Covid-19 – Balanço de momento: 9 milhões de casos, 470 mil mortes e 4,4 milhões de altas, por Felipe A. P. L. Costa

Levando em conta as estatísticas obtidas na madrugada de ontem para hoje (21-22/6), eis um balanço da situação mundial

Covid-19 – Balanço de momento: 9 milhões de casos, 470 mil mortes e 4,4 milhões de altas.

Por Felipe A. P. L. Costa [*]

Este artigo atualiza os números a respeito da pandemia da Covid-19 divulgados em artigo anterior (aqui).

Levando em conta as estatísticas obtidas na madrugada de ontem para hoje (21-22/6) [1], eis um balanço da situação mundial:

(A) Em números absolutos, os 20 países [2] mais afetados concentram agora 82% dos casos (de um total de 8.952.428) e 85% das mortes (de um total de 468.331) [3]. Os números continuam a escalar, mas a um ritmo declinante. Em termos globais, muitos países já passaram pelo topo da curva e estão a descer o outro lado do morro [4].

(B) Entre esses 20 países, a taxa de letalidade caiu de 5,8% para 5,4%. A taxa brasileira caiu de 5% para 4,7%. (Peru e Chile, os dois outros países da América do Sul que estão no topo da lista, têm taxas de letalidade mais baixas: 3,1% e 1,8%, respectivamente.)

(C) Nesses 20 países, 3,52 milhões de indivíduos receberam alta, o que corresponde a 48% dos casos. Em escala global, 4,43 milhões de indivíduos já receberam alta.

*

Notas.

[*] Para detalhes e informações sobre o livro mais recente do autor, O que é darwinismo (2019), inclusive sobre o modo de aquisição por via postal, faça contato pelo endereço [email protected]. Para conhecer outros livros e artigos, ver aqui.

[1] Vale lembrar que certos países atualizam suas estatísticas uma única vez ao longo do dia; outros atualizam duas vezes ou mais. Estou a acompanhar as estatísticas mundiais em dois painéis, Mapping 2019-nCov (Johns Hopkins University, EUA) e Worldometer: Coronavirus (Dadax, EUA).

[2] Os 20 primeiros países da lista podem ser arranjados em seis grupos: (a) Acima de 2 milhões de casos – Estados Unidos; (b) Entre 1 e 2 milhões – Brasil; (c) Entre 500 mil e 1 milhão – Rússia; (d) Entre 200 e 500 mil – Índia, Reino Unido, Peru, Espanha, Chile, Itália e Irã; (e) Entre 100 e 200 mil – França, Alemanha, Turquia, Paquistão, México, Arábia Saudita, Bangladesh e Canadá; e (f) Entre 85 e 100 mil – África do Sul e Catar.

[3] Os dois percentuais seguem caindo, uma indicação de que a pandemia segue ganhando força em outros lugares. Dois exemplos que ilustram bem essa dinâmica: (a) A China, o primeiro epicentro da pandemia, acaba de sair da lista dos 20 países mais afetados; e (b) A Austrália, que nos primeiros balanços chegou a integrar essa lista (aqui), está agora na 72ª colocação. Assim é que, embora tenham se acalmado em vários países, as estatísticas ainda estão a escalar em outros. A Índia e o continente africano ainda são duas grandes interrogações. Nas Américas, além de EUA e Brasil, as estatísticas que mais chamam a atenção neste momento são as de Peru, Chile e México. Em compensação, dois dos nossos vizinhos (Paraguai e Uruguai) seguem entre os bons exemplos – ver aqui.

[4] Para uma introdução ao estudo dos padrões de crescimento, ver as duas primeiras partes do artigo ‘Corpos, gentes, epidemias e… dívidas’ (aqui e aqui). Para detalhes sobre o comportamento da pandemia em escala mundial e nacional, ver a coletânea A pandemia e a lenta agonia de um país desgovernado.

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1 comentário

  1. Claro, a estupidez nacional não tem fim.
    Já não basta o indivíduo andar na rua paramentado, com máscara, evitando aglomerações, pra comprar seu pãozinho, em meio a pessoas que não usam máscara dentre outras estupidezes nacionais, o CNS recomenda terapias complementares no tratamento de COVID-19.
    Quer o link? Então toma: https://conselho.saude.gov.br/ultimas-noticias-cns/1196-covid-19-cns-recomenda-divulgacao-de-praticas-integrativas-e-complementares-em-saude-pics-na-assistencia-ao-tratamento.
    Só vou dar um exemplo: shantala, que é massagem para bebês.
    Cara, pensa bem. Você daria massagem numa criança que está internada por COVID-19?
    Por si mesmas, no guarda-chuva de “terapias complementares”, há um complexo de ideias, que vão de falsidades e distorções contra mecânica quântica (sim, isso mesmo) à dúvida sobre a medicina. No conjunto, estas terapias não tem evidências científicas comprovadas. E o Conselho Nacional de Saúde ajuda neste desserviço.
    Algumas pessoas podem contestar e dizer que algumas práticas são consagradas, como a acupuntura. Mas o que dizer de antroposofia, por exemplo?
    Estamos em tempos difíceis. Terraplanismo, astrologia, medievalismo que ignora a História, Nova Era. fascismo esotérico.
    Se você notou que saí da discussão sobre a pandemia, está certo.

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