Weintraub erra em mil vezes o gasto do MEC no Saeb

O ministro enfatizou que era "importante falar" sobre os R$ 500 mil, defendendo a postura de transparência "ao pagador de imposto", mas troca mil por milhões

Foto: Valter Campanato/ABr

Jornal GGN – Ao tentar defender a quantia de gasto do Ministério da Educação (MEC) no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), sob a sua gestão, o ministro Abraham Weintraub errou o valor e divulgou um número mil vezes menor do que o valor que será realmente gasto.

Durante a apresentação da coletiva de imprensa, o ministro de Jair Bolsonaro que assumiu há pouco a pasta, em meio a uma crise interna, enfatizou que era “importante falar” sobre os R$ 500 mil, e que “a postura nossa é sempre de dizer ao pagador de imposto e a sociedade aonde está sendo alocado o imposto”.

“Uma avaliação que vai ser feita a sete milhões de crianças a um custo total disso de R$ 500 mil para saber se as coisas estão andando bem”, continuou, na defesa da quantia, acrescentando: “Cada real do contribuinte é importante”.

Entretanto, pouco após a declaração do ministro à imprensa, o Inep – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira teve que informar em nota que o valor é de R$ 500 milhões e não R$ 500 mil.

“O Presidente do Inep (Elmer Vicenzi ) informa que o valor estimado para a aplicação do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2019 é de aproximadamente R$ 500 milhões”, escreveu o Instituto.

“O valor de R$ 500 mil foi incorretamente apresentado ao ministro e na Coletiva de Imprensa realizada nesta data em função de uma inconsistência material na planilha de custos elaborada pelo Inep”, justificou, em nota.

7 comentários

  1. Como os demais integrantes do corpo “Jestor” “bando de maluco”, não sabe ao que veio. Mero repetidor de asneiras e sabem como é: “Macaquinho viu, macaquinho faz”.

  2. Nassif, confira lá no D.O.U., no. 115, quarta-feira, 18 de junho de 2014, Seção 3, pág. 52. Lá tem a homologação do resultado do concurso público correspondente ao edital no. 596, de 13/06/2014. O Weintraub foi o aprovado, mas curiosamente com nota 7,00, que vem a ser, frise-se, a nota mínima para ser aprovado em concurso para docente de universidade federal. Compare na mesma página com as notas dos outros aprovados, sempre bem mais altas. No mínimo peculiar, né?

  3. Complementando o resultado medíocre do concurso do Weintraub (para professor assistente, a nível de mestrado), vão abaixo imagens do histórico escolar do ministro em sua graduação na USP. Publicado pelo Alberto C. Almeida (https://twitter.com/albertocalmeida):

    https://pbs.twimg.com/media/D5l4JkPXsAske51.jpg
    https://pbs.twimg.com/media/D5mhycBXkAE5ffV.jpg
    https://pbs.twimg.com/media/D5mhyb7W4AYG6xC.jpg

    Um sujeito que é professor de federal sem doutorado, sem publicações decentes, com um mísero TCC como orientação, que passou no concurso com nota mínima e ainda foi um péssimo aluno de graduação pode criticar quem?

  4. Gente, falar em 500mil quando é 500milhoes é do um ato falho. Já vi ministros confundirem bi com mi, bilhão com milhão.

    Vão procurar pelo em ovo.

    • O repórter Paulo Saldanha da FSP perguntou como se chegou no valor, perguntando se incluía oas custos com a gráfica, percebe-se o secretário perguntando na mesa ao ministro em off sobre o valor e o ministro confirma. Não é ato falho, é despreparo, ignorância e incompetência. Se recebeu a informação errada, deveria ter questionado o porquê do valor atual ser 500 vezes menor que o valor aplicado em 2017.

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