Servidor exonerado diz que há intervenção fardada no Ministério da Saúde

A pandemia avança e, com ela, milhares de mortos. O desmonte promovido por Nelson Teich vai impactar logo mais.

Jornal GGN – Nelson Teich já faz a limpa no Ministério da Saúde, exonerando servidores e trazendo para o seu lado um novo contingente de pessoal. Só que o pessoal arregimentado agora não veste jaleco, veste farda. A informação é da coluna Painel, da Folha.

Segundo relatado por um dos exonerados, Francisco Bernd, funcionário da pasta desde 1985, o Ministério da Saúde está trocando funcionários por militares, o que tem causado estranheza aos técnicos da pasta. A estranheza tem razão de ser já que o país está em meio a uma pandemia e esta intervenção fardada, tanto inédita quanto grave, representa uma manobra sem precedentes.

A pandemia avança e, com ela, milhares de mortos. O desmonte promovido por Nelson Teich vai impactar logo mais. Segundo o servidor Bernd, há diversos grupos técnicos na pasta que foram sendo criados ao longo de vários mandatos e, pela capacidade, incorporados pelos sucessores. O contingente verde-oliva recrutado por Teich, ao contrário, não têm nenhuma experiência histórica na Saúde, diz o servidor. “O próprio Teich não tem experiência em gestão pública”, diz ele.

Teich justificou os militares como sendo craques em organização em meio a um momento difícil, mas Bernd, apesar de torcer pelo sucesso, prevê dificuldades para administrar os repasses para estados e municípios ou mesmo lidar com planejamento do orçamento com as compras chegando.

O ministro Teich disse que a substituição por militares não será definitiva e que, conforme vá se voltando à normalidade, essas pessoas voltarão aos seus postos e os não-militares vão ser alocados para esses postos. ‘Mas é um período de guerra’, disse Teich.

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6 comentários

  1. Em outro artigo, um leitor sugere uma analise na grade curricular do exercito, pois os caras parecem sacar de tudo, do alfinete ao foguete.
    Então, porque não utilizar esta mão de obra tão qualificada para suprir operacionalmente a carência nos hospitais?
    Aqui no RJ, por exemplo, hospitais apontam a falta de pessoal como causa da não ocupação de leitos, o que, inclusive, levou a justiça a intimar o MS para que trocasse a direção do Hospital Federal de Bonsucesso (aliás, já trocaram?).
    Vale lembrar que recentemente houve uma convocação de vários profissionais de outras áreas para suprir esta demanda.
    Mas reforço que precisamos de MO operacional, nada de graduados burocratas para “planejar”. Afinal, pela aceleração da curva de contagio e mortes, mesmo a curto prazo estaremos todos mortos.

  2. Uma vez calhorda, sempre imbecil.
    O ministreco, via bolsonazi, faz de conta que confunde guerra militar com guerra contra o vírus.
    Então, tenta – mentira – argumentar que os militares estão mais preparados para a “guerra” do que os civis.
    Como os olivais-desplantados não entendem nada de guerra, muito menos de vírus, o pandemônio tende a se agravar com mais e mais infectados e mortes.
    Mas, como disse o louco-mór deste hospício bonapartista: mais vale a liberdade do que a vida.
    Liberdade para matar…

  3. Nassif: tão falando (à boca miuda) que ThéThé (o que assusta criança rindo) foi ungido pra exatamente acomodar os milicos na pasta, pra que o Coronavirus possa ter mais liberdade em seu trâmite normal. O pedido nasceu da Elite, apos ouvir os empresários sonegadores, os políticos corruptos, os sionistas e o dono do Quintal onde moramos, e fazer consulta pública num certo Condomínio da BarraDaTijuca (o porteiro falou que Bananinha votou). Inclusive, isso foi um ensaio, como as tropas no Haiti. A ideia se pegar estende a manobra pra todos os ministérios. Foram 130 anos de conspiratórias tentativas. Não vão querer deixar barato…

    PS: pena que no artigo do Bruno Lima Rocha não coube espaço pros “comentários”; seria interessante ouvir ali a galera!

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