Sem agulhas e seringas para vacinação, Saúde afirma que já fez a sua parte

"Na melhor das hipóteses", a vacina no Brasil começa no dia 20 de janeiro. Mas nem o Ministério da Saúde e nem o presidente responderam como irão lidar com a falta de seringas

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, concede entrevista coletiva após anúncio do Plano Nacional de Operalização de Vacinação contra a Covid-19.

Jornal GGN – Pressionado pela falta de datas, o Ministério da Saúde afirmou nesta quarta (30) que a vacinação contra a Covid-19 poderá começar entre os dias 20 de janeiro e 10 de fevereiro. Por outro lado, não respondeu ainda o que fará com a falta de seringas para a aplicação das vacinas.

Enquanto dezenas de países já iniciaram oficialmente a imunização do coronavírus, o Brasil ainda fica para trás. A falta de pressa escancarada nos discursos do presidente Jair Bolsonaro, associada à falta de organização do Ministério da Saúde, ainda deixam somente dúvidas sobre como e quando a campanha de imunização dos brasileiros irá começar.

Após a pressão, a pasta do general Eduardo Pazuello divulgou que a vacinação “pode” começar entre os dias 20 de janeiro e 10 de fevereiro. A estimativa, que carrega uma variação de mais de 20 dias, para somente “poder começar” não quitou as incertezas do país.

Foi o secretário executivo da Saúde, Élcio Franco, um dos braços de Pazuello, quem deu a projeção em entrevista coletiva em Brasília. E não pode fixar a data porque, segundo ele, “vai depender de uma série de fatores, inclusive de logística”.

A logística mencionada por Franco é uma responsabilidade do governo federal, e não dos laboratórios, como vem responsabilizando o próprio presidente Jair Bolsonaro. O secretário também argumentou o “processo de submissão” das vacinas à Anvisa, outra normativa que foi obstaculizada pelo próprio órgão federal.

Diversos países já iniciaram as vacinações, entre eles Estados Unidos, Reino Unido, países da União Europeia, Argentina, Chile, etc.

Segundo Élcio Franco, “na melhor das hipóteses”, a vacina no Brasil começa a ser aplicada no dia 20 de janeiro. Mas nem o secretário, nem o ministro da Saúde e nem o presidente da República responderam como irão lidar com a falta de seringas.

Isso porque, até o momento, o governo só conseguiu 2,4% do total de seringas e agulhas que necessita para a campanha de vacinação. Das 331 milhões de unidades que precisava comprar, só conseguiu adquirir 7,9 milhões em licitação pública feita, também em cima da hora, nesta terça (29).

Mas para o Ministério do governo Bolsonaro, a pasta já fez a sua parte. “O Ministério da Saúde enquanto Ministério da Saúde tem feito a sua parte, fizemos o plano, estamos com a operacionalização pronta, nos preparando para esse grande dia, mas precisamos que os laboratórios solicitem o registro e que a vacina seja entregue para que possamos distribuir.”

 

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8 comentários

  1. Quem disse que não há interesse e planejamento?
    Isto de um generalho, oops, generéco, oops, general “especializado em logística”.
    Imaginem numa guerra: uma hora faltam munições, outra hora faltam armas, outra faltam soldados…
    Pelo menos não disse, “mais precisamente” que a vacinação pode começar entre amanhã e a eternidade!
    Reclamandiquê?

  2. Nassif: tá de sacanagem… Putzz, essa de seringa e agulha vai precisar de autorização da ANVISA? Os caras não avisaram. Mas, tudo bem. O AlvoradaKuartel há de implantar vacina oral, tipo cloroquina. Já empurrou tanta tranqueira, goela abaixo, na Povalha que um a mais ou a menos não terá importância…

  3. Nada de vacina, seringa ou ampola, porque à frente do processo existe um genocida de alta qualidade, haja vista a incrível quantidade de colunas nos mais diversos jornais deste planeta, todas elas com severas críticas ao nosso crápula de estimação.
    Está nítido que o país já é o último da fila pra receber e aplicar as vacinas e, assim, o miliciano analfabeto segue tocando o seu louvor à morte sem maiores problemas, uma vez que ninguém reclama deste assassinato deliberado, hoje já na casa dos mil óbitos por dia e mais à frente, quem sabe o dobro.
    Não é apenas o soldadinho que nunca estudou o responsável por tudo o que ocorre, junto a ele estão os diversos setores da sociedade brasileira, todos eles inteiramente acovardados diante do ataque variado que o demente promove contra a população. Depois do memorável “Acabou, porra”, ele não viu reação alguma, bateu no peito e seguiu tocando, agora foi a vez de agressão gratuita a DRousseff, e não ficará por aí, ele fará muito mais.
    Como nenhum do grupo que o apoiou e o segura pelo colo não se manifesta diante das aberrações cometidas pelo seu doente mental de estimação, acredito que ele venha a ser reeleito em 2022.

  4. Taquipariu! O povo também quer que o governo faça tudo por eles. Além de providenciar a vacina ainda tem que dar a seringa e a agulha? Aí também já é querer demais. Gente, vá até o postinho com uma cuia ou uma vasilha qualquer e retira o produto que o governo tá ofertando de bom grado.
    Não precisa ser só injetável, pode passar no pão ou colocar na pinga. O importante é não ficar sem a dita.

  5. Bom, 2,4% do total de seringas já garante vacinar o executivo, o legislativo, o judiciário e familias. E ainda sobram algumas para as milicias mais chegadas.

    Quanto ao povo, aqui no meu RJ já sugeriram a administração das vacinas nas praias pelos vendedores de mate. .

  6. A logística do general pançudo consiste em programar a próxima refeição… dele. Um desgoverno que não tem plano econômico, não tem plano de contingência para grandes desastres, não tem orçamento, só tem compromisso com a morte e o caos. Nossa classe média escravocrata apóia este massacre. Bostonaro já deve ter percebido algum movimento nos bastidores e vem apostando em eventos que geram aglomeração, vem intensificando nos comentários absurdos e vai apostar no caos e golpe, pois pela racionalidade e planejamento já perceberam que não são capazes de comprar nem uma agulha, nem seringa. O golpe vai se intensificar.

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