Uma semana depois, governo entende por que fracassou na compra de seringas

Somente após ouvir produtores locais é que o governo entendeu que o problema estava no preço. Exportação é menos de 10% do setor e somente 1 empresa atua fora

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, concede entrevista coletiva após anúncio do Plano Nacional de Operalização de Vacinação contra a Covid-19.

Jornal GGN – O fracasso da compra de seringas e agulhas pelo governo Bolsonaro, que deixou para abrir licitação de última hora e angariou apenas 3% do total solicitado para o início da vacinação contra Covid-19 no país, também ocorreu pelos preços oferecidos pelo governo aos produtores nacionais.

Nesta segunda-feira (04), o Ministério da Saúde se reuniu com fabricantes de seringas para tentar solucionar o fracasso do governo em não conseguir a oferta necessária para iniciar as campanhas de vacinação.

Os produtores locais desmentiram a informação de que parte de suas produções estariam comprometidas com a exportação porque, segundo eles, as vendas externas do material pelo Brasil não representam nem 10% do total de faturamento.

Segundo o Painel, da Folha de S.Paulo, o superintendente da Abimo (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos), Paulo Henrique Fraccaro, explicou, ainda, que somente uma empresa do grupo exporta seus insumos.

Ou seja, a portaria publicada pelo Ministério da Economia, logo após a frustração de adquirir menos de 3% do total solicitado, já em cima da hora, pela Saúde, no pregão, tampouco era necessária.

Em uma tentativa de remediar o problema, o governo decidiu aumentar as burocracias às empresas nacionais para exportar os insumos – agulhas e seringas. O que segundo informam os próprios produtores locais não era preciso.

Somente após ouvir os representantes do setor é que o governo entendeu como proceder para a abertura da licitação – bastava reduzir menos de um centavo nos preços. Um novo pregão deve ser aberto nos próximos dias.

 

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