Covid-19 – Balanço de momento: 2,9 milhões de casos, 200 mil mortes e quase 700 mil altas, por Felipe A. P. L. Costa

Levando em conta os dados obtidos hoje à tarde (25/4) [2], um resumo geral do que se passa no mundo

Covid-19 – Balanço de momento: 2,9 milhões de casos, 200 mil mortes e quase 700 mil altas.

por Felipe A. P. L. Costa [*]

Este artigo atualiza os números a respeito da pandemia da Covid-19 divulgados em artigo anterior [1].

Levando em conta os dados obtidos hoje à tarde (25/4) [2], um resumo geral do que se passa no mundo seria o seguinte:

(A) Já ultrapassamos 200 mil mortes. Em números absolutos, os 20 países mais afetados concentram 87% dos casos (de um total de 2.868.539) e 93% das mortes (de um total de 200.698) [3]. Os números continuam a escalar, mas a um ritmo declinante. Em termos globais, a maioria dos países ainda está aquém do topo da curva, mas alguns já começaram a descer o outro lado do morro [4].

(B) Entre esses 20 países, a taxa de letalidade subiu de 7,3 para 7,5%. Os cinco países que mais empurram a média para cima são Bélgica (15,3%), França (13,9%), Reino Unido (13,6%), Itália (13,5%) e Países Baixos (11,8%). A taxa brasileira está agora em 6,8%. Alguns dos países com as taxas mais baixas estão fora (saíram ou nunca estiveram) da lista dos ‘20 primeiros’.

(C) Quase 700 mil altas. Nesses 20 países, a julgar pelos números divulgados, aproximadamente 692 mil indivíduos já teriam recebido alta, o que corresponde a 28% dos infectados. China, Irã, Suíça e Alemanha lideram os percentuais de recuperação, todos com mais de 70%.

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Notas

[*] Para detalhes e informações sobre o livro mais recente do autor, O que é darwinismo (2019), inclusive sobre o modo de aquisição por via postal, faça contato pelo endereço [email protected]. Para conhecer outros livros e artigos, ver aqui.

[1] O balanço anterior pode ser visto aqui. Estou a acompanhar as estatísticas mundiais em dois painéis, ‘Mapping 2019-nCov’ (Johns Hopkins University, EUA) e ‘Worldometer: Coronavirus’ (Dadax, EUA).

[2] A situação brasileira. O Ministério da Saúde (aqui) acaba de divulgar os números deste sábado: o país agora totaliza 58.509 casos e 4.016 mortes. De ontem para hoje, houve um salto de 5.514 novos casos e 346 mortes.

[3] Os dois percentuais seguem caindo, uma indicação de que a importância relativa de outros países está a aumentar. Embora pareçam estar se acalmando na maior parte da Ásia e da Europa (e em parte da Oceania), os números ainda estão a escalar nas três Américas e na África. Os 20 primeiros países do ranking podem ser arranjados em cinco grupos: (a) Acima de 500 mil casos – Estados Unidos; (b) Entre 100 e 500 mil – Espanha, Itália, França, Alemanha, Reino Unido e Turquia; (c) Entre 50 e 100 mil – Irã, China, Rússia e Brasil; (d) Entre 20 e 50 mil – Bélgica, Canadá, Países Baixos, Índia, Portugal, Equador e Peru; e (e) Abaixo de 20 mil – Irlanda.

[4] Austrália e, sobretudo, Coreia do Sul – ambos já fora da lista dos ‘20 primeiros’ – seriam dois dos destaques mais positivos. Sobre padrões de crescimento numérico, ver as duas primeiras partes do artigo ‘Corpos, gentes, epidemias e… dívidas’ (aqui e aqui).

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