Gestão Doria diminuirá verbas de OSs da saúde

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Foto: Leon Rodrigues/ASCOM PMSP
 
Jornal GGN – A prefeitura de São Paulo irá diminuir a verba para 12 organizações sociais de saúde (OSSs) que administraram 730 unidades de saúde na cidade, incluindo hospitais, postos de saúde, pronto-socorros e AMAs (Assistências Médicas Ambulatoriais).
 
De acordo com a Folha de S. Paulo, reunião realizada pela Secretaria da Saúde no começo do mês determinou uma redução de 7,2% nas verbas, sendo 5% relacionado ao valor dos salários dos profissionais e manutenção, e outros 2,2% da estrutura administrativa. 
 
A justificativa para o corte é congelamento de 25% do orçamento da secretaria. Foram repassados R$ 4 bilhões para as OSSs no ano passado, sendo que as organizações deveriam ter enviado até ontem (23) uma proposta de diminuição dos gastos.

 
“Creio que vá haver demissões e isso vai piorar muito a assistência nas unidades”, diz Fermina Lopes, presidente do Movimento Popular de Saúde da Zona Leste. Pacientes de AMAs da região disseram que funcionários das unidades falaram que elas serão fechadas e os plantões serão reduzidos. 
 
A gestão do prefeito João Doria também suspendeu pelo menos 50 obras por causa do congelamento, incluindo a construção de seis Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), oito Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e também um hospital. 
 
O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) acredita que os cortes irão prejudicar o atendimento para a população e os profissionais da saúde.
 
 “A qualidade do serviço oferecido vai cair. Vão fazer os profissionais trabalharem ao extremo. Já a população tende a ficar mais doente e pacientes vão esperar mais tempo ainda”, diz o presidente da entidade, Eder Gatti. 
 
Ele pontua que, com a crise econômica, muitas pessoas ficaram sem planos de saúde e terão de procurar a saúde pública. Além disso, as OSSs já trabalham com condições mínimas. “Vamos exigir explicações em reunião esta semana.”
 
De acordo com a reportagem do jornal Agora, funcionários das AMAs na zona leste não sabiam informar sobre eventuais mudanças nas unidades. Nestes locais, os pacientes reclamavam da demora e diziam que tinham de esperar mais de duas horas para serem atendidos. 
 
Já a Secretária da Saúde afirma que o atendimento não será prejudicado e que o corte é necessário porque a arrecadação caiu. A gestão municipal diz que a ideia é usar os recursos de maneira “mais inteligente”, admitindo que poderá ocorrer remanejamento de equipes. 
 
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