Faltarão insumos para tratar Covid-19 e sobrará cloroquina, diz órgão da Saúde

Comitê de Operações de Emergência em Saúde Pública anunciou risco de desabastecimento em documento, que aparece a descrição: "não fazer divulgação de dados"

Jornal GGN – Um comitê dentro do Ministério da Saúde alertou a pasta sobre o risco de faltar 267 insumos em todo o país para o combate ao coronavírus, enquanto poderá haver um excesso de cloroquina em estoque.

De acordo com reportagem do G1, que obteve a ata do Comitê de Operações de Emergência em Saúde Pública, foi relatado o risco de desabastecimento em todo o país dos insumos para o combate ao Covid-19. No documento, aparece a descrição que orienta “não fazer divulgação de dados”.

Se faltarão insumos para o tratamento da doença, segundo estimativa do órgão vinculado ao Ministério da Saúde, sobrarão cloroquina.

Segundo a matéria, que não detalhou que deve faltar no sistema de saúde do Brasil, estariam insumos e remédios. “O comitê também alertou o Ministério da Saúde para a possibilidade de o país ficar com excesso de cloroquina em estoque”, trouxe o jornal.

Em pesquisa recente feita pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), já se constatava a falta de medicamentos para pacientes internados em UTIs de 21 estados e no Distrito Federal. Foram listados pelo Conselho o desabastecimento de sedativos, anestésicos, bloqueadores neuromusculares, usados em pacientes que precisam ser entubados.

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora

2 Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Li de Brusque

- 2020-07-24 20:09:28

Quanto mais leio os estudos publicados mais me convenço que a cloroquina deve realmente ter o seu valor para combater a covid-19. Vejam essa última, publicada ontem e alardeada como Pesquisa Padrão Ouro e a prova que HCL (hidroxocloroquina) é ineficaz contra o coronavirus. Bem, Nassif. Eu tive a paciencia de ler a pesquisa e diversas coisas saltaram aos meus olhos. Primeiro, a Folha de São Paulo vendeu a pesquisa como Padrão ouro. Nada mais errado. A própria pesquisa admite suas limitações: "Our trial has several limitations. First, although the point estimate of effect suggests no major difference between the groups with respect to the primary outcome, the trial cannot definitively rule out either a substantial benefit of the trial drugs or a substantial harm." 2º- O estudo não foi duplo cego, Todas as críticas que se fizeram ao estudos do hospital Henry Ford que um estudo não cego pode distorcer os resultados também se aplicam a esse estudo: "Second, the trial was not blinded." 3º - Os pacientes todos já hospitalizados: "In this trial involving hospitalized patients with mild-to-moderate Covid-19," 4º - Pegaram pacientes que já apresentavam sintomas há 7 dias em média até 2 semanas após: "although the median time from symptom onset to randomization was 7 days, we included patients up to 14 days after the beginning of symptoms" 5º - O mais polemico. Deram uma altíssima dosagem de HCL aos pacientes, 800mgrs por dia por 7 dias: "hydroxychloroquine at a dose of 400 mg twice daily for 7 days " Meu comentário. No estudo da Fiocruz que acabou em tragédia, com 8 mortes em apenas 3 dias o que levou ao cancelamento, foi administrado 1.200mgrs de cloroquina e em apenas 3 dias 8 pacientes morreram, num total de 3,6grms em 3 dias. Esse estudo reduziram apenas em 30% a dose diária e o mantiveram por 7 dias, uma dosagem sabidamente excessiva isso porque a dosagem considerada segura e usado nos protocolos do Dr. Didier Raoult é de 400mg por dia por 5 dias, menos da metade do que aplicaram nesse teste. Analizando esse teste tem-se a nítida impressão que foi feito para não dar certo. O próprio estudo nos dá essa "dica" ao escrever que: "it is conceivable that interventions that may limit viral replication (e.g., hydroxychloroquine) may be more effective earlier in the course of the disease." É concebível que um medicamento que limite a replicação viral pode ser mais efetiva se aplicada mais cedo no curso da doença. Essas críticas que eu faço, os médicos que subscreveram esse estudo sabem de cor e salteado. Esses detalhes não são divulgados pela midia quando fazem as suas manchetes espalhafatosas HCL é ineficaz contra coronavirus e aumentou o risco cardíaco e lesionou o figado dos pacientes. Ninguém escreve que aplicaram doses altas, muito acima do razoável, que iniciaram o tratamento com até 2 semanas de atraso, em pacientes hospitalizados, mesmo SABENDO que um tratamento precoce pode potencializar a efetividade do tratamento. Eu não consigo aceitar que médicos tenham dado altas doses de HCL aos pacientes do estudo mesmo sabendo do desfecho desastroso do estudo da Fiocruz. O remédio não é do Trump e nem do Bolsonaro, mas da população. É necessário desideologizar essa discussão. Estudo publicado está aqui: https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2019014

Edivaldo Dias de Oliveira

- 2020-07-24 19:25:06

"Não fazer divulgação de dados" E não há provas contra a prática de crime de genocídio? O que os especialistas em direitos considera provas?

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Seja um apoiador