Na Unicamp, ato unificado faz Via Crucis em defesa da universidade pública

Jornal GGN – Nesta quarta-feira (22), professores, estudantes e funcionários da Unicamp realizarão um ato unificado em defesa da universidade pública, com uma caminhada com 14 paradas e intervenções musicais e discursos.

Na Via Crúcis, o ato irá percorrer diversos pontos do campus da universidades, a partir das 9 horas. De acordo com os organizadores, o objetivo do protesto é chamar a atenção para a urgência da luta em defesa de uama universidade “pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada para todos”.

A ideia da caminhada é percorrer o trajeto como em um cortejo fúnebre, apresentando as reivindiações das categoras participantes. “O clima geral deverá ser solene: o silêncio, as falas pontuais, alguns cânticos e músicas, a gestualidade e a vestimenta dos participantes irão evocar a gravidade da situação de forma simbólica, com o objetivo de sensibilizar a comunidade acadêmica à reflexão”, disseram os organizadores.

Desde o dia 10 de maio, os alunos tem ocupado a reitoria da Unicamp em protesto contra o anúncio de corte de verbas e por um programa de cotas étinico-raciais. No dia 2 de junho, os professores da Unicamp iniciaram greve para reivindicar uma série de itens, como novas negociações para reajuste salarial.

Leia mais abaixo:

EM GREVE

Professores funcionários e alunos da Unicamp realizam Ato Unificado em defesa da universidade pública

Via Crucis, com 14 paradas, percorrerá o campus da universidade com intervenções, discursos e apresentações musicais

Os professores, estudantes e funcionários da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) realizam nesta quarta-feira, 22, o primeiro grande “Ato Unificado SOS Universidade Pública”, com uma série de eventos que serão realizados ao longo do dia, em uma caminhada com 14 paradas e várias intervenções musicais e discursos.

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A caminhada e as 14 paradas, que os organizadores chamam de Via Crucis, simbolizando a representação bíblica da crucificação de Jesus, ocorrerão por todo o campus da universidade, a partir das 9 horas (veja programa completo abaixo).

O objetivo do Ato Unificado, segundo os organizadores, é chamar a atenção da comunidade universitária para a urgência da luta em “defesa da universidade pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada para todos”, frase que é o slogan do movimento SOS Universidade Pública.

O SOS Universidade Pública foi criado em 1988, já teve várias edições em momentos de crise das universidades públicas brasileiras e foi relançado no dia 8 de junho, no auditório da ADunicamp (Associação dos Docentes da Unicamp).   

A VIA CRUCIS

De acordo com os organizadores, a Via Crucis percorrerá, como num cortejo fúnebre, o trajeto com 14 paradas durante as quais serão realizadas manifestações sobre as reivindicações de todas as categorias participantes e também das reivindicações mais específicas de cada categoria.

“O clima geral deverá ser solene: o silêncio, as falas pontuais, alguns cânticos e músicas, a gestualidade e a vestimenta dos participantes irão evocar a gravidade da situação de forma simbólica, com o objetivo de sensibilizar a comunidade acadêmica à reflexão. A Via Crucis foi escolhida como metáfora de sacrifício, daquilo que para nós é um bem precioso do qual não devemos abrir mão. Ao mesmo tempo, recupera, de certa forma, a mística como estratégia de luta, resgatando um imaginário comum, moldado por uma intensão política explícita e pela força expressiva da elaboração inventiva, de alunos, funcionários e docentes, das ciências e das artes”, apontam os organizadores.

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Em seu deslocamento, o cortejo combinará momentos de silêncio com cânticos, apresentações musicais, discursos rápidos e gestos orquestrados pela comissão organizadora. Em cada uma das estações de parada será a vez de uma das categorias envolvidas fazer discursos, evocações e palavras de ordem breves e diretas. Na primeira e na última estação, cada categoria terá um tempo de três e de dez minutos, respectivamente, para a exposição de suas pautas específicas.

O PROGRAMA

Veja, abaixo, o programa completo da Via Crucis, divulgado nesta terça-feira pelos organizadores:

“A concentração será às 9 horas, em frente da entrada, no balão da Avenida UM. O trajeto proposto será:

Estação 1: (Jesus é condenado à morte) – A Universidade Pública está sendo Condenada. Concentração em frente da entrada, no balão da Avenida Um. Será coberta com pano preto a grande placa da Unicamp.

Estação 2 (Jesus carrega a cruz às costas) – Quem carrega a Universidade nas costas? Quem está carregando essa crise? Parada na FEA (Faculdade de Engenharia de Alimentos) e evocação/reivindicação dos funcionários.

Estação 3: (Jesus cai pela primeira vez) – Os cortes atingem diretamente a qualidade do ensino. Parada no Instituto de Química e reivindicação no.1 dos professores.

Estação 4: (Jesus encontra a sua Mãe) – Por uma universidade inclusiva. Parada nas faculdades de Engenharia e evocação/reivindicação dos alunos.

Estação 5: (Simão Cirineu ajuda a Jesus) – A necessidade de todos que se importam com a Universidade Pública de unir-se ao movimento. Parada nas faculdades de Engenharia e nova evocação/reivindicação dos funcionários.

Estação 6: (Verônica limpa a face de Jesus) – A verdadeira face: A universidade somos nós. Parada nas engenharias e nova evocação/reivindicação dos alunos.

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Estação 7: (Jesus cai pela segunda vez) – Outros cortes na Educação. Parada nas engenharias e evocação/reivindicação dos professores.

Estação 8: (Jesus encontra as mulheres de Jerusalém)- A Universidade é composta de diferenças: de gênero, de raça, de credos, de classes. O conhecimento nasce das diferenças. Parada na BIOLOGIA e evocação/reivindicação dos alunos.

Estação 9: (Jesus cai pela terceira vez) – Cortes, perda salarial, degradação das condições de trabalho. Parada no Instituto de Física e evocação/reivindicação dos funcionários.

Estação 10: (Jesus é despojado de suas vestes) – Alunos sem moradia e sem possibilidade de permanência. Parada no CB (ex-TABA) e evocação/reivindicação dos alunos.

Estação 11: (Jesus é pregado na cruz) – Parada no PB e evocação/reivindicação dos funcionários.

Estação 12: (Jesus morre na cruz) – Parada na Biblioteca Central e evocação/reivindicação dos professores.

Estação 13: (Jesus é descido da cruz). O risco de morte da Universidade Pública é o risco de morte de um conhecimento plural, solidário e humano. Parada ainda indefinida. Evocação/reivindicação dos professores.

Estação 14: (Jesus é Sepultado) Funcamp (Fundação de Desenvolvimento da Unicamp). Adornar o local com coroas de flores. Discursos de 10 minutos de cada uma das três categorias e finalização. (Após o Ato, um grupo deverá retornar a placa de entrada e tirar o “luto”, a lona preta que a cobriu no início do ato).”

 

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1 comentário

  1. Eu não vi

    os reitores das Universidades Federais apoiarem a Dilma. Será que eles acreditam que com o governo golpista as Universidades Federais vão continuar existindo? Esses reitores são alienados ou/e são tapados?

     

     

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