Onde está a Pátria Educadora?, por Maria Fernanda Arruda

Do Correio do Brasil

Onde está a ‘Pátria Educadora’?

Maria Fernanda Arruda

Os presidentes Lula e Dilma Rousseff reconhecem a educação escolar como instrumento básico para integração do povo brasileiro, independentemente de renda, à sociedade moderna. O que foi feito se orientou neste sentido? O Projeto Pátria Educadora será isso, ou uma carta de submissão ao capitalismo internacional? Quem os assessora?

No último 3 de julho, Roberto Leher assumiu o cargo de reitor da UFRJ, que exercerá até 2019. Seu discurso de posse conteve uma nota simpática e que promete um não-acomodamento nas magnificências de uma reitoria: mencionou uma gestão compartilhada e o objetivo de obter a cassação do título de doutor honoris causa, concedido ao ditador Emílio Garrastazu Medici. Muito mais a fundo, o novo reitor alongou-se em críticas ao que se aponta como sendo a Pátria Educadora: lembra que o Governo Federal está concedendo verbas maiores para dar acesso de estudantes em instituições privadas, do que aquelas que libera para as universidades federais, observando que os gastos com o FIES permitiriam que se dobrasse o número de vagas na UFRJ. Nas suas palavras, “grande parte dos recursos do MEC para custeio da educação financia fundos de instituições privadas, mais preocupadas com fins lucrativos – não são instituições educativas, são instituições financeiras”.

Roberto Lehrer não está traindo um voto de confiança de parte de quem o nomeou, a presidenta da República. Suas convicções são colocadas muito claramente quando, por exemplo, em 2004 escreveu: “por apagar as distinções entre instituições privadas e públicas, a reforma Lula está inscrita no escopo das políticas neoliberais em curso na América Latina”. Ele é um educador que não aceita, sob a alegação de que é necessária a “inclusão social”, o que acabou por se tornar o PROER dessas instituições financeiras disfarçadas em educativas.

Leia também:  O Último que Sair Apaga a Luz

De forma muito clara, os investimentos privados feitos na Educação foram enormes e tendentes a criar uma ociosidade enorme: o número de vagas em oferta superam em muito o número de candidatos. A Kroton & Anhanguera formam hoje a maior empresa educacional do mundo, com mais de 1,2 milhões de estudantes. A Kroton está ligada à figura política de Walfrido Mares Guia, o que foi ministro de Lula, mas também o grande coordenador do chamado “mensalão mineiro”, uma figura de acesso a todos os espaços, públicos e privados. Ela opera, articulada com editoras, softhouses, fabricantes de computadores e tablets, redefinindo a formação de milhões de brasileiros.

Roberto Lehrer, em entrevista recente, informa que atualmente 40% das matrículas em cursos universitários ficam no âmbito de cinco fundos de investimentos, que são ao mesmo tempo detentores de 60% da educação à distância no País. E completou ainda, observando que se trata de uma associação de grupos econômicos, “Todos pela Educação”, organizada pelo setor financeiro, pelo agronegócio, mineradoras e meios de comunicação, que estão implantando um projeto de educação que serve às elites dominantes: a metamorfose dos jovens brasileiros em capital humano, um fator de produção.

Tanto as críticas são legítimas, que o Governo, pelo seu Ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, certamente depois de uma luta mais que renhida, enfrentando o poder de pressão da “máfia do ensino” já comunica mudanças nos critérios e procedimentos do FIES, que se tornou de fato um mecanismo de financiamento dos “fundos financeiros aplicados na educação”.

Leia também:  Brasil respalda imposição de educação religiosa ou moral pelos pais

O MEC assinará 313,9 mil contratos de financiamento em 2015, 57% do que se registrou em 2014, com 731 mil contratos, um número absurdo e lastimável. Esse ajustamento decorre da definição de critérios éticos e razoáveis, a saber:

• A renda familiar do aluno contemplado não poderá superar a 2,5 salários mínimos, quando antes esse limite praticamente não existia: 20 salários mínimos.

• Terão prioridade cursos com notas 5 e 4 na escala de qualidade do MEC nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. As áreas de Engenharia, formação docente e Saúde são outro foco.

Lula sempre se orgulhou das 35 universidades criadas pelos governos do PT, e com justo motivo. Mas se esqueceu de que 35% dos universitários brasileiros são analfabetos funcionais, uma porcentagem que aumenta e muito quando são consideradas apenas as universidades privadas. Vamos enxergar o mundo real, e não o sonho do metalúrgico, querendo o filho feito
doutor?

O FIES estava portanto financiando as classes-médias, com a oferta de cursos desqualificados pelo próprio MEC (com avaliações abaixo de 4), em especializações não-prioritárias, como Direito, Administração, Turismo, etc., nas regiões mais ricas do Brasil. Tudo isso, para lucro dos especuladores financeiros (as ações de Kroton oscilam na Bolsa de Valores, segundo o Ministro pareça mais ou menos simpático à “iniciativa privada”). Tudo isso, também, foi noticiado pela imprensa, não foi comentado, e nem mereceu reprovações de uma oposição que não existe e comprova, com a sua omissão nesse caso, a sua incompetência total.

Orgulhando-se de um projeto educacional, nem Lula e nem Dilma tiveram notícia sobre o descalabro promovido por escalões secundários do governo, dotados de poderes suficientes para beneficiar a fortíssimos grupos de especulação financeira. Devem ser alertados: viajem menos, façam menos conversas de amizades e inimizades, trabalhem mais… Escolham melhor os seus colaboradores.

Leia também:  O Último que Sair Apaga a Luz

Roberto Lehrer não se limitou em suas críticas a um passado lastimável, e que está sendo corrigido pelo MEC, sob comando de Renato Janine. Ele olha para o futuro com preocupação imensa. Segundo ele, o documento “Pátria Educadora” é elaboração da SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos), dirigido por Mangabeira Unger. O que ele, como homem do Hemisfério Norte, mal-falante da língua nacional, pretende? Ele quer assegurar a formação de uma força de trabalho aplicável a trabalhos simples, a serem solicitados por uma economia complementar, subordinada às necessidades da economia empresarial norte-americana. Mangabeira Unger pretende a adesão à ALCA e a educação de brasileiros para servirem à ALCA?

Da mesma forma que o sonho de Lula, mantido pela Presidenta Dilma, de ofertar “universidade para todos”, foi transformado no PROER dos negociantes do ensino, agora corre-se o risco de um novo golpe, dessa feita “macroeconômico”.

Seria muito importante que o povo brasileiro pudesse ser informado: o que é mesmo a Pátria Educadora? O que está fazendo o Ministro Mangabeira Unger? De onde ressurgiu essa figura digna do cinema expressionista alemão?

Maria Fernanda Arruda é escritora, midiativista e colunista do Correio do Brasilsempre às sextas-feiras.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

37 comentários

  1. Importantes esclarecimentos

    Importantes esclarecimentos que ficam retidos numa minoria que somos nós que temos acesso a este portal.Certamente a mídia nativa, os partidos de “oposição ao BRASIL” não traram uma linha sobre o artigo acima.Mas continuemois na luta e divulguemos aos nossos o artigo para conhecimento.

      • Se puder, não leia! Não perde nada.
        Ofensas e preconceitos contra Mangabeira.

        Depois não há qualquer crítica ao Projeto Pátria Educadora.

        O que eles criticam foi criado durante o Governo Lula, muito antes do Pátria Educadora ser divulgado.
        Não falam uma linha sobre o conteúdo do programa.
        A única coisa que falam é que está sendo criado por um cara que fala português com sotaque. E por ter sotaque, lógico, é um traidor que defende interesses extrangeiros.

        Mangabeira pode ser muita coisa pode ser até agente da CIA, mas neoliberal não.

        Se tiver oportunidade, não leia este artigo.
        Só perda de tempo e nenhuma crítica conutritiva.

        Ideologia só atrapalha!

        • Se você acha que está

          Se você acha que está faltando então eu te dou de presente. Antes aviso: eu li o projeto da ‘pátria educadora'(sic).

          O projeto simplesmente replica o modelo falido nos EUA criado por Bush e incrementado por Obama. TEstes padronizados, retirada de autonomia dos professores e possivelmente, como nos EUA as ‘chartes scholls’ ou seja as OS daqui agora que o STF liberou geral. Esse modelo FALIU tanto que o próprio Bill clinton – um dos aderentes de primeira hora desse modelo com sua ‘fundação’ Bill/Melinda Gates – pediu que o modelo de testes padronizados fosse parado pois o resultado no aprendizado, principalmente dos mais pobrea, é devastador.

          Países que tem bom desempenho no ensino básico são aqueles que oferecem bons salários para os professores e outros profissionais da educação, garantem a autonomia do professor para que ele adpte os recursos pedagógicos às circunstâncias do aprendizado e dos estudantes, e que oferecem um ensino amplo não apenas técnico. A Filândia é o melhor exemplo,e o Vitnam seguindo na mesma linha ‘surpreendeu’ nos testes padronizados aplicados a estudantes de todo mundo. É isso mesmo: nos países onde professores e alunos não são ‘robotizados’ o desempenho nos testes padronizados é melhor!

          Satisfeito?

  2. MARIA ALICE SETUBAL
    Que plano

    MARIA ALICE SETUBAL

    Que plano o governo tem para a educação?

    O MEC não apresentou até agora medidas que induzam Estados e municípios a se comprometerem com o Plano Nacional de Educação

    Não há o que comemorar após um ano de vigência do Plano Nacional de Educação (PNE). Imerso em um cenário de crise econômica e política, com graves impactos na educação, o Brasil cumpriu parcialmente o prazo para que municípios e Estados aprovassem seus planos de educação, que expirou em 24 de junho.

    Apesar de ser uma das principais estratégias do Plano Nacional, cerca de 15% dos municípios ainda não têm seus planos municipais sancionados. Também não há sinais de que em 2016 o país consiga atingir outra das metas previstas no PNE, a da universalização da pré-escola para as crianças de quatro e cinco anos. Para isso, seria necessário em um ano inserir cerca de 700 mil crianças nessa etapa de ensino.

    Apesar das declarações do ministro Renato Janine Ribeiro reforçando a importância do PNE, o Ministério da Educação não apresentou até agora um conjunto de medidas que induzam Estados e municípios a se comprometerem com as metas.

    Ao contrário, assistimos surpresos à discussão de um plano desenvolvido pela Secretaria de Assuntos Estratégicos, que não dialoga com o MEC nem com o Plano Nacional. A falta de esclarecimento gera confusão, enfraquece o ministério e, sobretudo, revela uma falta de sintonia no governo, que desperdiça esforços e recursos em um momento de cortes e de urgência na reversão do quadro educacional brasileiro.

    Nossas desigualdades educacionais ainda são enormes, em especial quando comparamos os Estados das regiões Norte e Nordeste com o restante do país. O mesmo ocorre entre as zonas rurais e urbanas ou entre os centros e as periferias das grandes cidades.

    Não se trata de um percentual residual, mas de algo que afeta cerca de 40% dos estudantes que frequentam a escola pública nessas regiões. Não vamos dar o salto de qualidade sem políticas claras e alinhadas que enfrentem essa situação.

    A complexidade do contexto brasileiro se agrava quando consideramos que, ao mesmo tempo em que devemos buscar superar essa situação, a educação deve responder aos desafios do século 21 expressos na necessidade de uma escola mais aberta à comunidade, às questões contemporâneas e que ofereça uma aprendizagem mais personalizada.

    A aspiração por um desenvolvimento sustentável para o Brasil, que incorpore uma visão sistêmica e estratégica, exige trabalhadores que possam resolver problemas de forma rápida e criativa, que saibam trabalhar em equipe. Essa aspiração demanda também cidadãos que tenham acesso a conhecimentos, com capacidade de participar de debates e de exercer o controle da implementação de políticas públicas.

    Não se trata de tarefa simples, requer uma mobilização dos diferentes setores da sociedade para a articulação das metas do PNE, com um plano de apoio e “empoderamento” de Estados e municípios para que alcancem as metas previstas e reorganizem as escolas para que se tornem o espaço privilegiado para responder a esses desafios.

    Não é preciso começar do zero ou nos valer de referências externas. Há experiências colocadas em prática por escolas e, especialmente, por redes de ensino que podem apontar caminhos para o desenho de programas, projetos e ações.

    A crise educacional não será superada sem o envolvimento dos professores. Não bastará um novo currículo, inclusão de inovações tecnológicas, expansão da educação integral e de políticas de equidade e respeito à diversidade cultural sem profissionais capacitados. Esse ponto exige uma revolução na educação por meio de uma política de valorização que inclua plano de carreira, salário e mudanças estruturais na formação inicial e continuada.

    Os últimos resultados educacionais revelaram que não só não avançamos como regredimos na qualidade da educação ofertada às nossas crianças e jovens.

    Essa situação parece demonstrar com clareza que precisamos muito mais do que uma política imediatista e de cunho marqueteiro, como a criação de uma rede de escolas federais de referência, prevista no plano da Secretaria de Assuntos Estratégicos, para chamarmos o Brasil de pátria educadora.

    MARIA ALICE SETUBAL, a Neca, doutora em psicologia da educação pela PUC-SP, é presidente dos conselhos do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária – Cenpec e da Fundação Tide Setubal. Foi assessora de Marina Silva, candidata à Presidência em 2014

     

    • Anarquista

      Minha cidade tb zerou o nº de crianças na pré-escola. Quem quer faz. Quem não quer, o que se há de fazer ?. Entre o governo federal, existe o estadual e o municipal , mas todos querem jogar a culpa somente no Federal, enquanto as máfias de funcionários municipais e estaduais, que comprometem e muito os orçamentos, vão nadando de braçadas e enchendo as caixas de campanhas eleitorais de todos.

      E o PT é o grande culpado de tudo !.

    • Ah, mas se regrediram, não há problema: está aí o Cenpec para

      “oferecer seus serviços” a preços interessantes a prefeituras, governos e “colaborar” com a evolução do ensino no país.

      ENTENDI TUDO !

  3. greve nas federais

    Faltou dizer que os professores de 41 Universidades e os técnicos administrativos da maioria das universidades estão em greve contra os cortes na educação da ‘pátria educadora’ e pela manutenção do caráter público e gratuito das Universidades

    • Vc acredita nisso?

      “contra os cortes na educação da ‘pátria educadora’ e pela manutenção do caráter público e gratuito das Universidades”?

      para mim era so pelo aumento salarial.

  4. Aso fato
     
    1- quem criou

    Aso fato

     

    1- quem criou esses financiamentos de curso na rede privadda foi FHC , assim  preparou pra viraem empresas com até ações na bolsa e se Lula não prosseguisse ciairia em segundos

    2 – Via FiesProuni, o governo consegue diplomar com o mesmo dinheiro uns 80 na rede privada contra 1 em pública, as eternas perdulárias, gastadoras sem qualque fiscalização. Basta dizer que a cada 10 docente que o governo contra, uns seis consegue algum cargo administrativo e jamais aparecerám em sala de aula

    3- considerando que  rede privadda já mais de 85% das matrículas em graduaçção, é muito mais lucrativo acaba com isso em pública ou deixarem na miséria como agora, fazendo greve que nem o PIOG diz que estão

     

    • 1- o velho argumento do

      1- o velho argumento do ‘golpe’ para justificar o entreguismo, a covardia e a locupletação com os interesses privado$ do governo do PT;

      2- As Universidades públicas possivelmente gastam mais que as privadas mesmo. Sabe porque? porque são UNIVERSIDADES e não escolões caça níquel onde o professor ganha por hora, tem que dar vários cursos ao mesmo tempo e não faz pesquisa, não produz conhecimento. Em todo teste de desempenho, por qualquer critério que se use, a qualidade do ensino nas universidades públicas é infinitamente superior que das privada$

      3 – Obviamente você coloca o seu interesse: o lucro. Como não te conheço, não vou te acusar de trabalhar para uma privada$, de ser gestor ou acionista de uma delas. Mais o que você disse em resumo foi o seguinte: É mais lucrativo transformar o Brasil em uma nação de idiotas afundados nas privada$.

      Se isso é uma defesa do governo você disse a que este governo veio: transforma o Brasil em uma grande privada.

  5. Pátria educadora

    Interessante a opinião do cidadão educador citado no texto. Do que consegui perceber cidadão engajado na educação  patrocinada pelo estado com exclusividade para instituições públicas. Será tal ideia viável ? Sera que nossas classes dirigentes estariam empenhadas nesta direção ? hoje se discute quem ficará com recursos financeiros do pré-sal , se petroleiras privadas ou o estado para dirigir tais recursos majoritariamente para educação.  Mais que nunca hoje o ótimo é inimigo do bom. 

  6. Perfeito o artigo. Precisamos

    Perfeito o artigo. Precisamos de muitos outros Rbvertos Leher. E sobre Walfrido dos Nares Guia, que além de ter sido Ministro de Lula duas vezes e coordenador do mensalão mineiro, foi rambém o coordenador da campanha de Dilma em Minas Gerais e também da campanha de Pimentel. Tudo por amor a eles ? O sucesso da campanha é recompensado.

    • Perfeito ?

      Li 2 vezes e não descobri a perfeição. Onde andará ? O magnifico reitor da Universidade Fluminense só pensa em seu umbigo, digo sua Universidade? E o restante ?

      O governo só pensa no FIES. Claro, ou ele tem condiçõies de abrir uma faculdade Federal em cada esquina ? São as armas com que ele conta, para aumentar o número de cursos. E Inúmeros cursos foram cortados quando Fernando Haddad era o ministro, ou não ?. Cursos esses que em sua grande maioria foram permitidos no governo dos tucanos, pois quem decidia era uma pessoa ligada às faculdades particulares. As famosas  ”  Pagou, Passou “.

      Será que uma Patria Educadora se forma em 6 meses?

      Em minha cidade, estamos comemorando a criação do Curso de Medicina do Campus da PUC Minas. E já temos 5 cursos Superiores Federais, além de 4 cursos de nível médio, tb federais há 4 ou 5 anos atrás.

      Em um país,onde tudo está por fazer, nos 500 anos em que foi deixado às moscas e espoliado pelos mesmos de sempre e – os Indignados atuais .

  7. Mente aguda, visão clara da jornalista…

    Há alguns anos atrás um grupo estudantes de engenharia da Anhanguera fez greve pela baixa qualidade do ensino e pela pouca quantidade de aulas. A notícia inusitada me chamou a atenção. Estudante reclamando de pouca aula, baixa qualidade?

    Afinal o monopólio da Kroton/Anhanguera é bom para quem?  

  8. Até que enfim…

    …Começamos a falar sobre o óbvio.

    Agora que finalmente está caindo o véu da mistificação em torno da presumida “inclusão” dos governos petistas, as coisas podem ser ditas com mais clareza.

    Em breve teremos um balanço mais realista do que foi a Grande Farsa.

    • Dobrar o numero de vagas nas instituições públicas é farsa?

      Caro coxinha, seu filhos (as) ou parentes já usurfruiu de algum programa federal de ensino? Do enem ao sisu, Do programa Ciência sem fronteira a pós graduação em alguma das 35 novas universidades do governo PT ou mais de 300 escolas técnicas?  Aqui mesmo apareceu esta notícia mas o dignissimo não ousou comentar:

      http://jornalggn.com.br/noticia/o-sucesso-do-bolsa-familia-e-do-pronatec

       

      A unica farsa aqui é seu comentário invejoso até a medula. Deve ser um destes PSDBista que acewdira que o plano real foi elaborado por FHC.

      • Engraçada a lógica petista!

        Quem não diz amém à mistificação do petismo-no-poder, só pode ser “coxinha”, não é mesmo?

        Filho, eu suspeito que eu era petista antes de você nascer.

        Agora, no que diz respeito à educação, a Grande Farsa é a seguinte: subordinar tudo o que diga respeito a isso à lógica do consumo, transformar formação em distribuição de títulos, estreitar a ideia de universidade à função mecânica de formação de mão-de-obra dócil para a exploração mercadológica, subordinar o conhecimento à utilidade da ascenção pelo consumo.

        A Grande Farsa é falar de “inclusão” transformando o país em república da mediocridade mental.

        Percebe-se que a esse tipo de coisa a sua visão de mundo, meu querido e obtuso militonto, responde à perfeição.

  9. Ela esta no lugar onde ficam

    Ela esta no lugar onde ficam guardadas as palavras de todo governante que vive de retórica.

    Ou seja constroi mundos com palavras, foram as mesmas usadas no horario eleitoral da Dilma onde segundo ela não havia nada de errado, não havia crise nenhuma , e o Brasil nunca esteve tão bom.

    Ou do governo lula onde nos fomos alçados já a condição de Potencia Mundal…rs

    E de todos os demais governos latinos americanos, lugar onde se fala muito e se faz muuuuito pouco.

    A verdade é que neste continente não existe politica de estado, só de governo.

    Em São Paulo , a prefeitura tem  uma enorme  guarda municipal mas apesar disso  a passarela subterranea que fica em frente ao antigo mapim que sai do outro lado em frente ao Shopping Light  esta trancada e é usada como banheiro por uma horda de moradores de rua.

    Essa passarela seria otima para pedestres mas a prefeitura que esta a menos de 700 metros dela não consegue manter ela aberta ou em condiçoes de uso por alguma razão misteriosa.

    Deve ser a mesma razão pela qual a prefeitura não consegue manter as fontes do vale do anhagabau à salvo de pichaçoes e vandalismo ( inclusive nem agua tem mais lá ) e olha que se o inútil do Haddad quiser ele poderia ve-las indo até qualquer uma das janelas da sede da prefeitura.

    Enfim são pequenas coisas que mostram o quanto o estado , o poder publico se recusa a fazer suas obrigações legais que vaão desde garantir a segurança e condiçoes minimamente saudaveis do espaço publico até investir de modo serio na educação , saude, segurança, habitação , defesa, ciencie /tecnologia.

    Mas se não conseguem nem manter uma fonte limpa no centro da cidade, em frente a prefeitura  ( que possui uma guarda com + de 5 000 homes )  e é a cidade mais rica do hesmifério sul o que podemos esperar do estado ? rs

  10. Por mais que me esforce, não

    Por mais que me esforce, não consigo acreditar nas críticas dessa parte da esquerda. Não exatamente nas críticas, mas principalmente nos projetos. Esse é o pessoal que quando faz greve, assina ponto. Esse é o pessoal que força nas críticas de forma pouco responsável, a meu ver. Esse é o pessoal cujas pesquisas, ou parte delas, é reprodução infinita da teoria marxista e profundo desprezo por pesquisas aplicadas. Aviso aos desinformados: defendo tanto a teoria marxista quanto as pesquisas aplicadas. O Brasil ainda não é uma pátria educadora, é fato; só não sei se é por culpa exclusiva do governo federal. Dito isso, vamos ao texto. 

    O discurso do Prof. Leher diz: “por apagar as distinções entre instituições privadas e públicas, a reforma Lula está inscrita no escopo das políticas neoliberais em curso na América Latina”. Não sei se concordo com essa análise. A maioria das trinta e cinco universidades federais abertas pelos governos petistas estão localizadas no interior do país, fora dos grandes centros universitários, em locais onde as instituições privadas provavelmente não querem ir. Cidades como Cruz das Almas, Amargosa, Itabuna, Teixeira de Freitas, Serra Talhada, Juazeiro do Norte, Mossoró, Pau dos Ferros, Caraúbas, São Félix do Xingu, Janaúba e tantas outras que dificilmente teriam ensino superior público, gratuito e de qualidade num governo neoliberal. Isso sem falar nos Institutos Federais. Como, então, ele afirma que Lula apagou as distinções?

    Parece que o Prof. Leher esqueceu o que é um governo neoliberal na vera. Os governos petistas certamente não são revolucionários, mas chamá-los de neoliberais é o tipo de generalização que não serve para defender a educação que ele afirma defender. Chego a pensar que parte dessa elite intelectual de esquerda quer mais é continuar elite mesmo, ou seja, que as universidades federais se concentrem nas capitais, concentrando também os recursos para pesquisa.

    “O FIES estava portanto financiando as classes-médias”. Isso pode ser verdade no Sul e no Sudeste do país, não no Nordeste. Mais uma vez me vem a ideia da elite.

    A parte que desdenha de Mangabeira Unger é simplesmente disputa de campo; até aí, normal. Também não aprecio muito a figura, mas tem muitos “experts” na educação que eu também não apreciaria se estivessem no governo.

    “em especializações não-prioritárias, como Direito, Administração, Turismo, etc., nas regiões mais ricas do Brasil”. Não prioritárias para quem? Para a esquerda? E quais são as especializações prioritárias dessa esquerda? 

    Não estou, com minhas observações, criticando o fato de que o Prof. Leher tenha projeto de universidade pública diferente do projeto do governo. O problema é que eu já vi ações inspiradas nesse projeto que não me conveceram nem um pouco. Também não defendo esse horror de faculdades privadas (porque universidades são raras) de péssima qualidade, assim como não defendo certas práticas de esquerda nas universidades públicas que não contribuem em nada para a educação. No fundo, acho que me incomoda esse samba de uma nota só. 

    • Concordo em parte…

      Só discordo com sua referencia a esquerda… Não conheço o Prof. e suas convicções politicas, mas as universidades sim, assim como outras áreas do governo, não estão preoculpadas com nenhuma politica(apenas discurso) e sim com apenas manter e aumentar seus salarios, coisa que o governo do PT atendeu plenamente, mas não adianta querem sempre mais e que voltemos a politica dos sem universidades. 

      O FIES estava portanto financiando as classes-médias”.  Acho que existe uma confusão aí, na minha epoca de universidade só a classe media/alta tinha acesso a universidade e os pobres é que iam para as privadas, então acho com o advento das cotas finalmente temos o acesso dos pobres, então o governo criou outra porta para os que não poderão entrar nas publicas.

      Apesar de achar que os limites são importantes, pois as faculdades privvadas estavam aumentando os valores para pegar parte do financiamento para seu custeio, mas criticar o aumento dos universitarios é ridiculo. 

      Outro ponto que discordo é de considerar “Os governos petistas certamente não são revolucionários,” como assim, o que seria… Decretar todas as universidades publicas? Não acho seja o caminho. 

      http://noticias.terra.com.br/educacao/ibge-em-10-anos-triplica-percentual-de-negros-na-universidade,4318febb0345b310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html

      http://noticias.terra.com.br/educacao/mais-medicos-governo-autoriza-2290-vagas-de-graduacao-em-medicina,3eda07c8a50b8c99dfebc17f121516f8wicoRCRD.html

      http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Educacao/Educacao-superior-em-Lula-x-FHC-a-prova-dos-numeros/13/16291

       

      Acho que essas reportagens resume o que penso, apenas lamento que as universidades publicas são apenas(com poucas exceções) uma das muitas castas do serviço publico alimentadas pela necessaria valorização salarialm, mas quue não foi acompanhada pela cobrança de resultados, e que hoje apenas lutam para manter tudo como esta.  

       

    • Então discorde dos fatos. Lá

      Então discorde dos fatos. Lá vão eles: entre 2002 e 2013 as matrículas no ensino superior cresceram 76%. Nesse período houve um aumento de 69,78% (2002) para 71,10% (2013) no percentual de matrículas no setor privado sobre o total de matrículas.O número de matrículas em instituições privadas cresceu 80,15% de 2002 para 2013 enquanto que das públicas cresceu um pouco mais de 60%. Agora adivinha onde as matriculas do setor privado cresceram mais? no grandes centros do Sul e Sudeste ou nos lugares onde “as instituições privadas provavelmente não querem ir”? Crescerma mais no Nordeste, no Norte e no Centro-oeste. Opinião com base em partidarismo não pode se contrapor a fatos, minha cara!

      Fonte:http://brasildebate.com.br/direito-social-e-o-setor-privado-o-ensino-superior-no-brasil/

      Ah, e não me vem dizer que o Brasil Debate é um ‘antro da elite esquerdista marquixista’ porque não é, viu.

      • Acho que vc não olhou a Tabela 3

            Apesar do questionamento ter sido para ela, acho vc não olhou a Tabela 3. Podemos ver claramente um aumento da participação das privadas no Nordeste e Norte, ao mesmo tempo manteve-se a praticamente inalterado a participação no Brasil, isto só foi possivel com o aumento das vagas nas federais e entrada dos institutos.

         

         

        Então na modesta opinião Ela tem razão.  Claro para alguns teriamos que ter 80% publica e 20% privada, mas claramente isto não é possivel com o gasto por aluno que temos no Brasil e a grade das publicas que geralmente tem poucos cursos noturnos.

        Claro que também para alguns era muito melhor em 2002 quando as 2 regiões mais pobres tinha poucas vagas, a verdade é que o estado Brasileiro, em meu entedimento, não deveria dar prioridade ao ensino superior, quando tem problemas mais serios nos outros niveis. Lembrando que temos apenas 50% com ensino medio completo com uma evasão de 24%(http://g1.globo.com/educacao/noticia/2013/03/brasil-tem-menor-media-de-anos-de-estudos-da-america-do-sul-diz-pnud.html

      • Eu não poderia discordar ou

        Eu não poderia discordar ou concordar com fatos que não estavam no post original, meu caro. Lá, encontrei apenas expressões como: “verbas maiores”, “grande parte dos recursos”, etc. Um dos poucos dados apresentados é a informação dada pelo Prof. Leher de que “40% das matrículas em cursos universitários ficam no âmbito de cinco fundos de investimentos, que são ao mesmo tempo detentores de 60% da educação à distância no País”; quantos aos outros 60% das matrículas, nada foi informado. Mas já que você trouxe os dados da privatização, poderia ter trazido também os da publicização. Além das novas universidades federais, temos que considerar os Institutos, que também compõem o ensino superior.

        Quando falei da elite intelectual, me refiri a certos pensamentos desenvolvidos por parte da esquerda representada pelo Prof. Leher. É certo que minha referência não se ateve apenas ao que estava no post, mas tambémà minha convivência com alguns intelectuais da esquerda. Infelizmente, as palavras do Prof. Leher, citadas pela autora, parecem confirmar minha ideia de elite. Quando ele afirma que os gastos com o FIES permitiriam dobrar o número de vagas na UFRJ, além da crítica ao modelo do governo parece querer expressar a ideia de que a UFRJ é mais importante do que o país inteiro, pois os gastos com o FIES são realizados no país inteiro. Por que então deveria o governo expandir vagas apenas na UFRJ? Se ele utilizou a UFRJ apenas como exemplo comparativo, deveria ter sido mais claro, já que é professor e não está fazendo política partidária, não é? 

        Quanto às matrículas no Nordeste, Norte e Centro-Oeste, eu falei em cidades e você vem com regiões. Abrir faculdade privada em Recife não é o mesmo que abrir em Serra Talhada. Pode ser para quem é radicalmente contra o ensino privado ou para quem gosta de argumentar genericamente.

        De qual fato você deduziu que minha opinião foi dada com base em partidarismo? No meu comentário me referi à esquerda, e ao que me consta ela não é exclusividade de nenhum partido. Sua última frase, então, é patética. Se você acha que se encontra num antro, problema seu; eu nem me referi ao Brasil Debate. São essas generalizações e essa mania de clichê (o samba de uma nota só) que perturbam a comunicação. Em outro comentário, você foi até bem quando se reportou ao programa Pátria Educadora, mas parece que foi um lampejo de lucidez. 

        Só não desejo a vocês o retorno de um governo neoliberal, de fato, porque não sou da turma do quanto pior melhor. O governo neliberal que teve no Brasil, o de FHC/PSDB pretendia delimitar o eixo Rio-São Paulo como centros de pesquisas científicas. Eu ouvi Paulo Renato e Bresser Pereira afirmarem exatamente isso; inclusive Paulo Renato respondeu a um repórter em forma de pergunta: para quê pesquisa no Nordeste? Você, que falou em salários em outro comentário poderia me dizer como eram os salários dos professores das universidades federais no governo neoliberal do PSDB? E como estão hoje no governo do PT? Colocar todos na mesma vala favorece o conhecimento ou a política? Não para mim. E isso não é uma questão partidária, apenas não considero uma trilha política confiável. Posso?

  11. Preconceituoso

    O artigo considera 35% dos alunos são analfabetos virtuais. Certo, um problema da educação de base. Mas parece que o doutor acha que o problema são os filhos dos metalúrgicos. Interessante este preconceito. O problema para este senhor é os pobres na universidades. Como professor vejo analfabetos tanto da rede pública como privada. E tenho alunos excelentes oriundos da rede pública. Por um acaso tinha lido esta semana esta notícia. É lamentável que um doutor que viu a realidade da era FHC que quase privatizou o ensino publico superior criticar um governo que tanto investiu nas universidades públicas como o PT. Vai ver o palhaço quer aparecer na mídia. Hoje, para ficar famoso e garoto propaganda da mídia é só criticar o PT. Mesm,op este palhaço nunca tendo visto nada de tão positivo em sua vida acadêmica nestes últimos 13 anos. E eu sou testemunha disto. Tanta baboseira que os ogros da direita vem aqui tentar desmerecer o programa do PT. Ninguem lembra da era FHC?

      http://www.sonoticiaboa.com.br/noticia.php?i=7209

    Trigêmeas sem internet são ouro em matemáticaSEX, 10 DE JULHO DE 2015 01:03      ACESSOS: 425     

    Foto: Guilherme Ferrari/G1
    Três jovens filhas de agricultores, que cresceram na roça, estudaram em escola pública e não têm internet em casa, vão receber no próximo dia 20 as medalhas de ouro da 10ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), no Rio de Janeiro
    As gêmeas Fábia, Fabiele e Fabíola, hoje com 15 anos, conquistaram as melhores notas do Espírito Santo no mês passado.
    Filhas do casal de agricultores Lauriza e Paulo Loterio elas vivem numa casa simples, a 21 quilômetros da escola de Ensino Médio no distrito de Rio do Norte, município de Santa Leopoldina, a 51 quilômetros de Vitória.

    Conselho de mãe
    Sabendo da vida difícil da roça, os pais sempre procuraram incentivar os filhos a estudar. 

    “Mostro pra elas como é a vida na roça. Falo que elas têm que estudar para poder ter um futuro melhor, porque a gente está aqui com muita dificuldade, e eu não quero vê-las na mesma situação”, contou Lauriza.

    Seguindo os conselhos da mãe, as trigêmeas se interessaram pelos estudos e se encontraram na área de exatas depois de participarem da Olimpíada de Matemática. 

    “Na escola, sempre inscreviam todos os alunos e avisavam sobre o dia da prova. A gente fazia, porque gostava”, disse Fabíola.

    Conquista
    Na primeira fase da 10ª OBMEP, realizada em 2014, 18.192.526 alunos de 46.711 escolas se inscreveram para participar. Desses, 501 receberam medalha de ouro, sendo 14 alunos do Espírito Santo. 

    De acordo com o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), Fábia e Fabiele empataram e conquistaram o 1º lugar do estado. Fabíola veio em seguida, com a 2ª colocação estadual.

    Como se não bastasse, elas também conquistaram os três primeiros lugares no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) de Santa Teresa, no mesmo ano. Atualmente, elas cursam o 1º ano do curso técnico em Agropecuária, integrado ao Ensino Médio.

    Para a família, ver as filhas desenhando um futuro melhor através da educação é um sonho. 

    “Medalha de ouro não é para qualquer um. Para um pai como eu, que não sabe nada, vê-las subindo assim é muito orgulho”, contou Paulo, que só estudou até a 2ª série do Ensino Fundamental.

    Sem disputa
    A notícia da medalha de ouro chegou de surpresa e empolgou o trio. “Eu nem acreditei no começo, acho que demorou para cair a ficha que a gente tinha ganhado medalha de ouro”, contou Fabíola.

    Hoje, elas contam que nunca houve disputa entre as irmãs. “A gente não ficava competindo para ver quem é melhor, a gente ajudava uma à outra quando alguém tinha dificuldade em alguma coisa”, disse Fabiele.

    Para o diretor da escola, Saulo Andreon, a conquista das trigêmeas vai servir de incentivo para outros estudantes. 

    “Foi o ápice da realização delas e da escola. A medalha coroou o desempenho delas. Foi um marco inicial. Elas são e serão sempre uma inspiração para os outros alunos”, disse.

    Premiação
    A entrega das medalhas de ouro acontece no dia 20 de julho, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. O evento deve contar com a presença de autoridades como a presidente da República e o Ministro da Educação.

    Com informações do G1

    – See 

     

  12. Capes anuncia corte de 75% da

    Capes anuncia corte de 75% da verba de custeio da Pós-Graduação no país

    Em janeiro deste ano o governo federal já havia cortado 1/3 da verba do MEC, sem consulta à comunidade de professores e cientistas e sem aviso prévio, medida autoritária que deixou em cheque a Capes, assim como todas as universidades federais, centros de pesquisa, colégios técnicos e outras instituições de ensino.

    Agora, a Capes – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, instituição ligada ao Ministério da Educação (MEC),comunicou a redução em 75% no repasse do Programa de Apoio à Pós Graduação (PROAP).

    Com os recursos do PROAP, são pagas passagens de professores externos para examinar bancas de mestrado e doutorado, passagens para alunos e docentes participarem de Congressos, tradução de artigos e manutenção de equipamentos, entre outros. O corte em seu orçamento impossibilita a mobilidade de pesquisadores, a divulgação científica e as demandas assumidas pelos programas de Pós-Graduação no sentido de ofertar melhores condições de pesquisa aos pós-graduandos.

    http://posgraduando.com/blog/capes-corte-verba-custeio-pos-graduacao

    • Não é o que diz o
      Não é o que diz o Ministro: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=21467 

       

      Renato Janine Ribeiro12 h ·  

      A CAPES continua, sim, financiando a pós-graduação. Ela mantém 100% das bolsas, que de longe são o custo mais alto na formação de mestres e doutores. Ninguém perderá sua bolsa e, mais importante, o número de bolsas será mantido! Ou seja, os programas continuarão a poder atender novos alunos e a dar-lhes bolsas. Onde está ocorrendo uma redução é no custeio. (E é bom lembrar que toda universidade tem seu orçamento próprio, de modo que a CAPES não é a fonte única para seu custeio). Somando tudo, a CAPES continua mantendo NOVENTA POR CENTO dos recursos que ela destina à pós-graduação. E isso, sem considerar possíveis acréscimos, quando a economia melhorar. E isso, num momento de dificuldades na economia e na arrecadação. Se a situação não é ideal, nem por isso se justifica pânico ou alarme.

       

  13. Lula e o PT atingiram alguma

    Lula e o PT atingiram alguma meta, porque estão querendo colocar a marca do que eles consideram bom mais acima do que estava.

    Não bastam universidades, agora inventam que os jovens são analfabetos funcionais. Eramos todos aos 18 anos meu caro. 

    Ou seja: o prefeito, o governador, ninguém tem nada com isso de educação. Não foi o PT que batalhou pelo pré-sal, que fixou os royalties para educação.

    Se fosse um jogo de futebol essa turma  mandaria fazer goleiras com  9 metros de altura e 50 de largura, só do lado do PT.

    No meio do ajuste ficam tirando onda, fazendo gracinhas, quero ver é trabalhar depois.

    Tem uma UFF para administrar e dá para fazer com menos grana, porque assim é que foi em 2003.

  14. Lula e o PT atingiram alguma

    Lula e o PT atingiram alguma meta, porque estão querendo colocar a marca do que eles consideram bom mais acima do que estava.

    Não bastam universidades, agora inventam que os jovens são analfabetos funcionais. Eramos todos aos 18 anos meu caro. 

    Ou seja: o prefeito, o governador, ninguém tem nada com isso de educação. Não foi o PT que batalhou pelo pré-sal, que fixou os royalties para educação.

    Se fosse um jogo de futebol essa turma  mandaria fazer goleiras com  9 metros de altura e 50 de largura, só do lado do PT.

    No meio do ajuste ficam tirando onda, fazendo gracinhas, quero ver é trabalhar depois.

    Tem uma UFF para administrar e dá para fazer com menos grana, porque assim é que foi em 2003.

    • E você sequer sabe a

      E você sequer sabe a diferença entre a UFF e a UFRJ. O reitor da UFF está longe, muito longe da posição do reitor da UFRJ, até porque ninguém consegue ver o reitor da UFF.

  15. + comentários

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome