Coronavírus: Bolsonaro não aceita exigências da Pfizer

Empresa afirma que, na América Latina, apenas Brasil, Argentina e Venezuela não aceitaram as condições apresentadas em seu contrato

Jornal GGN – A farmacêutica Pfizer não aceitou as exigências feitas pelo presidente Jair Bolsonaro para negociar sua vacina contra a covid-19.

A declaração da empresa foi feita durante reunião que contou com a presença do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Segundo a jornalista Monica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo, a empresa chegou a um impasse com o Ministério da Saúde por conta das cláusulas contratuais para a realização do negócio: a Pfizer quer que o governo brasileiro seja responsável por eventuais processos judiciais devido a efeitos adversos do medicamento, desde que o registro ou uso emergencial do medicamento tenha sido autorizado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tenha concedido o registro ou autorizado o uso emergencial e temporário.

Além disso, a Pfizer quer que qualquer tipo de litígio com o governo brasileiro seja resolvido em uma Câmara Arbitral de Nova York. Para garantir o pagamento, o governo teria de renunciar à soberania de seus ativos, e formar um fundo garantidor com valores depositados em uma conta no exterior.

Todas essas exigências foram alvo de críticas de Bolsonaro, o que travou as negociações. Segundo a empresa, essas exigências são seguidas por várias farmacêuticas, dentro de um padrão internacional.  No mundo, 69 países já compraram a vacina da farmacêutica norte-americana, desenvolvida em parceria com a alemã BioNTech.

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