Coronavírus: Caso de hepatite medicamentosa é registrado em SP

Paciente de 50 anos está no Hospital de Clínicas da Unicamp e fazia uso de remédios que já foram defendidos pelo governo federal

Jornal GGN – O Hospital de Clínicas de Campinas confirmou o primeiro caso de hepatite medicamentosa ligada ao uso do chamado ‘kit covid’, que engloba remédios como hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina.

Informações do jornal Correio Braziliense mostram que o paciente em questão é um homem de aproximadamente 50 anos, residente na cidade de Indaiatuba, no interior de São Paulo, com histórico de atleta e sem doenças pré-existentes.

Ele foi diagnosticado com o vírus há aproximadamente três meses e, um mês após fazer o uso do kit covid, zinco e vitamina D (por prescrição médica), ele começou a apresentar pele e olhos amarelados.  Contudo, não é possível saber se o uso dos medicamentos foi feito de forma preventiva ou durante a vigência dos sintomas.

O paciente chegou encaminhado de São Paulo já com a possibilidade de transplante, e uma análise dos exames já cogitava um quadro de hepatite pós-covid, já que ele havia tido o vírus em dezembro. Depois de apresentar um quadro de fadiga, pele e olhos amarelos, o paciente realizou biópsias nos meses de janeiro e fevereiro, onde foi possível apurar a perda de dutos biliares, o que induz ao quadro de síndrome da perda dos dutos biliares, uma das características das doenças tóxico-medicamentosas.

O presidente Jair Bolsonaro vem à público constantemente defender o uso do ‘tratamento precoce’ e do ‘kit covid’, mesmo com as evidências científicas mostrando que tais medicamentos não são eficazes contra a covid-19.

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