Covid-19 – Balanço de momento: 14,1 milhões de casos, 600 mil mortes e 7,9 milhões de altas, por Felipe A. P. L. Costa

Em números absolutos, os 20 países [2] mais afetados concentram agora 82% dos casos (de um total de 14.107.052) e 84% das mortes (de um total de 602.657)

Covid-19 – Balanço de momento: 14,1 milhões de casos, 600 mil mortes e 7,9 milhões de altas.

por Felipe A. P. L. Costa [*]

Este artigo atualiza os números a respeito da pandemia da Covid-19 divulgados em artigo anterior (aqui).

Levando em conta as estatísticas obtidas na madrugada de ontem para hoje (17-18/7) [1], eis um balanço da situação mundial:

(A) Em números absolutos, os 20 países [2] mais afetados concentram agora 82% dos casos (de um total de 14.107.052) e 84% das mortes (de um total de 602.657) [3]. Os números seguem a escalar, mas a um ritmo diário que está abaixo de 2% (está abaixo de 2,5% desde 8/5). Em termos globais, muitos países já passaram pelo topo da curva e estão a descer o outro lado do morro [4].

(B) Entre esses 20 países, a taxa de letalidade caiu de 4,7% para 4,4%. A taxa brasileira caiu de 3,9% para 3,8%. (Peru, Chile, Colômbia e Argentina, os outros quatro países da América do Sul que estão no topo da lista, têm taxas de letalidade mais baixas: 3,7%, 2,6%, 3,4% e 1,8%, respectivamente.)

(C) Nesses 20 países, 6,38 milhões de indivíduos receberam alta, o que corresponde a 55% dos casos. Em escala global, 7,89 milhões de indivíduos já receberam alta.

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Notas.

[*] Para detalhes e informações sobre o livro mais recente do autor, O que é darwinismo (2019), inclusive sobre o modo de aquisição por via postal, faça contato pelo endereço [email protected]. Para conhecer outros livros e artigos, ver aqui.

[1] Vale lembrar que certos países atualizam suas estatísticas uma única vez ao longo do dia; outros atualizam duas vezes ou mais. (E há países que estão a fazê-lo ‘semanalmente’, como é o caso de Camarões.) Acompanho as estatísticas mundiais em dois painéis, Mapping 2019-nCov (Johns Hopkins University, EUA) e Worldometer: Coronavirus (Dadax, EUA).

[2] Os 20 primeiros países da lista podem ser arranjados em cinco grupos: (a) Entre 3 e 4 milhões de casos – Estados Unidos; (b) Entre 1 e 2 milhões – Brasil e Índia; (c) Entre 500 mil e 1 milhão – Rússia; (d) Entre 200 e 500 mil – Peru, África do Sul, México, Chile, Reino Unido, Irã, Paquistão, Espanha, Arábia Saudita, Itália, Turquia, França e Alemanha; e (e) Entre 100 e 200 mil – Bangladesh, Colômbia e Argentina.

[3] Dois comentários. Primeiro. De ontem para hoje, houve algum erro nas totalizações. Visitando agora à tarde o painel da JHU (minha fonte principal), o total de mortes recuou de 602.657 para 598.098. Segundo. Os dois percentuais seguem caindo, uma indicação de que a pandemia segue ganhando força em outros lugares. Dois exemplos que ilustram bem essa dinâmica: (a) A China, o primeiro epicentro da pandemia, já saiu da lista dos 20 países mais afetados; e (b) A Austrália, que nos primeiros balanços chegou a integrar essa lista (aqui), está agora na 71ª colocação. (Ainda que as estatísticas australianas tenham dado um pequeno salto para cima nos últimos dias.) Assim é que, embora tenham se acalmado em alguns países, as estatísticas ainda estão a escalar em vários outros. Na Europa, onde a situação parece estar mais ou menos controlada, a Suécia segue sendo o pior ou um dos piores exemplos. (Mas os números ainda estão a escalar em países da Europa Oriental, como Bielorrússia, Cazaquistão [a maior parte do território do país, a rigor, está situada na Ásia, a leste do rio Ural] e Ucrânia.) Na África, a África do Sul está a escalar e preocupa; o Egito tem números expressivos, mas estes não parecem estar fora de controle; a Nigéria, o país mais populoso do continente, segue bem atrás. Nas Américas, os números estão a escalar em vários países, embora o descontrole observado nos EUA não tenha paralelo. Dois dos nossos vizinhos (Paraguai e Uruguai) seguem entre os bons exemplos – ver aqui.

[4] Para uma introdução ao estudo dos padrões de crescimento, ver as duas primeiras partes do artigo ‘Corpos, gentes, epidemias e… dívidas’ (aqui e aqui). Para detalhes sobre o comportamento da pandemia em escala mundial e nacional, ver a coletânea A pandemia e a lenta agonia de um país desgovernado.

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