu posso acusá-lo de ser um parvo), provar é que são elas! E até que se prove, o sujeito permanece inocente perante a justiça (pelo menos costumava ser assim). Lula usou seu prestígio político internacional para que empresas brasileiras competissem no exterior (o que faz todo e qualquer nacionalista EM TODO O MUNDO) e por isso é um “pelego da Odebrecht”? Lula errou, ao não incentivar o debate político? Lula errou, ao não desmantelar a quadrilha que atuava dentro da Petrobrás desde tempos imemoriais? A Dilma tentou e, por isso, foi golpeada sem piedade! Com um congresso e um stfinho como os que estão aí, me admira muito que tanto Lula, quanto Dilma, tenham conseguido governar e fazer TUDO o que fizeram. Mas, para os iluminados como você, Lula errou, errou, errou… E você é um imaculado, isento de qualquer nódoa moral, um “puro” da esquerda… Poupe-me! O pior tipo de pensamento político é o esquerdismo hipócrita, que investe contra seus pares com uma fúria descomunal, enquanto isentam os do outro espectro político: “porque deles não espera algo diferente”… Com esse discursinho de “limpeza étnica”, vocês corroboram com as ações espúrias da direita/elite e ajudam a disseminar um ódio desproporcional contra toda a esquerda. Ou é muito cinismo ou muita ignorância!

          • Hein????

            E o que é que está valendo para FHC e não para Lula? FHC tem, COMPROVADAMENTE, uma fortuna em imóveis caríssimos, contas numeradas em paraísos fiscais, carrões de luxo, “cotas” societárias em “empresas” diversas (o mesmo vale para TODOS do PSDB e PMDB) e a fortuna do Lula, está onde? Onde estão os imóveis caríssimos, as contas numeradas em paraísos fiscais, os carrões de luxo, as “cotas” societárias em “empresas” diversas? Acusar é fácil (por exemplo, eu posso acusá-lo de ser um parvo), provar é que são elas! E até que se prove, o sujeito permanece inocente perante a justiça (pelo menos costumava ser assim). Lula usou seu prestígio político internacional para que empresas brasileiras competissem no exterior (o que faz todo e qualquer nacionalista EM TODO O MUNDO) e por isso é um “pelego da Odebrecht”? Lula errou, ao não incentivar o debate político? Lula errou, ao não desmantelar a quadrilha que atuava dentro da Petrobrás desde tempos imemoriais? A Dilma tentou e, por isso, foi golpeada sem piedade! Com um congresso e um stfinho como os que estão aí, me admira muito que tanto Lula, quanto Dilma, tenham conseguido governar e fazer TUDO o que fizeram. Mas, para os iluminados como você, Lula errou, errou, errou… E você é um imaculado, isento de qualquer nódoa moral, um “puro” da esquerda… Poupe-me! O pior tipo de pensamento político é o esquerdismo hipócrita, que investe contra seus pares com uma fúria descomunal, enquanto isentam os do outro espectro político: “porque deles não espera algo diferente”… Com esse discursinho de “limpeza étnica”, vocês corroboram com as ações espúrias da direita/elite e ajudam a disseminar um ódio desproporcional contra toda a esquerda. Ou é muito cinismo ou muita ignorância!

          • Xadrez da política após o vendaval

            -> Poupe-me!

            estás perdido no tempo e no espaço.

            já aconteceu o golpe e insiste-se nessa discurseira baba-ovo do Lulinha Paz e Amor. esta é a prova inegável do mal que o Lulismo fez ao Brasil, e dos motivos pelos quais o mito do Lulismo deve sim ser destruído.

            foi por este tipo de conduta acrítica, infantil, descerebrada e irresponsável que chegamos ao golpe. foi por este apoio incondicional ao Lulismo que a Ex-querda se perdeu e se vendeu.

            e onde estão agora Lula, Dilma e as viúvas histéricas do Lulismo? estão na linha de frente da luta contra o golpe?

            porra nenhuma! estão suplicando pelo Pacto à la Brasil, para voltar a se lambuzarem com os cargos e as verbas públicas e do caixa 2 das doações empresarias.

            para atender a última linha do artigo do Nassif (->É hora de começar a discutir o novo Brasil, depois do vendaval.) postei 4 vídeos: um sobre Alberto Acosta e o resgate do sumak kawsay, outro sobre o EZLN, um outro sobre o DiEM25 e mais um sobre Mélenchon.

            nenhum deles despertou curiosidade dos Lulistas. já a necessária crítica a Lula causa imediato furor em seus acólitos. só lhes importar a defesa do “chefe”.

            sois uns merdas! não esqueceremos.

            .

  43. Pelas redes e zap…
    Se “as esquerdas” não se prepararem não duvido que haja um banho de sangue e a culpa seja imputada aos “arruaceiros”. vejam o que circula nas redes e no whatsapp. Recebi, para minha tristeza, de uma, algum dia, amiga e que foi lobotomizada como boa parte das pessoas que eu conheço. Nunca me senti tão sozinho no meu sonho de um país mais justo e fraterno.
    ———-

    *URGENTE – Sob a batuta de Requião e Gleisi, no Dia do Interrogatório de Lula, PT planeja destruir Curitiba*

    Vergonha. Vandalismo Profissional. Organização criminosa. Exército recrutado. Intenção é destruir Curitiba. Conseguir visibilidade Mundial e vender falsa imagem, de ser o povo Brasileiro, reagindo a opressão e perseguição a Lula.

    Gleisi Hoffmann e Requião, desafetos declarados, interesses convergentes, unidos
    pela mesma certeza:
    – Precisam da sobrevivência de Lula e sobrevida do PT, para almejarem um futuro.
    Ela, consciente de ter encerrado seu ciclo no Paraná, sabe que não se reelegerá Senadora, restando-lhe a Presidência Nacional do PT, como tábua de salvação.
    Ele, um Zumbi decadente. Derrotado, desprestigiado e ridicularizado, se Lula não emplacar em 2018, terá de sumir para os confins do fim do mundo, pra fugir dos processos e condenações.
    Unidos, montam esquema jamais visto no Brasil, para o dia agendado pra Lula, se apresentar a Moro.
     Alerta Polícia Federal, Moro e autoridades locais.

    Plano macabro, minuciosamente orquestrado, com apoio logístico de Nativos, liderados por Requião e Gleisi.
    PT anunciará na mídia invasão de simpatizantes, em solidariedade ao Líder. Grupos chegarão em caravanas, pra desviar foco e fazer número.
    Em paralelo, de forma camuflada em em doses homeopáticas, dias antes do julgamento, chegarão Profissionais da baderna, conhecidos e fichados, com hospedagem, alimentação, deslocamento e grossas diárias, pagos vias não declaradas.
    Chegarão em carros particulares, aviões e ônibus de linha, vindos principalmente do Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre, com intuito de se infiltrar entre manifestantes e iniciar quebra quebra histórico.
    Quanto mais estragos e gente machucada, melhor.
    Orientação é partir para corpo a corpo com Polícia, obrigando-a a atitudes extremas, pra usá-las politicamente.
    A ideia é vender ao Mundo os danos causados pela Lava Jato, ao perseguir o “inocente Lula da Silva”, sob protesto da População e truculência da Polícia, comandada por Golpistas, querendo tirar o povo do poder.
    Dois coelhos numa única baderna. Venderão imagem de uma Curitiba infestada de Tiranos de Direita, aniquilando Resistência Popular com uso da força e desqualificarão Investigações contra o PT.
    No dia seguinte, seguindo o combinado, Juizes do Tribunal Superior sairão criticando abuso de Poder de autoridades, vitimizando baderneiros, como se fossem inocentes populares defendendo um inocente, com divulgação 24 horas em Emissoras conhecidas.

    Cenário ideal. Curitiba a Cidade das Flores e base da Lava Jato. Mundo receberá imagem distorcida, como se o País estivesse dividido, com maioria revoltada diante injustiças contra Lula.
    Cabe às autoridades a obrigação de desbaratar a trama, monitorando quem chega ou circula pela Cidade, dias antes do julgamento. Identificar e mostrar envolvidos em confrontos, interrogando-os com firmeza, em busca de saber objetivos e quem financiou.
    Em Paralelo, Líderes de Movimentos Sociais, sabidamente financiados pelo PT, colocarão “Mortadelas” acampados nas belas ruas da Capital do Paraná, pra emporcalhar e vender rostos desfigurados, abandonados e prontos pra lutar por seu herói…
    A Cidade Sorriso, exemplo de organização e urbanismo, entre grandes capitais, na reta de famigerados sem escrúpulos, dispostos a tudo, pra manter a Dinastia Bolivariana do Czar Lula.
    Exemplos não faltam.
    Venezuela é ali.
    A gente sabe. O limite desses Psicopatas, é não ter Limites.
    Se nada for feito pra prevenir, será no mínimo suspeito.
    Avisados estão.

  44. Xadrez da política após o vendaval

    Este Nassif sempre acendendo uma luz. Obrigado, Nassif por mais este TEXTO, como dizia o nosso Caro Educador Paulo Freire, ” … viver e um ato pedagogico  … “, e como estamos vivendo muitos atos politicos simultaneamente necessitamos de ajuda para entender tantas tramas que por seculos e decadas vem sendo aperfeiçoadas pela nossa elite CORRUPTA, assim a malicia e grande e um discernimento aguçado se faz necessario para não ficarmos abobalhados … assim Nassif, obrigado, parabens, saude e vida longa … !!!

  45. Não dá

    Sinceramente, concordo com tudo o que foi escrito em mais um bom artigo de Luis Nassif, exceto com sua consideração final. Não por um pessimismo fatalista, gênero “não sobrará nada do Brasil”… Claro que haverá sempre do que refazer ou reconstruir os estragos, o privilégio e a danação do País reside nisto, sua riqueza interna ainda permite tais reconstruções, poupado que foi de grandes cataclismas (humanos ou não).

    Meu pessimismo deriva de ler que, com poucas (e muito boas) exceções, o perfil brasileiro continua o mesmo. Não buscamos justiça, buscamos apenas vingança. Ou revanche, se acharem melhor. Os posts de direita repetem a litania de vingança contra a esquerda que permitiu aos mais desfavorecidos esquecerem por um breve momento qual era seu lugar no mundo, empanando assim o brilho de seu auto-engano pessoal com a presença daquela “gente que não se enxerga” ousando dividir espaços e benefícios com os “merecidamente eleitos” (por simples sobrenome ou por construções pseudo-meritocráticas). Nos posts da esquerda, as mesmas diatribes lançadas contra Lula pela direita, como “prova” de que ele e o PT devem sair do caminho, que a hora e a vez são dos novos representantes da esquerda, não raro ligada aos próprios autores dos posts. Despejam uma raiva rançosa, eivada de velhos rancores silenciosos (eleições em sindicatos e congêneres outrora perdidas para os petistas, por exemplo) esquecidos de que, além de fazerem o melhor jogo que a direita poderia desejar, ao puxarem o tapete do único candidato viável dentro do pobre espectro da centro-esquerda nacional, não terão nenhum nome a apresentar caso ele seja alijado do processo. Lula está longe de ser um dirigente ideal, mas fora ele, quem?

    Ah, mas “a hora é de aproveitar, destruir o modelo de democracia representativa e fazer a revolução”… Ãhã, tá bom. Agora senta ali, Cláudia. O século atual é o XXI, não o XIX. As únicas revoluções possíveis são construtos artificiais, levados a cabo pelos reais donos do poder com o cunho de modificar o espectro dominante conforme seus interesses. Qualquer outra tentativa real de mover as estruturas de qualquer estado -nação será vista como caso de polícia, e tratada como tal, ou pode descarrilar para um conflito interno imprevisível e sangrento (ditaduras ou guerras civis), com a única certeza que não haverá vencedores, pois em tais situações só há vencidos. Não tem nada de românticas, são hoje o que sempre foram: banhos de sangue. Só que hoje teríamos dois fatores adicionais, a arte de matar potenciada pela tecnologia e o sentimento de vingança levado ao extremo. Quem quer outras Alepos? Só os vingativos, claro.

    A psicanálise explica a pulsão belicista como resultado de frustrações de outra natureza. A julgar pelos discursos que lemos, nas duas pontas do espectro ideológico, quantos frustrados temos por aqui…

  46. .. novo Brasil? Sei não..
    .. pelo menos no karate é assim: as frações de segundos que antecedem um golpe são preenchidas por intensa concentração e canalização de energia.. o golpe em si é uma explosão, como se fosse a uma mola contraída e depois solta.. toda essa energia é representada por um grito, que nós, karatecas, chamamos de kiai.  A política evidentemente é o reino da racionalidade, e é assim que o povo a percebe.. um complexo jogo.. que acontece lá longe.. nos palácios de governo.. não tem nada a ver com luta marcial..  .. porém, nos últimos anos, a política brasileira tem sofrido enormes agressões.. .. é porrada de tudo quanto é lado.. puxem pela memória.. .. podemos começar lá pelos meados do mensalão e toda aquela farsa produzida no stf com o claro objetivo de anular lideranças populares e eleger, vcs sabem muito bem, os corruptos que aí estão.. .. e desde ali, dia após dia, sofremos agressões tão absurdas, tão intensas, a ponto de parcela (considerável) da população, alimentada pela grande quantidade de informação NÃO controlada que a internet dispõe, ter a noção clara de que já não há mais jogo político, é uma guerra.. .. e a tensão aumentou consideravelmente.. .. na minha opinião, o ápice desse tensionamento foi o dia que ex-presidente Dilma foi ao Senado fazer sua defesa contra o impeachment, 29/08/2016.. .. me lembro que na época saí sugerindo por aí, inclusive para a própria, que a Dilma se reunisse com as pessoas no Memorial JK e descesse o morro, passando pela rodoviária, rumo ao congresso, a pé, de mãos dadas com o povo.. .. era prá invadir o congresso.. .. eu conhecia várias pessoas (eu, inclusive) dispostas a sair de vários estados do Brasil para acompanhar a presidenta numa caminhada dessas.. naquele momento o povo estava em tensão máxima, pronto para desferir um golpe mortal contra os bandidos que dominam o Brasil.. .. mas, como todos sabemos, a Dilma optou por entrar pelas portas dos fundos, sem o povo.. .. se a escolha dela foi correta ou não, confesso, não sei dizer, até porque tem muita água rolando debaixo dessa ponte.. Mas sei dizer que nada se cria, tudo se transforma, e nesse caso, sem mais delongas, a energia que você não deu passagem se transforma em frustração.. internaliza de forma negativa.. vira desânimo.. É essa a leitura que eu sugiro você faça da parcela da população mais consciente e que era capaz de um movimento revolucionário ou pelo menos profundamente transformador do que está aí.. Quando o MTST ocupou a Paulista, eu pensei “ôpa, nova oportunidade”.. o povo ocupa a Paulista, paralisa a maior cidade do Brasil, movimento que certamente vai se espalhar por todo o país.. .. que nada.. no final os caras acabaram tendo que sair com a promessa de linha de financiamento na Caixa (como é que vai fazer financiamento sem emprego formal? Enfim..).. .. percebam que dia após dia vai aumentando a percepção das pessoas de que tá tudo dominado.. Eu acho que o depoimento do Lula em Curitiba, agora em maio, é a última chance de alguma coisa acontecer.. .. “os caras” também sabem disso.. e vão tentar melar de tudo quanto é jeito.. .. aliás, não são as pesquisas, é a perspectiva da prisão do Lula que está fazendo a mídia bater mais intensamente nele nos últimos dias.. e já tem muita gente comprando a versão do PIG, que transformaram os corruptos em fonte da verdade, num jogo totalmente viciado.. .. mas o fato é que, passada essa oportunidade,  se não for por esse caminho, prezado Nassif, eu acho que não teremos esse novo Brasil que vc está sonhando aí.. .. tudo bem, o vendaval vai passar.. as coisas vão se acalmar.. mas porque as pessoas vão aceitar o jugo.. vão entregar os pontos.. .. teremos, no máximo, revoltas pontuais, que serão facilmente debeladas pelo sistema.. .. Brasil colônia dos EUA..

  47. Novo Brasil vs. velha mídia

     

    >>Assim que refluir a ofensiva atual, a disputa política se voltará para os fatos concretos da política: a disputa de projetos nacionais em 2018. Portanto, é hora de arregaçar as mangas e trazer para o centro do jogo os intelectuais, os gestores públicos, as associações empresariais e os movimentos sociais, sindicatos e academia. É hora de começar a discutir o novo Brasil, depois do vendaval.

    Começando pela mídia!

    http://www.romulusbr.com/2017/04/alerta-na-franca-e-brasil-quando-midia.html

    • Xadrez da política após o vendaval

      o debate político está totalmente distorcido no Brasil. este é um dos mais pérfidos legados do Lulismo.

      pequeno grande exemplo: Mélenchon é de extrema-esquerda? que espectro político reduzido é este? ah! claro! o da mídia empresa presstitute. é a mídia pautando e ditando os referenciais!

      Mélenchon e Varoufakis, e mesmo Alberto Acosta e até o EZLN, situam-se ponderadamente dentro de um modelo de gestão do Capitalismo. portanto, nada tem de “extrema-esquerda”.

      o que ocorre é que a Ex-querda há muito nada tem de Esquerda. são apenas funcionários do grande capital para frear os movimentos sociais, como agora os mega empresários brasileiros estão citando em suas dedurações premiadas.

      e este é outro ponto decisivo: se as dedurações premiadas são válidas quanto a Aécio, Serra e Temer, por que não o seriam para Lula e a pelegada da CUT?

      o que deveríamos estar debatendo são outros paradigmas, como os imprescindíveis “A Insurreição que vem” e “Aos Nossos Amigos”, ambos do Comitê Invisível. ou toda a proposta do Sumak Kawsay, o Bem Viver e seu Estado Plurinacional incorporando constitucionalmente os Direitos da Natureza. deveríamos estar acompanhando atentamente os passos exemplares dos Curdos.

      ao invés disto, o que se faz? uma obsessão com 2018, um ano para sempre longe demais, e com Lula, um “cara” definitivamente pertencente a um Brasil morto-vivo que impede o nascimento do novo.

      a verdade é que a Ex-querda Lulista está aprisionada num labirinto do qual não tem a menor vontade de sair. mas a crise a está arrastando para a luz do dia…

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      • >> e este é outro ponto

        >> e este é outro ponto decisivo: se as dedurações premiadas são válidas quanto a Aécio, Serra e Temer, por que não o seriam para Lula e a pelegada da CUT?

        Aí é que está: ~eu~ sou coerente. Vc leu o post e viu, portanto, isso. Inclusive o meu alerta para a consequencia de gritar “pega ladrão” pros tucanos com base tao somente nas ~mesmas~ delaçoes ~torturadas~

        Mas sei exatamente do que vc ta falando…

        >> Mélenchon e Varoufakis, e mesmo Alberto Acosta e até o EZLN, situam-se ponderadamente dentro de um modelo de gestão do Capitalismo. portanto, nada tem de “extrema-esquerda”.

        Vai de novo no artigo sobre a eleiçao e vai pro final… subi varias atualizaçoes hoje. Inclusive algumas tratando exatamente disso.

        Convencionou-se “extrema esquerda”, mas pra mim o mais correto seria “esquerda da esquerda”.

        Assim como…

        – … Hamon!

        • Xadrez da política após o vendaval

          pô, Romulus

          não estou criticando vc especificamente! evidente que até discordo de algumas de suas posições. mas longe de mim desprezar o conjunto por conta de alguns de seus aspectos. outra coisa, sempre leio o que vc escreve, apesar, e sobretudo, de seu estilo “caótico”.

          a importância de Mélenchon não é tanto seu desempenho eleitoral, mas a mobilização que trouxe à cena política, e não só da França. já Hamon me parece (não tenho no momento informações suficientes) um dos costumeiros equívocos da Esquerda.

          aguardo suas últimas informações sobre as eleições na França.

          abraços

          .

           

          • Relaxa.
            Nao tomei a critica

            Relaxa.

            Nao tomei a critica pessoalmente nao…

            E sei BEM do que vc ta falando e fico PUTO com quem faz isso.

            Senao por coerencia, que o fizessem apenas por esperteza.

            É aquela do Sócrates:

             

            Legitima-se o método da delação “torturada” que depois será usado contra si!

            Vai por mim: Hamon é gente boa 😉

            Provavelmente bom demais, inclusive, para uma presidência de 5a Republica – que exige o personalismo e egocentrismo que ele nao tem.

            Ele é um team player. E tao de esquerda quanto Melenchon (eram da mesma ala “radical” do PS).

            Em compensaçao, sabe quem tem um ego do tamanho do do Napoleao e o personalismo de um De Gaulle?

            *

            Sobre a eleiçao, nao sei se vc ja viu o ultimo:

            http://www.romulusbr.com/2017/04/eleicoes-na-franca-entra-em-cena-o.html

            Grande abraço e bom fim de semana!

             

      • O que deveríamos estar

        O que deveríamos estar debatendo?

        Talvez pela ordem:

        1- Como resgatar o afastamento de uma presidente legitimamente eleita pelo voto?

        2- Os tres ultimos mandatos presidenciais foram bons para a maioria da população em comparação aos anteriores?

         

         

        • Xadrez da política após o vendaval

          ->1- Como resgatar o afastamento de uma presidente legitimamente eleita pelo voto?

          facilitaria muito se a própria estivesse na linha de frente nas ruas e não em Harvard. ela até estava indo bem no início, parecia renascida, como ums fênix. mas logo voltou a seu estilo de tecnocrata que detesta o cheiro do povo.

          seria decisivo se Lula desde sua “coercitiva” houvesse de fato percorrido o país, como prometera. mas acabou sendo o mesmo Paz e Amor de sempre.

          por isto: a crise é a crise de nossas lideranças. não nos falta um Povo, ao contrário do que propagam as falidas lideranças.

          .

           

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