Após impedir importação, fabricante da Sputnik V processará Anvisa

A Anvisa negou a autorização de importação do imunizante russo nesta segunda. Fabricante processará por difamação e por divulgar informações falsas intencionalmente

Jornal GGN – A fabricante da vacina russa Sputnik V, o Instituto Gamaleya, anunciou nesta quinta (29) que irá processar a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) por difamação, divulgar informações falsas intencionalmente e por usar critérios políticos para negar a importação da vacina russa.

A Anvisa negou a autorização de importação do imunizante russo nesta segunda-feira (26). No dia seguinte, o CEO do Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF), responsável pela produção e desenvolvimento da vacina Sputnik V, Kirill Dmitriev, afirmou que a decisão da agência brasileira foi influenciada por posturas políticas.

“Achamos que uma das explicações para a negativa da Anvisa é a influência americana”, disse o CEO do Fundo, acreditando que Washington orientou a entidade que responde ao governo Bolsonaro, para vetar a importação da vacina russa.

A medida foi uma maneira da agência brasileira brecar a importação, uma vez que, desde março, a lei permite que estados realizem a importação de um imunizante contra o coronavírus, desde que autorizados por autoridades sanitárias internacionais. Mas o pedido de 10 estados foi negado pela Anvisa.

Aprovada em 61 países, com aprovação de diversas agências reguladoras, o CEO do Fundo acusou a Anvisa de não ter sustentado cientificamente a negativa para a importação e disse que os dados enviados à agência foram desprezados.

“Anvisa foi pouco profissional. Ela alega que foram encontrados vestígios do vírus na vacina, mas nós temos testes que mostram o contrário. Aplicamos um dos processos de purificação e filtragem do vírus mais avançados do mundo, ainda que ele torne a produção mais cara que boa parte dos imunizantes disponíveis”, disse Dmitriev.

Com base nisso, o fabricante da vacina, Instituto Gamaleya, afirmou nesta quinta que entrará com um processo judicial. “Após a admissão do regulador brasileiro Anvisa de que não testou a vacina Sputnik V, a Sputnik V está iniciando um processo judicial de difamação no Brasil contra a Anvisa por espalhar informações falsas e imprecisas intencionalmente”, escreveu, nas redes.

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