Covid-19 – Balanço de momento (19-20/4), por Felipe A. P. L. Costa

Levando em conta os dados obtidos de ontem para hoje (19-20/4), um resumo geral do que se passa no mundo

Covid-19 – Balanço de momento (19-20/4).

por Felipe A. P. L. Costa [*]

Este artigo atualiza os números a respeito da pandemia da Covid-19 divulgados em artigo anterior [1].

Levando em conta os dados obtidos de ontem para hoje (19-20/4), um resumo geral do que se passa no mundo seria o seguinte:

(A) Em números absolutos, os 20 países mais afetados concentram 88% dos casos (de um total de 2.404.249) e 94% das mortes (de um total de 165.234) [2]. Os números continuam a escalar, mas a um ritmo declinante. Em termos globais, a maioria dos países ainda está aquém do topo da curva, mas alguns já começaram a descer o outro lado do morro [3].

(B) Entre esses 20 países, a taxa de letalidade subiu de 6,6% para 7,3%. Os cinco países que mais empurram a média para cima são Bélgica (14,8%), Reino Unido (13,2%), Itália (13,2%), França (12,8%) e Países Baixos (11,2%). A taxa brasileira está agora em 6,4%. Alguns dos países com as taxas mais baixas saíram da lista dos ‘20 primeiros’.

(C) Nesses 20 países, a julgar pelos números divulgados, quase 545 mil indivíduos já teriam recebido alta, o que corresponde a 26% dos infectados. China, Áustria, Irã, Suíça e Alemanha lideram os percentuais de recuperação, todos com mais de 60%.

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Notas

[*] Para detalhes e informações sobre o livro mais recente do autor, O que é darwinismo (2019), inclusive sobre o modo de aquisição por via postal, faça contato pelo endereço [email protected]. Para conhecer outros livros e artigos, ver aqui.

[1] O balanço anterior pode ser visto aqui. Estou a acompanhar as estatísticas mundiais em dois painéis, ‘Mapping 2019-nCov’ (Johns Hopkins University, EUA) e ‘Worldometer: Coronavirus’ (Dadax, EUA). A computação que estou a fazer leva em conta os dados divulgados no início da madrugada (horário de Brasília).

[2] Os dois percentuais seguem caindo, uma indicação de que a importância relativa de outros países está a aumentar. Embora pareçam estar se acalmando na maior parte da Ásia e da Europa (e em parte da Oceania), os números ainda estão a escalar nas três Américas e na África. Os 20 primeiros países do ranking podem ser arranjados em cinco grupos: (a) Acima de 500 mil casos – Estados Unidos; (b) Entre 100 e 500 mil – Espanha, Itália, França, Alemanha e Reino Unido; (c) Entre 50 e 100 mil – Turquia, China e Irã; (d) Entre 25 e 50 mil – Rússia, Brasil, Bélgica, Canadá, Países Baixos e Suíça; e (e) Abaixo de 25 mil – Portugal, Índia, Peru, Irlanda e Áustria.

[3] Austrália e, sobretudo, Coreia do Sul – ambos já fora da lista dos ‘20 primeiros’ – seriam dois dos destaques mais positivos. Sobre padrões de crescimento numérico, ver as duas primeiras partes do artigo ‘Corpos, gentes, epidemias e… dívidas’ (aqui e aqui).

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