Bolsonaro veta R$ 200 milhões para vacina da USP contra Covid-19

Esta semana, ministro da Ciência, Marcos Pontes, pediu apoio financeiro ao imunizante

Reprodução

Jornal GGN – Jair Bolsonaro (sem partido) vetou R$ 200 milhões que seriam destinados ao desenvolvimento da vacina contra Covid-19 “100% brasileira” anunciada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. As informações são do Estadão. 

No mês passado, a gestão de Bolsonaro divulgou que a vacina brasileira desenvolvida por cientistas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP) estava avançando. Horas antes, o governo de São Paulo informou que pediria aval para iniciar testes clínicos da Butanvac, o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan. 

“Marcão, vamos lá. Como é que ‘tá’ a nossa vacina brasileira? Essa é 100% brasileira, não é aquela ‘mandrake’ de São Paulo, não né”, perguntou Bolsonaro a Pontes nesta quinta-feira, 23, durante transmissão na internet, em referência à Butanvac,  que foi apresentada como 100% nacional, mas foi desenvolvida, na realidade, por pesquisadores de instituição americana. 

Na ocasião, o ministro Marcos Pontes demonstrou preocupação com a manutenção dos recursos no Orçamento para a vacina “100% brasileira”. Até então, estavam reservados R$ 207,2 milhões para o projeto dos quais R$ 200 milhões haviam sido injetados por meio de emenda do relator, senador Marcio Bittar (MDB-AC). Mas, logo após, foi feito o corte nos recursos. 

“O nosso desafio aqui é justamente o Orçamento. Esse custo é um investimento muito bom para o País. São R$ 30 milhões para essa fase 1 e 2, um ensaio clínico com 360 pacientes, e depois são mais R$ 310 milhões com a fase 3, com 25 mil pacientes. Tenho a esperança agora que isso entre no Orçamento”, disse o ministro na live. As fases 1, 2 e 3 envolvem testes em humanos, para avaliar a segurança e a eficácia do produto contra o vírus. 

Após a fala de Pontes, Bolsonaro falou brevemente sobre o Orçamento e, sem antecipar que o investimento na vacina seria vetado, avisou que “todo mundo” iria pagar a conta. “A peça orçamentária para os 23 ministérios é bastante pequena e é reduzida ano após ano. Tivemos um problema no Orçamento no corrente ano, então tem um corte previsto bastante grande no meu entender, pelo tamanho do orçamento, para todos os ministérios. Todo mundo vai pagar um pouco a conta disso aí”, disse.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora