Coronavírus: Governos começam a retirada de cidadãos após aumento do número de mortes

A pressão aumenta para que a China controle a propagação da doença. A comissão de saúde do país disse que novos casos apareceram na província de Hubei, que está sob virtual bloqueio.

Photograph: Feature China/Barcroft Media

Jornal GGN – Japão e Estados Unidos retiraram centenas de cidadãos de Wuhan, em Hubei, na manhã de hoje, quarta-feira. Wuhan é o epicentro do surto de coronavírus, com aumento de casos de mortos pela doença, indo para 132, e com quase 1.500 novos casos no país.

O Japão fretou um avião e retirou 206 cidadãos, que foram de Wuhan para Tóquio. Entre eles, quatro passageiros apresentavam tosse e febre, sendo levados para um hospital em ambulâncias separadas para tratamento e novos exames. O porta-voz do governo disse que ainda não há confirmação de que foram infectados pelo vírus.

A pressão aumenta para que a China controle a propagação da doença. A comissão de saúde do país disse que novos casos apareceram na província de Hubei, que está sob virtual bloqueio.

O número de casos confirmados aumentou para um total de 5.974, superando os 5.237 casos ocorridos durante a epidemias grave da síndrome respiratória aguda (Sars), que matou 770 pessoas em todo o mundo e 349 na China continental.

Os Estados Unidos confirmaram que um avião deixou Wuhan na manhã de hoje com cerca de 200 cidadãos norte-americanos a bordo, incluindo funcionários do consulado local.

Segundo o porta-voz norte-americano, os viajantes serão rastreados e monitorados para proteger sua saúde ‘bem como a saúde e segurança de seus colegas americanos’.

A British Airways disse hoje que suspendeu todos os voos diretos para a China continental depois que as autoridades britânicas alertaram sobre viagens ao país, que deveriam ser ‘absolutamente essenciais’. O site da companhia mostra que não há voos diretos para a China disponíveis em janeiro e fevereiro.

A Austrália informou, também hoje, que ajudaria cidadãos ‘vulneráveis ou isolados’ a deixar a província de Hubei, onde Wuhan está localizada, e coloca-los em quarentena na Ilha Christmas, um território australiano no Oceano Índica que abriga um polêmico centro de detenção para requerentes de asilo.

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