Prefeituras estão livres para seguir o exemplo de Araraquara, diz Doria

No terceiro dia de fase emergência, circulação no transporte público caiu 63%, mas índice de isolamento geral ainda está em 43%

Jornal GGN – O governador João Doria afirmou nesta quarta (17) que as prefeituras de toda São Paulo estão livres para seguirem o exemplo de Araraquara na definição de regras ainda mais duras do que as determinadas pelo Estado durante a fase emergencial da pandemia de coronavírus.

Desde o dia 15 de março até o começo de abril, o Estado proibiu a abertura de serviços não essenciais. Escolas e igrejas, consideradas serviços essenciais, também estarão fechadas pelas próximas duas semanas.

Doria disse que aguardará mais alguns dias para ver os resultados da fase emergencial, antes de avaliar medidas ainda mais restritivas. A recomendação foi do próprio Centro de Contingência do Coronavírus.

O médico Paulo Menezes, coordenador do Centro, explicou que é preciso seguir o plano São Paulo, no sentido de aplicar medidas, monitorar e avaliar os indicadores, antes de tomar novas decisões. Para ele, se a população seguir as recomendações da última fase e colaborar com uso de máscaras e distanciamento social, não será necessário chegar ao lockdown.

Segundo os dados divulgados hoje pelo Estado, a fase emergencial impacta na vida de 4 milhões de pessoas em São Paulo. A circulação de pessoas em transportes públicos caiu cerca de 60%, mas o índice geral de isolamento social ainda está em torno de 43%.

Questionado sobre o exemplo de Araraquara – que reduziu em 65% o número de casos a partir de um lockdown – Doria disse que “cada município pode adotar medidas mais restritivas, sim. Faz parte do entendimento com o governo de SP. Eles não podem afrouxar [as medidas], mas se entenderam que devem ser ainda mais restritivo, podem fazê-lo, e terão a compreensão e apoio do Estado.”

O médico José Medina, por sua vez, ponderou que lockdown precisa ser estudado à luz da realidade brasileira. Ele lembrou que, na Europa, a medida foi adotada por países menores em tamanho e maiores em termos econômicos. Em São Paulo, o lockdown afetaria toda a cadeia de produção e distribuição de itens essenciais, além de haver uma dificuldade de monitorar as fronteiras do Estado, sobretudo se outros governadores não acompanharem a medida.

VACINAS

O governo ainda foi questionado sobre o andamento da vacinação. Segundo a equipe do Estado, não há como aumentar a cobertura da imunização usando todo o estoque atual para aplicação da primeira dose, porque o Ministério da Saúde não prevê esse tipo de medida no Plano Nacional de Imunização.

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