Queda do Fies movimenta mercado privado de financiamento estudantil

Jornal GGN – De acordo com a Folha de S. Paulo, a redução na oferta de incentivos do Fies tem movimentado o mercado privado de financiamento estudantil.

No sistema privado, o estudante paga metade da mensalidade mais os juros durante o curso, e o restante do valor nos anos seguintes à formatura, em período equivalente aos anos estudados.

Da Folha de S. Paulo

Queda de contratos do Fies faz aumentar a procura por crédito estudantil privado

Por Maria Cristina Frias

A redução na oferta de incentivos do Fies tem movimentado as empresas que concedem financiamento estudantil privado. Em 2014, 732 mil contratos do programa federal foram firmados. No primeiro semestre deste ano, eram 253 mil.

A Ideal Invest, que coordena a linha de crédito “Pravaler”, estima que o número de alunos cadastrados cresceu seis vezes em 2015, em comparação com 2014. A alta deverá se repetir no ano que vem.

“O Fies conseguiu criar uma consciência de crédito que ajudou o mercado privado”, diz o presidente, Carlos Furlan, “Mesmo num cenário difícil, o aluno busca formas para ficar na faculdade.”

No sistema privado, o estudante geralmente paga metade da mensalidade mais os juros durante o curso e o restante nos anos seguintes à formatura, num período equivalente aos anos estudados.

O Santander também lançará uma linha de crédito para a graduação. “Desenvolvemos o modelo há seis meses”, diz Jamil Hannouche, do banco. A ideia é que o aluno que entrar na faculdade no ano que vem já conte com ele.”

Na Fundacred, antiga Fundaplub, a expectativa é crescer 150% em 2016. “Muitas instituições se planejavam contando com o Fies. Elas perceberam que não podem depender do governo”, diz
Nívio Delgado, da fundação.

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Apesar de ser uma opção, Rodrigo Capelato, do Semesp (das Mantenedoras de Ensino Superior), prevê que o financiamento particular absorva 10% dos ex-Fies.

“A queda no número de novos contratos deve ser de 20% até 30%”, diz Capelato.

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1 comentário

  1. Parece que finalmente

    Parece que finalmente chegamos ao ‘primeiro mundo’. Daqui a menos de uma década teremos uma geração de escravos da dívida estudantil, como ocorre hoje nos EUA.

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