Eleições 2020: de 25 capitais, somente 1 elegeu mulher e 8 elegeram negros

As mulheres comandarão somente 11,8% das Prefeituras das cidades brasileiras em 2021. Elas são 52% do eleitorado do Brasil

Ilustração: Suellem Cosme / Negrê

Jornal GGN – As mulheres comandarão 11,8% das Prefeituras das cidades brasileiras em 2021. Na contramão da representatividade, elas são 52% do eleitorado. Esses 11,8% são somente 658 cidades que estarão sob o governo de uma mulher, em um país que tem 5.570 municípios.

A minoria de gênero se deu em todas as instâncias. De um total de 25 capitais que foram às urnas este mês, somente uma elegeu uma mulher, Cinthia Ribeiro (PSDB), em Palmas. Das 20 mulheres que concorreram ao segundo turno, neste último domingo (29), somente 7 foram eleitas.

Na disputa do Legislativo, também houve pouca representatividade: 16% dos eleitos são vereadoras, o que é um pequeno aumento em comparação aos 13,5% de 2016. Há mais de 900 cidades, ainda, que não escolheram nenhuma mulher para a Câmara municipal. Em mais de 1,8 mil outras cidades, somente 1 foi eleita.

Candidaturas negras

O cenário para as candidaturas negras foi menos desolador. Este ano representou um recorde: 50% de todos os candidatos se declararam pardos ou pretos.

Os eleitos, contudo, estão distantes de um retrato fiel da representatividade do país: somente 8 capitais das 25 do país terão prefeitos negros a partir de 2021. E nenhum deles se autodeclarou preto, são pardos. Nas Câmaras municipais, 44,7% dos vereadores eleitos se declararam negros.

 

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1 comentário

  1. Tragédia romana no Recife. A Agripina nordestina chegou ao poder através de seu pequeno Nero. Se quiser governar o moço mimado terá que se livrar da mãe dominadora.
    No Rio, uma opereta bufa. O prefeito eleito vai negociar a transição com a milícia. Ele sabe quem governa a cidade.
    Em São Paulo, centenas de paulistas foram mortos para que Covas possa abrir mais covas. Crime e castigo é coisa de russo. Na Paulicéia desvairada só há prêmio se o crime for cometido em escala triunfal.
    Triste Porto Alegre. Sem palavras para expressar a mediocridade do machismo gaúcho.

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