Covid-19 – Balanço de momento: 3,4 milhões de casos, 242 mil mortes e 1,1 milhão de altas, por Felipe A. P. L. Costa

Em termos globais, a maioria dos países ainda está aquém do topo da curva, mas alguns já começaram a descer o outro lado do morro

Covid-19 – Balanço de momento: 3,4 milhões de casos, 242 mil mortes e 1,1 milhão de altas.

por Felipe A. P. L. Costa [*]

Este artigo atualiza os números a respeito da pandemia da Covid-19 divulgados em artigo anterior [1].

Levando em conta os dados obtidos hoje à tarde (2/5), eis um resumo geral do que se passa no mundo:

(A) Já ultrapassamos as 240 mil mortes. Em números absolutos, os 20 países mais afetados concentram 86% dos casos (de um total de 3.397.879) e 93% das mortes (de um total de 241.547) [2]. Os números continuam a escalar, mas a um ritmo declinante. Em termos globais, a maioria dos países ainda está aquém do topo da curva, mas alguns já começaram a descer o outro lado do morro [3].

(B) Entre esses 20 países, a taxa de letalidade subiu de 7,5 para 7,7%. Os países que mais empurram a média para cima são Bélgica (15,7%), Reino Unido (15,3%), França (14,7%), Itália (13,7%) e Países Baixos (12,3%). A taxa brasileira está agora em 6,9%. Alguns dos países com as taxas mais baixas estão fora (saíram ou nunca estiveram) da lista dos ‘20 primeiros’.

(C) Mais de 1,1 milhão de altas. Nesses 20 países, a julgar pelos números divulgados, pouco mais de 892 mil indivíduos já receberam alta, o que corresponde a 31% dos casos. China, Irã, Suíça e Alemanha lideram os percentuais de recuperação, todos com mais de 75%. (Fora da lista, os destaques seriam Áustria e Coreia do Sul, ambos com percentuais próximos a 85%.)

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Notas

[*] Para detalhes e informações sobre o livro mais recente do autor, O que é darwinismo (2019), inclusive sobre o modo de aquisição por via postal, faça contato pelo endereço [email protected]. Para conhecer outros livros e artigos, ver aqui.

[1] O balanço anterior pode ser visto aqui. Estou a acompanhar as estatísticas mundiais em dois painéis, ‘Mapping 2019-nCov’ (Johns Hopkins University, EUA) e ‘Worldometer: Coronavirus’ (Dadax, EUA).

[2] Os dois percentuais seguem caindo, uma indicação de que a importância relativa de outros países está a aumentar. Embora pareçam estar se acalmando na maior parte da Ásia e da Europa (e em parte da Oceania), os números ainda estão a escalar nas três Américas e na África. Os 20 primeiros países do ranking podem ser arranjados em quatro grupos: (a) Acima de 500 mil casos – Estados Unidos; (b) Entre 100 e 500 mil – Espanha, Itália, Reino Unido, França, Alemanha, Turquia e Rússia; (c) Entre 50 e 100 mil – Irã, Brasil, China e Canadá; e (d) Entre 25 e 50 mil – Bélgica, Peru, Países Baixos, Índia, Suíça, Equador, Arábia Saudita e Portugal.

[3] Austrália e, sobretudo, Coreia do Sul – ambos já fora da lista dos ‘20 primeiros’ – seriam dois dos destaques mais positivos. Sobre padrões de crescimento numérico, ver as duas primeiras partes do artigo ‘Corpos, gentes, epidemias e… dívidas’ (aqui e aqui).

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