Ministro da Saúde tenta inserir plano “popular” que ameça o SUS

 
Jornal GGN – Na tentativa de, aos poucos, desmantelar o Sistema Único de Saúde (SUS), o ministro da Saúde de Michel Temer, Ricardo Barros, tentará uma alternativa para não trazer grandes impactos em reações públicas: a criação de um plano privado mais barato e popular.
 
O objetivo da equipe de Temer é aliviar os gastos do governo com o financiamento e o aporte de recursos no sistema público. Barros explicou a sua proposta em audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais do Senado.
 
Na ocasião, defendeu uma espécie de pacote com menos serviços ofertados do que o definido hoje como obrigatório pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Em sua defesa, afirmou que é preciso refletir planos com acesso mais fácil à população, mas em compensação aos mecanismos privados, com “cobertura proporcional”, ou seja, restritiva. 
 
“[Precisamos] ter outras faixas de planos de saúde para que a gente possa permitir que mais pessoas possam contribuir para o financiamento da saúde no Brasil”, explicou. Em outras palavras: que a camada mais pobre da população possa ajudar o governo a pagar esse direito social. 
 
Mas lembrou que a adesão a esse tipo de plano será voluntária, ainda que, aos poucos, o SUS deixe de abarcar grande parte da população, e assim se tornando, em um segundo momento, à médio e longo prazo, um sistema quase que independente de escolha.
 
Para isso, disse Barros, é necessária a publicação de uma nova resolução pela ANS que revise a atual cobertura mínima obrigatória para a saúde complementar. 
 

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