Covid-19 SP: Aulas são suspensas na capital e prefeitura anuncia abertura de leitos

Nas últimas semanas os números dispararam e a ocupação de leitos de UTI na capital chegou a 83% e de leitos de enfermaria 76%, de acordo com o último boletim da prefeitura.

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Jornal GGN – Com o agravo dos índices relacionados a Covid-19 nos últimos dias, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou nesta sexta-feira, 12 de março, a suspensão das aulas presenciais na capital a partir do próximo dia 17 até 1 de abril. A gestão da capital também abrirá 555 novos leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) e enfermaria para atender pacientes infectados pelo coronavírus. 

Os anúncios foram feitos durante coletiva virtual. Covas afirmou que a suspensão das aulas valerá para todas as unidades de ensino públicas e particulares da cidade. Considerando o feriado de Páscoa, as aulas presenciais só deverão retornar em 5 de abril. O estado também decretou o fim das aulas presenciais no período.

“Essa medida se faz necessária para que a gente possa conter o avanço do coronavírus na cidade. A suspensão de aulas presenciais vale para a rede privada, para a rede pública estadual e para a rede pública municipal aqui na cidade de São Paulo’, disse Covas. 

Desde o início da pandemia, o estado de São Paulo já registrou 2.164.066 casos da Covid-19. Nas últimas semanas os números dispararam e a ocupação de leitos de UTI só na capital chegou a 83% e de leitos de enfermaria 76%, de acordo com o último boletim da prefeitura. 

O aumento estaria relacionado com a volta às aulas. O secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, explicou que na primeira semana do retorno presencial das escolas, houve 173 surtos. Na segunda, 181, e, na terceira, última com boletim, 500 surtos. “Por isso, prefeito, a Vigilância fez uma nota para suspensão das aulas”, afirmou.

Aparecido também anunciou a abertura de 555 leitos referenciados (para pacientes encaminhados após atendimento médico) na capital. Na segunda ainda serão disponibilizados 130 de UTI e, ao longo da semana, mais 185 de enfermaria.

“Vamos suspender todas as cirurgias eletivas nos 16 hospitais-dia [da cidade] para a conversão desses hospitais de baixa e média complexidade, alocando em cada um 15 leitos para atendimento prioritário de pacientes de AMAs [Assistência Médica Ambulatorial]. Porque UPAs [Unidade de Pronto Atendimento] e prontos-socorros sofrem enorme pressão”, afirmou Aparecido. 

Ontem, o governo estadual também anunciou a chamada fase “roxa”, uma situação emergencial do Plano São Paulo, que prevê a redução dos serviços essenciais e restrições à circulação de pessoas.

Com informações do Uol.

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