Coronavírus: Manaus convive com enterros noturnos e caixões empilhados em vala comum

Além disso, os corpos passaram a ser empilhados em uma vala comum no principal cemitério da cidade, o Nossa Senhora de Aparecida.

Jornal GGN – A capital do Amazonas, Manaus, está em operação de guerra para conseguir dar conta do aumento de mortes por coronavírus. A Prefeitura passou a adotar o sistema de enterros noturnos por conta da média diária de 100 sepultamentos desde que a cidade foi assolada pelo vírus.

Com o aumento absurdo do número de mortes, o sistema funerário corre o risco de entrar em colapso. O sepultamento noturno foi uma maneira de tentar contornar a situação. Além disso, os corpos passaram a ser empilhados em uma vala comum no principal cemitério da cidade, o Nossa Senhora de Aparecida.

Segundo reportagem da Rede Amazônica, uma movimentação indicou a realização de enterros noturnos, com refletores iluminando sepulturas e máquinas. Os caixões são empilhados, separados apenas por uma tábua na cova comum. Até esta segunda, o Amazonas contabilizava 320 mortes e 3,9 mil casos de Covid-19.

Se há uma semana a média de enterros na cidade subiu para 100, antes disso era de 30 sepultamentos por dia, conforme indica o Sindicato das Empresas Funerárias do Estado (Sefeam).

A prefeitura chegou a oferecer e sugerir que famílias optem pela cremação, feito em parceria com uma empresa privada. Há uma semana, o cemitério recebeu contêineres frigoríficos para comportar os corpos.

Com informações de O Globo.

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