Nova postura: com máscara, Bolsonaro é pressionado a demitir Pazuello

A estratégia do governo é responsabilizar o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, pelo caos na crise sanitária e da pandemia no país.

Pazuello e Bolsonaro - Foto: Reprodução

Jornal GGN – Em meio à perda de popularidade, a mudança de postura do presidente Jair Bolsonaro, sobre a pandemia e sobre a vacinação, passando a usar máscara e sancionando lei pra facilitar a compra de vacinas, veio acompanhada também de uma figura para minar. A estratégia do governo é responsabilizar o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, pelo caos na crise sanitária e da pandemia no país.

Até então um explícito negacionista da epidemia de Covid-19, chamando-a de “gripezinha”, dificultando as negociações diplomáticas para a aquisição das vacinas, impedindo o isolamento social e medidas de lockdown, incentivando a população à aglomeração, o presidente Jair Bolsonaro é agora um defensor da vacina.

Nesta quarta (10), Bolsonaro usava máscara junto com outras autoridades para sancionar uma lei que facilita a compra de vacinas contra a Covid-19. A medida tardia ocorre quando o país se encontra em um aumento dilacerado de novos contágios e mortes.

Como o GGN mostrou, o Brasil bateu o recorde de óbitos diários e da média semanal de casos e mortes, nesta quinta (10), com um aumento de 22,7% na média diária em uma semana e de 40% em duas semanas. Foram 79.876 novos casos e 2.286 mortes em 24h.

E enquanto o presidente Jair Bolsonaro vem elogiando e defendendo Pazuello, aliados do mandatário estariam incentivando-o a demitir o ministro, para centralizar em Pazuello a responsabilidade pelo caos da crise sanitária, segundo informações da colunista Andreia Sadi.

Ao mesmo tempo, Pazuello diz que o país não terá colapso na saúde, ao contrário do que já vem ocorrendo. “Não colapsou, nem vai colapsar”, disseo general, nesta quarta.

Ainda, o ministro – que até hoje vem agradando o presidente por obecer as suas ordens diretas – disse que o Brasil receberia neste mês de 22 a 25 milhões de doses de vacinas. A quantia é menor do que a última previsão da própria pasta, divulgada na semana passada, de 30 milhões de doses, e é a 5ª vez que o ministro reduz as doses em suas previsões para março, sem claridade de quantas efetivamente estarão disponíveis.

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