Relatório da CoronaVac atrasa, mas com resultados “definitivos”, anuncia governo de SP

Atraso de uma semana se deve a aumento de contagiados Covid-19 no estado de São Paulo, aumentando a quantidade de voluntários com coronavírus testados

Foto: Pixabay

Jornal GGN – O registro da CoronaVac pelo Instituto Butantan junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) foi adiado. O atraso de uma semana se deve ao aumento do número de contagiados com Covid-19 no estado de São Paulo, aumentando a quantidade de voluntários com coronavírus testados para a vacina.

O anúncio foi dado nesta segunda (14) pelo coordenador executivo do Centro de Contingência do Coronavírus no estado, João Gabbardo. Segundo ele, o adiamento não irá impactar no cronograma estadual de vacinação, previsto para ter início no dia 25 de janeiro.

Ainda, segundo Gabbardo, apesar de demorar uma semana mais para o envio dos resultados da fase 3 dos testes do imunizante Coronavac, produzido pela China em parceria com o Instituto Butantan, os resultados que serão enviados contemplarão uma maior quantidade de voluntários com Covid-19 testados, o que também significará em maior segurança para aprovar a vacina.

O coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus explicou que com os novos voluntários com Covid-19 nos testes, os resultados não serão apresentados como parciais, mas “definitivo”.

“Quando fizemos a programação da entrega da fase 3, exigiam número mínimo de 61 pessoas doentes entre os voluntários. Nós já estávamos com 74. Íamos fazer apresentação de forma parcial. Com aumento de casos, isso se refletiu nos voluntários e ultrapassamos o número de 151. Estamos com 170 casos. Então optamos por fazer entrega de dados com o número definitivo”, disse.

“Acho que [o adiamento] pode acelerar e dar segurança para iniciar vacinação no dia 25 de janeiro”, continuou.

João Gabbardo também lembrou que com o resultado definitivo dos testes da fase 3, o governo chinês dará o registro para a vacina, pressionando para que aconteça o mesmo no Brasil.

“Aqui vamos fazer as duas solicitações concomitantes, para uso definitivo e uso emergencial. E tem a terceira possibilidade: Tendo registro na agência chinesa, tem um processo diferenciado de análise no Brasil. A Anvisa teria um prazo de 3 dias para se manifestar. Não havendo manifestação, o produto será automaticamente autorizado”, disse.

 

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