Novo estudo investiga o impacto de mudanças climáticas sobre a malária

Jornal GGN – Pesquisadores da Universidade de Penn State, nos Estados Unidos, realizaram um estudo inédito para descobrir os efeitos das mudanças climáticas globais sobre a incidência de malária em regiões específicas do globo. Eles utilizaram um método conhecido como “downscaling”, em que simulações de computador para impactos globais são adaptados para tentar prever esses mesmos impactos em áreas menores e distintas do planeta.

De acordo com o estudo, liderado por Matthew Thomas e Michael Mann e publicado na revista Climatic Change, os mosquitos transmissores da doença são sensíveis a variações diárias e em condições muito locais. O método avaliou quatro locais diferentes no Quênia e constatou que, apesar de distintas de acordo com a área, os resultados eram qualitativamente semelhantes.

Mas algumas das abordagens de modelagem usadas pelos pesquisadores levaram a variações bastante diferentes em termos de resultados. Por exemplo, os modelos globais subestimaram o impacto das alterações climáticas nas zonas de clima quente e frio. Por outro lado, os modelos globais conseguiram prever melhor o efeito das mudanças climáticas nas regiões moderadas.

“Os resultados sugerem a possibilidade de que os centros populacionais em regiões mais frias das montanhas poderiam ser mais vulneráveis ​​do que se pensava, enquanto em outras áreas de várzea igualmente grandes podem ser menos vulneráveis. Mas isso teria que ser confirmado com a avaliação de modelagem mais detalhada que leve em conta todo o conjunto de fatores ambientais e socioeconômicos que, em última instância determinam risco de malária”, afirma Michael Mann.

A expectativa é que o estudo possa ajudar as autoridades locais a planejar melhor suas ações sobre doenças como a malária em caso de impactos de variações para um clima mais quente e mais extremo. Além disso, a pesquisa abre caminho para outros estudos que avaliem os impactos do microclima.

Com informações do jornal The Guardian.

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