Vietnã anuncia descoberta de nova variante do coronavírus

"Nós descobrimos uma variante híbrida, combinando indiana e britânica", disse o ministro da Saúde, Nguyen Thanh Long, em uma reunião sobre a pandemia neste sábado

Pessoas de máscara em Hanói, no Vietnã. País anuncia ter descoberto variante do vírus que combiana as cepas inglesa e indiana. AP - Hau Dinh

da RFI

O Vietnã descobriu uma nova variante do vírus que causa a Covid-19, que seria uma combinação das variantes indianas e britânicas, informou a mídia oficial neste sábado (29).

A notícia vem à tona em um momento em que o país enfrenta uma nova onda de infecções em mais da metade de seu território, incluindo zonas industriais e grandes cidades como Hanói e Ho Chi Minh.

Até agora, o Vietnã está relativamente poupado do vírus, com a maior parte do total de 6.700 casos e 47 mortes registradas a partir de abril de 2021.

A primeira morte por Covid-19 no país se deu em 31 de julho de 2020. O país era considerado exemplar no combate à pandemia. 

“Nós descobrimos uma variante híbrida, combinando indiana e britânica”, disse o ministro da Saúde, Nguyen Thanh Long, em uma reunião sobre a pandemia neste sábado.

“A principal característica desse vírus é que ele se transmite rapidamente pelo ar. A concentração do vírus na garganta e na saliva aumenta rapidamente e se espalha rapidamente em um ambiente próximo”, acrescentou.

O responsável não detalhou quantos casos dessa nova variante foram registrados até o momento e garantiu que suas características serão publicadas em breve para que seja registrado.

Até então, o Vietnã havia registrado sete variantes do vírus. O país foi elogiado por ter lidado com a primeira onda da pandemia no ano passado, contra a qual aplicou quarentenas em massa e um rígido sistema de diagnóstico e isolamento.

Neste momento, devido ao aumento das infecções, os movimentos são muito limitados no país, e os locais de lazer e culto estão encerrados em várias regiões.

O Vietnã tem 97 milhões de habitantes e até agora já vacinou 1 milhão de pessoas. As autoridades querem acelerar o ritmo e alcançar a imunidade do rebanho até o final do ano.

(Com informações da AFP)

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