Datafolha: Popularidade de Mandetta é mais do que o dobro de Bolsonaro

Governadores e prefeitos também têm aprovação superior à do presidente; reprovação de Bolsonaro avança até em regiões que tradicionalmente o apoiam

Jair Bolsonaro (esq.) e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Foto: Carolina Antunes/PR (via fotospublicas.com)

Jornal GGN – A forma como o Ministério da Saúde está conduzindo a crise do novo coronavírus levou tanto a popularidade da pasta como a de governadores e prefeitos a disparar em relação ao presidente Jair Bolsonaro.

Pesquisa Datafolha realizada de quarta (01/04) a esta sexta-feira (03/04) consultou 1.511 pessoas por telefone, e mostrou que a aprovação do ministério liderado por Luiz Henrique Mandetta saltou de 55% (em pesquisa feita de 18 a 20 de março) para 76%, enquanto a reprovação caiu de 12% para 5%, e o percentual daqueles que veem o trabalho da Saúde como regular passou de 31% para 18%.

No caso de Bolsonaro, a reprovação na emergência subiu de 33% para 39%, no limite da margem de erro. Segundo a pesquisa, a aprovação segue estável (33% ante 35%), assim como a avaliação regular (26% para 25%).

Além disso, a forma como Bolsonaro tem feito a gestão da crise não tem sido bem vista: para 51% dos entrevistados, Bolsonaro mais atrapalha do que ajuda no combate ao vírus. Pensam o contrário 40%.

O Datafolha também mediu a aprovação de governadores e incluiu a de prefeitos nesta pesquisa – lembrando que Bolsonaro constantemente tem criticado a postura dos chefes estaduais desde que a crise eclodiu, e tem ameaçado baixar um decreto para romper o fechamento do comércio em locais como São Paulo.

De acordo com a pesquisa, a gestão dos governadores tem sido aprovada por 58% dos brasileiros, ante 54% da rodada anterior. Os reprovam os mesmos 16% e a avaliação regular caiu de 28% para 23%. Já os prefeitos recebem ótimo e bom e 50%, 25% de regular e 22% de ruim e péssimo.

A rejeição ao trabalho de Bolsonaro subiu mais entre moradores do Sudeste (de 34% para 41%) e no Norte/Centro-Oeste (24% para 34%) — ainda assim, essa região é a que melhor avalia (41% de ótimo/bom) o presidente, juntamente com o Sul (39%).

O Nordeste continua concentrando a rejeição ao presidente nesta crise, com a maior taxa de ruim e péssimo, 42%. Também por lá acham que Bolsonaro mais atrapalha a gestão, com um total de 57%.

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