Remdesivir é o primeiro medicamento contra Covid aprovado pela Anvisa

Remédio fabricado nos Estados Unidos previne a progressão da Covid-19 nos pacientes e reduz o tempo de hospitalização

Jornal GGN – Após oito meses de estudos, a Anvisa anunciou nesta sexta (12) a aprovação da Remdesivir como o primeiro medicamento anti-viral com alguma eficácia comprovada contra o novo coronavírus. O medicamento pode prevenir a progressão da doença e reduz o tempo de hospitalização dos pacientes com Covid-19.

Segundo a Anvisa, estudos demonstraram que o medicamento pode encurtar o tempo de tratamento em casos médios e graves de Covid-19. Pacientes que receberam o Remdesivir durante os ensaios clínicos levaram 10 dias para se recuperar, enquanto os pacientes que não foram medicados com o objeto de estudo, ficaram, em média, 15 dias internados.

“Em termos de segurança, o produto é bem seguro. A maioria dos eventos adversos estão relacionados aos efeitos adjacentes da própria Covid-19, e não ligados à terapia com Remdesivir”, afirmou Julia Calatrone, gerente da Anvisa.

Segundo ela, não foi registrado nenhum óbito relacionado ao tratamento com Remdesivir. Houve ocorrências de problemas renais em pacientes, mas segundo a Anvisa, “são manifestações ligadas à doença, e não ao Remdesivir”.

Aqui vai um breve resumo do que já se sabe sobre o Remdesivir:

– É um anti-viral produzido pela biofarmacêutica Gilead Sciences, dos Estados Unidos.
– Foi desenvolvida em meados de 2009, iniciamente para combater hepatite-C e ebola, sem sucesso.
– Em ensaios mais recentes em laboratório, demonstrou eficácia contra os vírus da família do coronavírus, aqueles que causam a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e a Síndrome Respitarória do Oriente Médio (MERS).
– Foi aprovado para uso emergencial nos EUA em maio de 2020, apenas em pacientes graves.
– Em julho de 2020, a Comissão Europeia aprovou o uso do Remdesivir para Covid.
– Em julho de 2020, a Anvisa autorizou o início dos estudos no Brasil.
– A FDA, a agência reguladora norte-americana, aprovou seu uso definitivo para tratamento de Covid-19 em pessoas acima de 12 anos em outubro de 2020.
– Em fevereiro de 2021, a Estônia anunciou a reserva de mais de 600 mil euros para comprar o medicamento.

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